Intervenção de abertura

Travar a destruição

«O capitalismo não será seguramente o último sistema da história da humanidade», garantiu Manuel Carvalho da Silva, na intervenção de abertura do Congresso, sua última enquanto Secretário-Geral.

 

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Tendo garantido que a central poderá sempre continuar a contar com o seu apoio, realçou a imperiosidade de continuar a luta «pelas reformas e rupturas necessárias à transformação social que nos abra caminhos novos com futuro, para colocar a economia ao serviço dos trabalhadores e do povo».

Referiu a necessidade de «dar combate à destruição do Estado social e das políticas públicas, para dizer não às precariedades e inseguranças que destroem o emprego e desestruturam as vidas».

Sobre a situação mundial e a crise do sistema capitalista, Manuel Carvalho da Silva concluiu que «o mundo anda à mercê de crises provocadas pela especulação financeira e por autênticos roubos organizados», motivo por que a CGTP-IN considera fundamental que se passe a «agir articuladamente e a ser ofensivo».

Lembrando a importância das economias emergentes no actual contexto económico-social, considerou que «o futuro do euro é uma enorme interrogação» e que «a tratar das saídas, não podem estar actores e práticas que conduziram ao desastre».

Para que a alternativa se concretize, a CGTP-IN considera fundamental a criação de «uma forte dinâmica social» que faça crescer a consciência colectiva, mobilizando os trabalhadores e o povo.

 

Ideias mentirosas

 

Carvalho da Silva enunciou «duas ideias mentirosas» que o Governo costuma repetir com o PS. Dizer que o Estado se endividou sozinho, escondendo o volume da dívida privada, e que os portugueses viveram acima das suas possibilidades é «uma manipulação que visa desresponsabilizar aqueles que enriqueceram à custa do saque ao povo e ao Estado e esconder os resultados da corrupção e do compadrio entre o poder político e o poder privado», acusou.

Após ter criticado duramente «o acordo da troika», Carvalho da Silva salientou que o «compromisso» firmado em sede de Concertação Social representa «o reforço da austeridade, a diminuição da retribuição, o aumento da desregulação do trabalho, um retrocesso social sem precedentes».

A CGTP-IN insiste em realçar que foi devido à luta e ao protesto generalizado dos trabalhadores que saiu derrotado o aumento do horário em meia-hora por dia, gratuitamente. Carvalho da Silva reafirmou que «não aceitamos despedimentos fáceis e mais baratos» e «o tempo não pode ser pertença do patrão», nem o salário «voltar a ser mero subsídio de subsistência».

Apelando para que «desmascaremos as vantagens e a glória do empobrecimento», acusou o Presidente da República de ter feito «figuras tristes» a este propósito.

Face a esta realidade, Manuel Carvalho da Silva apelou à participação na Manifestação Nacional de 11 de Fevereiro, no Terreiro do Paço, em Lisboa, «Por um Portugal desenvolvido e soberano, por trabalho com direitos», saudando os que saíram, os que continuam e os que entram agora nos órgãos de direcção da central sindical de classe.



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