Francisco Lopes pelo País

Confiança nos trabalhadores

Em várias iniciativas em que participou, Francisco Lopes fez justiça ao seu lema de campanha, ao mostrar uma enorme «confiança nos trabalhadores, no povo e no País».

A afirmação da alternativa faz-se sobretudo no contacto directo

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Francisco Lopes deu uma particular atenção à auscultação dos problemas sentidos pelos trabalhadores em diversas empresas e sectores. No dia 16, na TAP, o candidato comunista esteve reunido com representantes de sindicatos e das comissões de trabalhadores da TAP e da SPdH/Groundforce, a quem reafirmou a necessidade de defender a empresa, que considerou estratégica para o País. 

À saída da reunião, Francisco Lopes declarou à imprensa que a privatização da transportadora aérea nacional, prevista pelo Governo no âmbito do PEC 1, iria «esquartejar» uma empresa que representa uma «riqueza imensa» e 12 mil postos de trabalho. A TAP, lembrou, é o principal exportador nacional. Uma eventual privatização poria ainda em causa a própria soberania nacional e a existência de um sector aéreo «forte, soberano e independente». O candidato comunista entende que a privatização da empresa não é inevitável propondo, em alternativa, o controlo público sobre a TAP e o seu desenvolvimento ao serviço do interesse nacional.

Francisco Lopes guardou ainda uma palavra de solidariedade para com os trabalhadores, criticando o recente despedimento na Groundforce e a concorrência «destrutiva» existente no sector do handling entre duas empresas de capitais públicos: a Groundforce e a Portway. Francisco Lopes encontrou-se também com o presidente da TAP, Fernando Pinto.

 

Coimbra e Leiria

 

 No dia seguinte, pela manhã, o candidato do PCP deslocou-se a Coimbra, onde contactou com os trabalhadores dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). Aí, após uma reunião com a administração, Francisco Lopes encontrou-se com representantes sindicais dos trabalhadores desta unidade de saúde, nomeadamente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, do Sindicato da Hotelaria do Centro, do Sindicato dos Médicos da Zona Centro e do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses. Os sindicalistas expressaram as suas preocupações quanto à fusão prevista dos três hospitais de Coimbra, que envolve 8 400 trabalhadores.

A fusão segue-se a um conjunto de medidas que põem em causa o Serviço Nacional de Saúde, de que são exemplo o encerramento de maternidades e serviços de urgência na região, que se fizeram sentir nos hospitais. Nos HUC, estes encerramentos levaram à duplicação do número de doentes  assistidos nas urgências, sem qualquer aumento do número de profissionais. Francisco Lopes participou, depois, numa arruada pelas ruas de Coimbra.

No domingo, após uma acção de rua nas Caldas da Rainha Francisco Lopes rumou a Peniche, onde reafirmou, perante mais de cem pessoas, que o rumo alternativo para o País é pôr Portugal a produzir, aproveitando os recursos nacionais, entre os quais se contam os trabalhadores, incluindo os que estão desempregados. O candidato comunista lembrou o papel de Cavaco Silva na destruição das pescas nacionais, um dos sectores que muito contribuiu para a redução drástica da capacidade produtiva do País. O abate da frota pesqueira foi particularmente intenso entre os anos de 1985 e 1995, precisamente aqueles em que Cavaco Silva foi primeiro-ministro, recordou.



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