Objectivos, balanços e compromissos
Na resolução «Mais e melhor acção sindical integrada – Reforçar a organização – Aumentar a sindicalização», aprovada por unanimidade, os congressistas assumiram, como objectivos para este mandato, mais cem mil sindicalizações, 10 mil novos mandatos de delegados sindicais, mil novos representantes de trabalhadores para a Saúde e Segurança no Trabalho e um rejuvenescimento através da sindicalização de mais juventude trabalhadora nas organizações de base e na Interjovem.
No último quadriénio aderiram mais 120 220 trabalhadores aos sindicatos da CGTP-IN, revelou o Relatório de Actividades. Destes, 63 322 (59,2%) são mulheres e 25 795 (24,1%) jovens até aos 30 anos. Dos 12 528 mandatos para delegados sindicais, 7845 (62,2%) são mulheres e 916 (7,3%) jovens até 30 anos.
Outra resolução, intitulada «Defender o Estado social, factor de desenvolvimento, coesão, promoção e igualdade» foi aprovada com o mesmo resultado. Ali se recorda a conquista do Estado social como fruto da Revolução de Abril de 1974, rejeita-se ataques a princípios e parâmetros constitucionais, como a universalidade, a solidariedade e a justiça social, demonstra-se o agravamento das desigualdades e manifesta-se o compromisso de lutar por serviços públicos universais, gratuitos e com qualidade.
«Outra política é possível e necessária», afirma-se numa outra resolução, igualmente aprovada por todos os delegados e que apela à intensificação da acção e da luta, apoiando as que se iniciaram, segunda-feira, na Soflusa e se prolongam até hoje noutras empresas de transportes, e a concentração nacional de 11 de Fevereiro, no Terreiro do Paço, em Lisboa.
«Por uma Europa e um mundo justos, solidários, de cooperação, paz e progresso» é o título da moção, aprovada também por unanimidade, onde se condena a NATO pelas constantes ameaças à paz mundial e se reclama respeito pelos direitos de autodeterminação e de soberania dos povos, designadamente da Palestina, Iraque, Afeganistão, Cuba, Irão, entre outros países.