No 1.º de Maio não se trabalha, luta-se

«No dia 1.º de Maio não se trabalha», afirma a Organização do PCP nas Grandes Superfícies de Lisboa, num comunicado distribuído aos trabalhadores da Worten do Centro Comercial Vasco da Gama. Os comunistas lembram que «nos feriados nacionais não se trabalha como princípio legal» e, se as entidades patronais quiserem fazer alterações a esta situação «devem propô-las aos sindicatos para discussão no âmbito da negociação anual do contrato colectivo» e esperar que estes aceitem... Como tal não aconteceu, realçam, «cumpre-se a lei geral».
Para o PCP, «a ideia de os trabalhadores da Worten trabalharem no 1.º de Maio não faz sentido». O argumento avançado pela empresa, da necessidade de «combater a crise» simplesmente não colhe, já que não existe crise na Sonae, proprietária da Worten, realça o PCP. É o próprio Belmiro de Azevedo, proprietário da Sonae, que assume no relatório e contas de 2008 lucros de 171 milhões de euros.
Se isto já afastava o cenário de crise no grupo, o facto de estes valores estarem «abaixo do número real» só dá mais razão aos comunistas. O PCP acusa o grupo Sonae de incluir nas despesas de 2008 os gastos que teve com os novos hipermercados que vai abrir. Isto é incorrecto, já que essas despesas devem ser deduzidas, em 2009, aos lucros que irá obter. Concluindo, os comunistas destacam que se o grupo vai abrir hipermercados a «situação é de expansão e não de crise».


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