Propaganda não apaga incêndios
O drama dos incêndios, que nos últimos dias deflagraram particularmente no Norte do País, exige uma profunda reflexão sobre a situação em que se encontra a floresta portuguesa e o dispositivo para a prevenção e combate aos incêndios florestais, diz a Comissão Nacional do PCP para as questões da Agricultura. De facto, as profusas medidas de prevenção e combate que o Governo PS tão amplamente difundiu não impediram que, neste início de Primavera, o Gerês, Marão, Montesinho, Douro Internacional e tantos outros espaços florestais tivessem vivido «cenas dantescas» só imagináveis no pino de Verão.
Face, pois, a esta situação o PCP vai questionar, na Assembleia da República, os Ministros da Agricultura e do Ambiente sobre as suas responsabilidades e as medidas que pensam adoptar para lhe responder.
Sendo certo que, por trás destes flagelos, podem estar problemas de natureza diversa – descuidos e negligência humana, renovação de pastagens, legislação de pendor mais coercivo, conflitos de caça, delimitação de terrenos, interesses económicos inconfessados, ou ainda, mão criminosa –, a verdade, diz o PCP, é que se continua a assistir a políticas agrícolas nacionais e comunitárias erradas e à liquidação de milhares explorações agroflorestais, que aumentam exponencialmente ano após ano as áreas de incultos, produtoras de carga combustível.
Ainda que se registem aqui ou ali medidas que podem vir a dar resultados positivos, «o reconhecimento da incapacidade de resolução dos problemas vem do próprio Ministério, com sucessivas mudanças de cadeiras, de equipas, chefes e de estratégias, sem que se analisem e expliquem as causas dos insucessos».
Por fim, o PCP defende, como questões prioritárias na política florestal e de combate aos fogos, «a resposta estrutural aos problemas da floresta portuguesa, com os investimentos necessários; a valorização do espaço rural e o combate à desertificação do interior, quer com a fixação de serviços públicos, quer com a atribuição de apoios ligados à produção agrícola; o abandono das propostas de imposição de modelos de gestão em áreas naturais; a agilização de apoios ao dispositivo de combate, designadamente às corporações de bombeiros; o investimento decidido nas Matas Públicas, o que implica rejeitar as intenções da sua privatização».
Face, pois, a esta situação o PCP vai questionar, na Assembleia da República, os Ministros da Agricultura e do Ambiente sobre as suas responsabilidades e as medidas que pensam adoptar para lhe responder.
Sendo certo que, por trás destes flagelos, podem estar problemas de natureza diversa – descuidos e negligência humana, renovação de pastagens, legislação de pendor mais coercivo, conflitos de caça, delimitação de terrenos, interesses económicos inconfessados, ou ainda, mão criminosa –, a verdade, diz o PCP, é que se continua a assistir a políticas agrícolas nacionais e comunitárias erradas e à liquidação de milhares explorações agroflorestais, que aumentam exponencialmente ano após ano as áreas de incultos, produtoras de carga combustível.
Ainda que se registem aqui ou ali medidas que podem vir a dar resultados positivos, «o reconhecimento da incapacidade de resolução dos problemas vem do próprio Ministério, com sucessivas mudanças de cadeiras, de equipas, chefes e de estratégias, sem que se analisem e expliquem as causas dos insucessos».
Por fim, o PCP defende, como questões prioritárias na política florestal e de combate aos fogos, «a resposta estrutural aos problemas da floresta portuguesa, com os investimentos necessários; a valorização do espaço rural e o combate à desertificação do interior, quer com a fixação de serviços públicos, quer com a atribuição de apoios ligados à produção agrícola; o abandono das propostas de imposição de modelos de gestão em áreas naturais; a agilização de apoios ao dispositivo de combate, designadamente às corporações de bombeiros; o investimento decidido nas Matas Públicas, o que implica rejeitar as intenções da sua privatização».