Desigualdades aumentam
Terminou a audição sobre a situação social no concelho de Cascais, levada a cabo pela Comissão Concelhia do Partido, que concluiu que as desigualdades não param de aumentar.
Os pedidos de apoio alimentar não param de aumentar
A audição terminou, no dia 21, com uma sessão pública realizada na Parede. Ao longo de semanas e em diversas iniciativas, a Comissão Concelhia de Cascais do PCP contactou estruturas de trabalhadores, Instituições Particulares de Solidariedade Social, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, a Associação Empresarial e Comercial de Cascais, a delegação da Associação Portuguesa de Deficientes, unidades de saúde familiar e muita gente que intervém, diariamente, na vida do concelho.
Para os comunistas, todos estes contactos revelaram um concelho «mais injusto e onde aumentaram as desigualdades sociais». A responsabilidade, garantem, é da política de direita do Governo do PS e dos que o antecederam...
Em Janeiro deste ano, havia já mais de 6 mil pessoas inscritas no Centro de Emprego, ou seja mais 9 por cento do que no mês anterior. Não incluídos estão os que actualmente frequentam cursos de formação. O PCP alerta para o facto de 48.9 por cento dos inscritos no Centro de Emprego de Cascais serem desempregados de longa duração, enquanto que 47 por cento do total não recebe qualquer subsídio.
Esta realidade, alertam os comunistas, tende a agravar-se, devido ao fecho de muitas empresas de pequena dimensão. Só em 2008, relatou a Associação Empresarial e Comercial de Cascais, encerraram 370 empresas suas associadas. Ter-se-à perdido, com o fecho de mil empresas, cerca de 3 mil postos de trabalho. O recente encerramento da Euronadel, com o envio de mais 180 trabalhadores para o desemprego, fragilizou ainda mais o aparelho produtivo do concelho e do País.
Já em 2006, o PCP tinha identificado a perda de 5 mil postos de trabalho entre 1990 e 2006, na sequência do encerramento de muitas empresas. Só entre 2004 e 2006, fecharam 1629 empresas.
Precariedade e fome...
Ao desemprego junta-se a precariedade, com a indicação de que sete em cada dez jovens trabalhadores do concelho tem contrato precário, auferindo baixos salários. No plano dos salários, a discriminação salarial é semelhante aos valores nacionais, ganhando as mulheres, em média, menos 18 por cento do que os homens.
Os dados recolhidos acerca da atribuição do Rendimento Social de Inserção revelam a acentuação do casos de pobreza, salientam os comunistas. Em Dezembro de 2007, havia cerca de 3500 beneficiários. E, Dezembro de 2005, eram apenas 732.
Este aumento das desigualdades tem também expressão no aumento de apoio alimentar, que abarca novos segmentos da população do concelho, realidade que foi relatada por uma instituição do Estoril, actualmente a a fornecer apoio alimentar a mais de 170 famílias.
A finalizar a sessão, Fernanda Mateus, da Comissão Política, afirmou a necessidade de lutar contra a actual situação, realçando a necessidade de uma ruptura com a actual politica.
Para os comunistas, todos estes contactos revelaram um concelho «mais injusto e onde aumentaram as desigualdades sociais». A responsabilidade, garantem, é da política de direita do Governo do PS e dos que o antecederam...
Em Janeiro deste ano, havia já mais de 6 mil pessoas inscritas no Centro de Emprego, ou seja mais 9 por cento do que no mês anterior. Não incluídos estão os que actualmente frequentam cursos de formação. O PCP alerta para o facto de 48.9 por cento dos inscritos no Centro de Emprego de Cascais serem desempregados de longa duração, enquanto que 47 por cento do total não recebe qualquer subsídio.
Esta realidade, alertam os comunistas, tende a agravar-se, devido ao fecho de muitas empresas de pequena dimensão. Só em 2008, relatou a Associação Empresarial e Comercial de Cascais, encerraram 370 empresas suas associadas. Ter-se-à perdido, com o fecho de mil empresas, cerca de 3 mil postos de trabalho. O recente encerramento da Euronadel, com o envio de mais 180 trabalhadores para o desemprego, fragilizou ainda mais o aparelho produtivo do concelho e do País.
Já em 2006, o PCP tinha identificado a perda de 5 mil postos de trabalho entre 1990 e 2006, na sequência do encerramento de muitas empresas. Só entre 2004 e 2006, fecharam 1629 empresas.
Precariedade e fome...
Ao desemprego junta-se a precariedade, com a indicação de que sete em cada dez jovens trabalhadores do concelho tem contrato precário, auferindo baixos salários. No plano dos salários, a discriminação salarial é semelhante aos valores nacionais, ganhando as mulheres, em média, menos 18 por cento do que os homens.
Os dados recolhidos acerca da atribuição do Rendimento Social de Inserção revelam a acentuação do casos de pobreza, salientam os comunistas. Em Dezembro de 2007, havia cerca de 3500 beneficiários. E, Dezembro de 2005, eram apenas 732.
Este aumento das desigualdades tem também expressão no aumento de apoio alimentar, que abarca novos segmentos da população do concelho, realidade que foi relatada por uma instituição do Estoril, actualmente a a fornecer apoio alimentar a mais de 170 famílias.
A finalizar a sessão, Fernanda Mateus, da Comissão Política, afirmou a necessidade de lutar contra a actual situação, realçando a necessidade de uma ruptura com a actual politica.