Petição em defesa do Tua
Foi um grito sentido e profundo em defesa da Linha do Tua aquele que sob a forma de petição chegou à Assembleia da República por iniciativa do Movimento Cívico que se organizou para não deixar morrer aquela linha ferroviária. Tal como outras linhas de Trás-os-Montes e Alto Douro (a exemplo do que sucedeu noutras regiões do interior do País), também esta foi votada ao abandono por sucessivos governos, em resultado da política de recuperação capitalista executada por PS, PSD e CDS/PP.
Em recente debate sobre a petição foi com essa verdade incómoda que as bancadas à direita do PS, este incluído, foram confrontadas pelo deputado comunista Agostinho Lopes, que lhes lembrou, nomeadamente, que o encerramento do que resta das linhas do Corgo e Tâmega (temporário, segundo diz o Governo em vésperas de eleições) e as ameaças que pairam sobre o que resta da Linha do Tua (a pretexto da barragem), mais não são, afinal, do que o «consumar das políticas de direita que liquidaram a Linha do Corgo entre Chaves e Vila Real, a Linha do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe, a Linha do Tua entre Bragança e Mirandela e toda a linha do Sabor, desde Miranda do Corvo a Moncorvo».
«PS, PSD e CDS/PP devem estar satisfeitos: estão prestes a cumprir-se integralmente os seus desígnios contra a ferrovia transmontana e duriense», sustentou Agostinho Lopes, lembrando que, para o grande capital, «tudo o que não pode ser grande negócio – caso do TGV e de linhas rentáveis nalgumas coroas urbanas do Litoral – deve encerrar».
Recordado pelo deputado comunista foi ainda a circunstância de ter sido o PCP o partido que sempre se bateu – e foi o único a fazê-lo – contra o encerramento das linhas férreas de Trás-os-Montes e Alto Douro por governos do PS, PSD e CDS/PP. Uma lembrança oportuna já que, como se viu no debate com os deputados intervenientes por aqueles partidos, há discursos que mudam com a mesma facilidade do camaleão, o que não é seguramente estranho ao aproximar das eleições.
Em recente debate sobre a petição foi com essa verdade incómoda que as bancadas à direita do PS, este incluído, foram confrontadas pelo deputado comunista Agostinho Lopes, que lhes lembrou, nomeadamente, que o encerramento do que resta das linhas do Corgo e Tâmega (temporário, segundo diz o Governo em vésperas de eleições) e as ameaças que pairam sobre o que resta da Linha do Tua (a pretexto da barragem), mais não são, afinal, do que o «consumar das políticas de direita que liquidaram a Linha do Corgo entre Chaves e Vila Real, a Linha do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe, a Linha do Tua entre Bragança e Mirandela e toda a linha do Sabor, desde Miranda do Corvo a Moncorvo».
«PS, PSD e CDS/PP devem estar satisfeitos: estão prestes a cumprir-se integralmente os seus desígnios contra a ferrovia transmontana e duriense», sustentou Agostinho Lopes, lembrando que, para o grande capital, «tudo o que não pode ser grande negócio – caso do TGV e de linhas rentáveis nalgumas coroas urbanas do Litoral – deve encerrar».
Recordado pelo deputado comunista foi ainda a circunstância de ter sido o PCP o partido que sempre se bateu – e foi o único a fazê-lo – contra o encerramento das linhas férreas de Trás-os-Montes e Alto Douro por governos do PS, PSD e CDS/PP. Uma lembrança oportuna já que, como se viu no debate com os deputados intervenientes por aqueles partidos, há discursos que mudam com a mesma facilidade do camaleão, o que não é seguramente estranho ao aproximar das eleições.