Greve hoje nos transportes
O «plano estratégico de transportes» é o motivo principal das greves que hoje têm lugar na CP, na CP Carga, na Refer, na Carris, na STCP, na Soflusa, na Transtejo e no Metropolitano de Lisboa.
É justo contestar e lutar
Ontem já foi dia de luta na EMEF.
Nos documentos divulgados pelas estruturas representativas dos trabalhadores – sindicatos da Fectrans/CGTP-IN, com outra filiação ou não filiados, e comissões de trabalhadores – sobressai ainda o facto de o «PET», os cortes de salários de 2011 e as medidas do Orçamento do Estado de 2012, que os agravam, terem vindo somar-se a décadas de ataques às transportadoras públicas, a quem nelas trabalha e a quem delas mais precisa. São «opções políticas determinadas pelos interesses do grande capital», acusa o Sindicato dos Ferroviários, num comunicado de apelo à «luta de todos para todos». Na moção aprovada a 25 de Janeiro, num plenário no Metro de Lisboa, apela-se «a todos os cidadãos, para que compreendam e integrem as lutas contra os roubos declarados aos utentes e aos trabalhadores, através de subterfúgios economicistas que apenas beneficiam os interesses do grande capital financeiro». A CT da STCP, em comunicado, acusa o Governo de ter decretado a morte lenta da empresa, com as decisões sobre fim de linhas e manutenção de sub-contratos de concessão. Num comunicado conjunto, a CT da Soflusa e quatro sindicatos contestam o corte de carreiras e o aumento de tarifas. Em declarações públicas, utentes anónimos e comissões têm expressado justo protesto contra esta política e compreensão com a luta dos trabalhadores, que vai certamente prosseguir.