É preciso votar CDU
A seis dias das eleições legislativas, o Litoral Alentejano recebeu, com alegria e confiança num bom resultado eleitoral, a Campanha da CDU, que contou com a presença, entre muitos outros candidatos e activistas, de Jerónimo de Sousa, Francisco Lopes e Heloísa Apolónia.
«O caminho é votar na força que sempre esteve convosco»
Este dia de Campanha ficou marcado, ao final da noite, com um grandioso comício em Santiago do Cacém, onde a CDU já havia estado, de tarde, em contacto com os trabalhadores das Oficinas Municipais, que, já depois do seu horário laboral, não quiseram perder a oportunidade de cumprimentar com um abraço fraterno o Secretário-geral do PCP. Na ocasião, Jerónimo de Sousa alertou para o facto de os portugueses estarem a ser «confrontados com uma das mais violentas ofensivas» de sempre contra os salários, as carreiras profissionais, os subsídios e a qualidade de vida.
«Querem congelar os vossos salários durante três anos», denunciou Jerónimo de Sousa, lembrando que no dia 5 de Junho todos os trabalhadores e as populações têm que se interrogar se vão «votar em quem lhes quer complicar a vida». «O caminho é votar na força que, nas horas boas e más, sempre esteve convosco: a CDU», salientou.
Horas depois, muitos desses trabalhadores e várias outras centenas de pessoas participaram num comício no Auditório António Chaínho, onde o Secretário-geral do PCP denunciou a concertação entre o PS, o PSD e o CDS para não aumentar, pelo menos até 2013, como acordado entre os sindicatos e as entidades patronais, o Salário Mínimo Nacional (SMN). «É importante esclarecer o que ainda está por esclarecer, designadamente se vão aumentar o SMN», uma «questão importante», que «tem a ver com a vida das pessoas», que já recebem «salários de miséria». Independentemente do resultado, prometeu, «traremos esta questão para a ordem do dia, assumindo a iniciativa legislativa, para levar o Estado a cumprir o prometido».
Francisco Lopes, cabeça de lista pelo círculo eleitoral da região, acusou os mesmos partidos, da política de direita, de terem «afundado» o País, afirmando que no dia 5 de Junho «o voto na CDU será decisivo e de afirmação de um caminho diferente e melhor» para Portugal. «Cada voto na CDU é um voto de crítica e de luta», sublinhou.
Por seu lado, Heloísa Apolónia, em nome da «esquerda verdadeira», a CDU, precisou que é tempo de «julgar» o PS, o PSD e o CDS pelo mal que fizeram a Portugal nos últimos 35 anos. No dia 5 de Junho, afirmou a ecologista, «os eleitores serão uma espécie de juízes e deverão responsabilizar quem merece ser responsabilizado», declarando-os «culpados».
Um País mais justo e solidário
Num contacto com as populações, realizou-se ainda um almoço em Grândola e um jantar em Alcácer do Sal, onde estiveram muitas outras centenas de activistas, apoiantes e candidatos da CDU. «A luta que movia os meus avós, ambos trabalhadores rurais, embora um pouco diferente, porque os tempos mudaram, é a mesma que me move, e, tal como eles, quero que o meu País seja mais justo, livre e solidário», afirmou, em Alcácer do Sal, Joana Carvalho, candidata, apelando ao voto na CDU, «para que esta candidatura saia reforçada».
Também ali, o Secretário-geral do PCP explicou que a situação que o País atravessa não se deve a qualquer «cataclismo», antes resulta de «políticas» e «políticos», que «não têm coragem de dizer» que vão «congelar salários, pensões e reformas», «aumentar os impostos», «reduzir os apoios sociais» e «dar mais um golpe na legislação do trabalho».
Pelo círculo eleitoral de Setúbal, a lista de candidatos da CDU é composta por Francisco Lopes, Paula Santos, Heloísa Apolónia, Bruno Dias, José Lourenço, Margarida Botelho, Hélder Guerreiro, Maria do Carmo Borges, José Carlos Silva, Vítor Paulo Silva, Fernanda Pézinho, Carina Castro, Filipe Marques, João Vicente, Paula Bravo, Rafael Rodrigues, João Pedro Soares, Joana Carvalho, Vanda Figueiredo, Afonso Luz, Carlos Jorge Parreira e Paula Pereira. A mandatária distrital é Regina Marques.