Governo tem que assumir responsabilidades
Dando seguimento institucional à solidariedade prestada aos trabalhadores do grupo Investvar, o PCP entregou na semana passada, na Assembleia da República, um requerimento sobre a difícil situação por que passam os trabalhadores daquele grupo. Apresentado pelo deputado Jorge Machado, no documento questiona-se se o Governo estará disposto a «pactuar com um eventual despedimento colectivo dos trabalhadores num quadro em que as empresas foram previamente descapitalizadas e alegarão falta de condições para assumir as suas responsabilidades».
O grupo parlamentar comunista pretende ainda saber se o executivo liderado por José Sócrates está ou não em condições de «desenvolver esforços efectivos visando condicionar, de facto, o actual rumo dos acontecimentos e contribuir para a manutenção de centenas de postos de trabalho, no grupo de empresas que foi, até há bem pouco tempo, o maior exportador de calçado português».
Actualmente com 600 trabalhadores no País, o grupo Investvar (do qual o Estado é o principal accionista por via de fundos de investimento), uma vez terminado o lay-off, prossegue com o «clima de ameaças e chantagem, usando mais uma vez os postos de trabalho como arma de arremesso em estratégias obscuras que nada têm a ver com os interesses dos trabalhadores». Em causa, como o Avante! noticiou na semana passada, parecem estar os salários de Abril e paira a ameaça do lay-off na Investshoes e é dado como certo o encerramento de duas empresas do grupo, sediadas em Castelo de Paiva.
Curiosamente, constata o deputado comunista, a Calsea Footwear, fábrica do grupo instalada na Índia, trabalha na sua capacidade máxima, podendo estar em causa a deslocalização de toda a produção para esse país.
O grupo parlamentar comunista pretende ainda saber se o executivo liderado por José Sócrates está ou não em condições de «desenvolver esforços efectivos visando condicionar, de facto, o actual rumo dos acontecimentos e contribuir para a manutenção de centenas de postos de trabalho, no grupo de empresas que foi, até há bem pouco tempo, o maior exportador de calçado português».
Actualmente com 600 trabalhadores no País, o grupo Investvar (do qual o Estado é o principal accionista por via de fundos de investimento), uma vez terminado o lay-off, prossegue com o «clima de ameaças e chantagem, usando mais uma vez os postos de trabalho como arma de arremesso em estratégias obscuras que nada têm a ver com os interesses dos trabalhadores». Em causa, como o Avante! noticiou na semana passada, parecem estar os salários de Abril e paira a ameaça do lay-off na Investshoes e é dado como certo o encerramento de duas empresas do grupo, sediadas em Castelo de Paiva.
Curiosamente, constata o deputado comunista, a Calsea Footwear, fábrica do grupo instalada na Índia, trabalha na sua capacidade máxima, podendo estar em causa a deslocalização de toda a produção para esse país.