Idade para lutar
A CGTP-IN chamou a atenção para situação dos jovens trabalhadores, que sofrem mais o desemprego e a precariedade e auferem salários ainda mais baixos, motivos que justificam a sua maior participação nas lutas laborais.
Só com a luta podem conquistar melhores condições
As diferenças, relativamente aos valores médios nacionais, são ainda mais desfavoráveis para as jovens trabalhadoras, como se refere num levantamento apresentado pela CGTP-IN, em conferência de imprensa, no dia 12, véspera da manifestação nacional, em que se viriam a integrar milhares de trabalhadores jovens de todo o País, e numa altura em que se intensifica a mobilização para o Dia Nacional da Juventude. Este será assinalado com uma manifestação da Interjovem/CGTP-IN, em Lisboa.
Já são negros bastante os tons que predominam no contexto em que se baseia a caracterização da juventude trabalhadora.
Recorda a CGTP-IN que, no País, a situação do desemprego agravou-se com o Governo do PS e de José Sócrates. O desemprego total aumentou 12 por cento, do quarto trimestre de 2004 para o mesmo trimestre de 2008.
Entre os menores de 25 anos, a taxa de desemprego era de 18 por cento, no quarto trimestre de 2008. Dos 25 aos 34 anos, a taxa era de 8,9 por cento, sendo de 11,3 por cento no conjunto dos dois grupos etários. Mas entre as jovens mulheres dos 15 aos 34 anos o índice já era de 13,6 por cento. O desemprego de longa duração atinge mais de 45 por cento dos jovens dos 25 aos 34 anos.
A CGTP-IN imputa ao modelo de crescimento, «seguido há décadas no nosso país, por responsabilidade de sucessivos governos – incluindo o actual – e do patronato», dois resultados: a difícil entrada de muitos jovens no mercado de trabalho e o desperdício de conhecimento. A taxa de desemprego dos jovens com Ensino Superior, em 2008, era de 27,3 por cento, entre os menores de 25 anos, e de 9 por cento no grupo dos 25 aos 34 anos. «Em qualquer dos casos, era superior às taxas de desemprego dos jovens com o 2.º e os 3.º ciclos do Ensino Básico e com o Ensino Secundário, o que é contraditório com as necessidades, que o País tem, de trabalhadores com habilitação superior, para se desenvolver», repara a central.
Dos jovens desempregados, 57 por cento não têm acesso a qualquer prestação de desemprego.
No País, os contratos não permanentes cresceram 20 por cento, entre os últimos trimestres de 2004 e 2008. Os 883 mil trabalhadores com contratos não permanentes, no registo mais recente, representam 22,3 por cento dos assalariados.
Entre os jovens a precariedade é mais elevada e também aumentou naquele período, atingindo no final de 2008 quase 53 por cento dos menores de 25 anos e 30 por cento na faixa etária seguinte. No conjunto, 560 mil jovens assalariados, dos 15 aos 34 anos, têm contratos não permanentes, mas no sexo feminino, esta percentagem ultrapassa os 38 por cento. A situação agrava-se com o trabalho clandestino e não declarado e com o falso trabalho independente.
Os jovens recebem salários ainda mais baixos que os restantes trabalhadores. Em média, a sua remuneração-base mensal é de 76,8 por cento da geral, o que, em 2006, correspondia a 601,94 euros. As jovens trabalhadoras auferiam em média 582,04 euros, ou seja, 6 por cento menos que os jovens assalariados do sexo masculino. O diferencial entre homens e mulheres aumenta com a idade, sendo de 20 por cento quando se consideram todas as faixas etárias.
Ressalva a CGTP-IN que estas diferenças não se ficam apenas a dever a níveis de qualificação ou antiguidade, mas também a discriminações de que os jovens são vítimas e à precariedade do emprego.
Estes factores também explicam por que a diferença das remunerações-base entre as jovens e as demais trabalhadoras não é tão acentuada como entre trabalhadores jovens não jovens do sexo masculino.
Já são negros bastante os tons que predominam no contexto em que se baseia a caracterização da juventude trabalhadora.
Recorda a CGTP-IN que, no País, a situação do desemprego agravou-se com o Governo do PS e de José Sócrates. O desemprego total aumentou 12 por cento, do quarto trimestre de 2004 para o mesmo trimestre de 2008.
Entre os menores de 25 anos, a taxa de desemprego era de 18 por cento, no quarto trimestre de 2008. Dos 25 aos 34 anos, a taxa era de 8,9 por cento, sendo de 11,3 por cento no conjunto dos dois grupos etários. Mas entre as jovens mulheres dos 15 aos 34 anos o índice já era de 13,6 por cento. O desemprego de longa duração atinge mais de 45 por cento dos jovens dos 25 aos 34 anos.
A CGTP-IN imputa ao modelo de crescimento, «seguido há décadas no nosso país, por responsabilidade de sucessivos governos – incluindo o actual – e do patronato», dois resultados: a difícil entrada de muitos jovens no mercado de trabalho e o desperdício de conhecimento. A taxa de desemprego dos jovens com Ensino Superior, em 2008, era de 27,3 por cento, entre os menores de 25 anos, e de 9 por cento no grupo dos 25 aos 34 anos. «Em qualquer dos casos, era superior às taxas de desemprego dos jovens com o 2.º e os 3.º ciclos do Ensino Básico e com o Ensino Secundário, o que é contraditório com as necessidades, que o País tem, de trabalhadores com habilitação superior, para se desenvolver», repara a central.
Dos jovens desempregados, 57 por cento não têm acesso a qualquer prestação de desemprego.
No País, os contratos não permanentes cresceram 20 por cento, entre os últimos trimestres de 2004 e 2008. Os 883 mil trabalhadores com contratos não permanentes, no registo mais recente, representam 22,3 por cento dos assalariados.
Entre os jovens a precariedade é mais elevada e também aumentou naquele período, atingindo no final de 2008 quase 53 por cento dos menores de 25 anos e 30 por cento na faixa etária seguinte. No conjunto, 560 mil jovens assalariados, dos 15 aos 34 anos, têm contratos não permanentes, mas no sexo feminino, esta percentagem ultrapassa os 38 por cento. A situação agrava-se com o trabalho clandestino e não declarado e com o falso trabalho independente.
Os jovens recebem salários ainda mais baixos que os restantes trabalhadores. Em média, a sua remuneração-base mensal é de 76,8 por cento da geral, o que, em 2006, correspondia a 601,94 euros. As jovens trabalhadoras auferiam em média 582,04 euros, ou seja, 6 por cento menos que os jovens assalariados do sexo masculino. O diferencial entre homens e mulheres aumenta com a idade, sendo de 20 por cento quando se consideram todas as faixas etárias.
Ressalva a CGTP-IN que estas diferenças não se ficam apenas a dever a níveis de qualificação ou antiguidade, mas também a discriminações de que os jovens são vítimas e à precariedade do emprego.
Estes factores também explicam por que a diferença das remunerações-base entre as jovens e as demais trabalhadoras não é tão acentuada como entre trabalhadores jovens não jovens do sexo masculino.