Valorizar o trabalho e os trabalhadores
No segundo dia de campanha, depois de um grandioso comício no Porto (ver páginas 5, 6 e 7), Francisco Lopes regressou ao distrito de Setúbal, onde centrou a sua força e acção nas questões laborais, com uma visita ao Arsenal do Alfeite e encontros com os trabalhadores da Câmara de Palmela e da Autoeuropa. O dia prosseguiu com uma arruada na Baixa de Setúbal e um jantar-comício no Seixal.
Nós confiamos nos trabalhadores
O dia da campanha vinculada aos interesses dos trabalhadores e do povo, que dá expressão à sua luta e aspirações, começou, bem cedo, com uma visita ao Arsenal do Alfeite, estabelecimento fabril de projecto, construção e reparação naval, localizado em Almada, onde Francisco Lopes defendeu o controlo da zona económica exclusiva por parte da Marinha Portuguesa, para desenvolver a indústria naval, «valorizando os trabalhadores» com uma outra política que não «de cortes, numa área sensível com experiência de décadas».
Em Palmela, na Sociedade Filarmónica Palmelense «Loureiros», o candidato foi recebido por mais de duas centenas de trabalhadores da Câmara Municipal. «Eu voto Francisco Lopes», lia-se num autocolante que traziam, com orgulho, ao peito, o que demonstra que aquela é, sem dúvidas, a candidatura que dá voz à exigência de uma ruptura com a política de direita. Com eles estiveram Cristina Félix, Isabel Moreira, Inês Rodrigues, Ana Teresa Vicente, Virgolino Rodrigo e Jorge Patrício, da Comissão Concelhia de Apoio à candidatura de Francisco Lopes, José Capucho e Margarida Botelho, da Comissão Regional, Victor Borrego e Joaquim Judas, mandatários concelhio e distrital, respectivamente.
Depois do almoço, Ana Teresa Vicente, que também é presidente da Câmara de Palmela, sublinhou que a candidatura de Francisco Lopes «apresenta um projecto diferente dos outros, com preocupação pelos portugueses, pelos trabalhadores, pelos funcionários públicos».
A encerrar a acção, o candidato voltou a assumir o compromisso da «valorização do trabalho e dos trabalhadores» e lembrou que o Orçamento do Estado para 2011, aprovado com o apoio de todos os outros candidatos presidenciais, «é um mal maior para o povo português». «O que se está a verificar desde o início deste ano é o aumento generalizado dos preços, o corte do investimento público e dos salários, o congelamento das pensões, o estrangulamento do poder local», criticou, explicando que os trabalhadores da administração pública vão receber, a partir de Janeiro, menos um por cento do seu salário, correspondendo ao desconto para a Caixa Geral de Aposentações. Outros terão cortes mais significativos com a alteração da retenção da fonte para os escalões do IRS.
Mais tarde, à porta da Autoeuropa, na mudança de turno, enquanto cerca de 2500 trabalhadores saiam e outros 1500 entravam, Francisco Lopes falou na necessidade de passar para «patamares mais elevados de produção» e deu a «receita» para que aquela empresa o possa fazer, «com um grau superior de incorporação nacional nos carros que ali são montados» e «a máxima valorização do trabalho e dos trabalhadores».
Depois de uma arruada pela Baixa de Setúbal, Francisco Lopes terminou o dia no Seixal com um jantar-comício no Salão dos Bombeiros Voluntários. Ali estiveram mais de 500 pessoas, entre os quais José Carlos Gomes, mandatário concelhio, Alfredo Monteiro, presidente da Câmara, Paula Santos, deputada do PCP, Laura Almodover, da JCP, Paula Bravo, sindicalista, Alice Espada, eleita na Assembleia Municipal do Seixal pelo Partido Ecologista «Os Verdes», e Joana Antunes, Margarida Botelho e José Capucho, da Comissão de Apoio.
«Nós confiamos nos trabalhadores, no povo e no País, e, por isso, estamos, nesta campanha, a despertar aquilo que são as suas energias, a sua força para contrariar aqueles que lhes dizem “estejam calados, não há nada a fazer"», afirmou Francisco Lopes, apelando ao voto na sua candidatura no dia 23 de Janeiro, «um voto de protesto, de exigência, de mudança» para «um futuro diferente e melhor para o povo português».