Desemprego cresce
O desemprego continua a subir de forma galopante no Algarve, e com ele os dramas sociais, afirma a Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP, preocupada com a indiferença do Governo, que não adopta qualquer plano para responder à situação, e o silêncio cúmplice do PS, do PSD e do CDS/PP. Só as falências e insolvências, de Janeiro até agora, ascendem já às 800, alastrando entre os micro e pequenos empresários e comerciantes.
De facto, para o PCP, o modelo exclusivo assente no turismo e actividades correlacionadas «está esgotado», sendo necessário apostar na revitalização da produção e atrair novo investimento produtivo. Em vez disso, porém, continua-se a «vender as erradas e falhadas ilusões dos PIN, resorts e correlativos» como saída para o desemprego, que atinge já cerca dos 12 por cento. A par disto, permite-se que o patronato atente contra as leis e a dignidade dos trabalhadores, sendo assim que de um apuramento feito junto de 65 unidades hoteleiras, cerca de 20 encerraram a pretexto de obras e remodelações, cuja veracidade ninguém se preocupa em confirmar. Nas outras unidades impera a redução temporária que acaba por ter consequências idênticas. Ou seja, somando todas estas situações conclui-se terem sido já atirados para o desemprego cerca de 2500 trabalhadores.
Por fim, a DORAL considera «inaceitável» a lógica de funcionamento das empresas do sector de hotelaria, de abrirem nos três meses em que há lucro e fecharem total ou parcialmente nos restantes meses, «atirando para cima da segurança social e dos respectivos trabalhadores a responsabilidade e a incerteza quanto ao futuro». E recusando este destino para os trabalhadores algarvios, o PCP diz que só a luta reivindicativa pode levar à alteração desta situação.
De facto, para o PCP, o modelo exclusivo assente no turismo e actividades correlacionadas «está esgotado», sendo necessário apostar na revitalização da produção e atrair novo investimento produtivo. Em vez disso, porém, continua-se a «vender as erradas e falhadas ilusões dos PIN, resorts e correlativos» como saída para o desemprego, que atinge já cerca dos 12 por cento. A par disto, permite-se que o patronato atente contra as leis e a dignidade dos trabalhadores, sendo assim que de um apuramento feito junto de 65 unidades hoteleiras, cerca de 20 encerraram a pretexto de obras e remodelações, cuja veracidade ninguém se preocupa em confirmar. Nas outras unidades impera a redução temporária que acaba por ter consequências idênticas. Ou seja, somando todas estas situações conclui-se terem sido já atirados para o desemprego cerca de 2500 trabalhadores.
Por fim, a DORAL considera «inaceitável» a lógica de funcionamento das empresas do sector de hotelaria, de abrirem nos três meses em que há lucro e fecharem total ou parcialmente nos restantes meses, «atirando para cima da segurança social e dos respectivos trabalhadores a responsabilidade e a incerteza quanto ao futuro». E recusando este destino para os trabalhadores algarvios, o PCP diz que só a luta reivindicativa pode levar à alteração desta situação.