Na Realcerâmica e na Poceram

Empregos em risco

Sem salários desde Outubro e com a incerteza a pairar sobre o seu futuro, os cerca de 80 trabalhadores da Realcerâmica estão em luta pela manutenção dos postos de trabalho e pelo pagamento dos vencimentos em falta. Num comunicado de dia 20, o organismo dos Sectores Profissionais de Coimbra do PCP presta solidariedade com estes trabalhadores, realçando que «a justa luta e a unidade dos trabalhadores acabarão por vencer».
Lembrando que o próprio patrão da empresa, Armando Rodrigues, a considerava lucrativa, os comunistas realçam que «só a falta de investimento, ou seja a sua modernização, e as oscilações do mercado levaram a que entrasse em dificuldades». «Perguntarão, e com razão, os trabalhadores: então para onde foi o dinheiro?»
Respondendo à pergunta, o PCP afirma: «não foi com certeza para os trabalhadores, já que têm baixos salários e não são aumentados há anos. Salários que, aliás, contrastam muito com os dos administradores.»
O mesmo sector tinha emitido, no dia 8, um comunicado dirigido aos mais de 150 trabalhadores da Poceram, confrontados com a possibilidade de encerramento da empresa. A Poceram era uma unidade rentável e perfeitamente viável, afirma o PCP, como se pode verificar pela abertura recente de uma nova fábrica na Figueira da Foz, entretanto vendida. «A empresa mantém ainda hoje uma carteira de encomendas de cerca de 3 milhões de euros», pelo que o argumento da falta de encomendas não poderá ser usado.


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