Regionalização é indispensável
O Grupo Parlamentar comunista reiterou a sua posição em defesa da regionalização, considerando que o incremento desta reforma é um passo importante para «aproximar mais os cidadãos dos centros de poder e decisão».
PS, PSD e CDS/PP bloquearam sempre a regionalização
«O PCP lutou, luta e lutará para que as regiões administrativas do Continente sejam uma realidade porque com elas ganhará a democracia, ganharão o povo e o País», sublinhou o deputado comunista José Soeiro, expressando a posição da sua bancada no debate em torno de uma petição com 7781 assinaturas onde é reclamada a concretização do processo de regionalização administrativa, tal como consagra a Constituição.
Não sendo certamente alheio ao facto de estarmos com eleições à porta, sempre propício para afirmações que a prática tantas vezes desmente, neste debate ouviu-se o PS voltar a assumir o «compromisso claro» de que na próxima legislatura é que vai ser ... e que tudo fará para encontrar os apoios necessários para que a criação das regiões administrativas seja finalmente uma realidade.
Foi essa a ideia deixada pela deputada do PS Jovita Ladeira, que referiu, inclusivamente, que este é um tema caro ao PS, uma «bandeira», e que «esteve, está e estará» na sua agenda.
José Soeiro teve de lembrar que a regionalização, pela qual os comunistas sempre se bateram desde a sua consagração constitucional em 1976, não passou afinal ainda do papel porque o PS e o PSD assim o não quiseram, tendo estes partidos feito tudo com o apoio do CDS/PP para impedir a materialização deste preceito constitucional.
Entendendo que a regionalização administrativa não é a panaceia para todos os males do País – o mal radica nas políticas de direita seguidas há 33 anos, frisou -, o deputado do PCP não deixou contudo de observar que só o seu incremento, em paralelo com uma política alternativa de esquerda que rompa com as orientações actuais, poderá superar as «profundas assimetrias económicas e sociais que separam o interior do litoral ou vencer o crescente fosso entre os mais ricos e os mais pobres».
Não sendo certamente alheio ao facto de estarmos com eleições à porta, sempre propício para afirmações que a prática tantas vezes desmente, neste debate ouviu-se o PS voltar a assumir o «compromisso claro» de que na próxima legislatura é que vai ser ... e que tudo fará para encontrar os apoios necessários para que a criação das regiões administrativas seja finalmente uma realidade.
Foi essa a ideia deixada pela deputada do PS Jovita Ladeira, que referiu, inclusivamente, que este é um tema caro ao PS, uma «bandeira», e que «esteve, está e estará» na sua agenda.
José Soeiro teve de lembrar que a regionalização, pela qual os comunistas sempre se bateram desde a sua consagração constitucional em 1976, não passou afinal ainda do papel porque o PS e o PSD assim o não quiseram, tendo estes partidos feito tudo com o apoio do CDS/PP para impedir a materialização deste preceito constitucional.
Entendendo que a regionalização administrativa não é a panaceia para todos os males do País – o mal radica nas políticas de direita seguidas há 33 anos, frisou -, o deputado do PCP não deixou contudo de observar que só o seu incremento, em paralelo com uma política alternativa de esquerda que rompa com as orientações actuais, poderá superar as «profundas assimetrias económicas e sociais que separam o interior do litoral ou vencer o crescente fosso entre os mais ricos e os mais pobres».