Para mudar de rumo
Em vez da política de direita, seguida pelo actual Governo e pelos seus antecessores nas últimas três décadas, a CGTP-IN reafirma que «mudar de rumo é necessário e é possível, para melhorar as condições de vida do povo português» e apela à luta por essa mudança.
O sector privado parte das Picoas e a Função Pública - das Amoreiras
«Mudar de rumo - Mais emprego, salários e direitos» é a consigna da grande manifestação nacional, convocada pela central para amanhã à tarde, em Lisboa, e para cuja realização o movimento sindical unitário tem concentrado esforços nas últimas semanas, levando a cabo plenários de trabalhadores e acções de distribuição de folhetos, afixando cartazes e faixas, organizando o transporte colectivo nos vários distritos e sectores. Para permitir a participação na manifestação, sem penalização disciplinar, foram apresentados pré-avisos de greve pelos sindicatos e federações.
Trabalhadoras e trabalhadores de todo o País convergem, cerca das 14.30 horas, para o alto da Rua Joaquim António de Aguiar (no cruzamento com a Rua de Artilharia Um, próximo das Amoreiras), se forem da Administração Pública, ou para as Picoas (junto da Maternidade Alfredo da Costa), se forem de empresas e sectores privados. O destino da manifestação é a Praça dos Restauradores.
Romper pela luta
No manifesto que tem estado a ser distribuído por todo o País, a Intersindical nota que, no País, «as origens dos problemas económicos e sociais resultam não só da especulação financeira, mas também das políticas seguidas, nomeadamente, pelo actual Governo». O «definhamento do sector produtivo e o desvio de disponibilidades financeiras para a especulação bolsista e para o enriquecimento pessoal» aconteceram «à custa dos baixos salários e pensões, da baixa qualidade do emprego dos trabalhadores e da destruição progressiva do sector público», mas também «à custa do aumento das desigualdades e injustiças sociais» e do «aumento galopante do endividamento externo do País».
«É isto que é preciso inverter», salientando a Inter que «a intervenção e a luta dos trabalhadores serão determinantes na busca de saídas para a actual situação, para se exigirem respostas efectivas nos planos laboral, social, económico e político».
Nas mudanças elencadas no documento, a CGTP-IN reafirma que quer «outra sociedade, que privilegie a dimensão humana como factor do progresso e do desenvolvimento». Retoma a reivindicação de que sejam abandonadas a revisão do Código do Trabalho e as alterações na legislação laboral da Administração Pública. «Outra política económica» deve dinamizar o sector produtivo e criar emprego estável.
A central recusa «mezinhas e propaganda ilusória» e defende o aumento de receitas para o Orçamento do Estado, a par de políticas que melhorem as condições de vida da população. «A solução não é menos receita pública e menos contribuições sociais», uma vez que «o enfraquecimento do Estado social acentua a desprotecção social para a esmagadora maioria da população», alerta a CGTP-IN, reclamando políticas fiscais «que prevejam mais receita para apoiar mais e melhor os trabalhadores e as suas famílias, os pensionistas e outros cidadãos carenciados». Ao mesmo tempo, «é preciso tributar as grandes fortunas, acabar com os off-shores e combater a fraude e evasão fiscal, para que se preserve o futuro e se permita uma melhor e mais justa distribuição da riqueza».
Jovens contra precariedade
«A esmagadora maioria dos trabalhadores com contrato a prazo, trabalho temporário ou recibo verde está em postos de trabalho permanentes e deve ter um contrato de trabalho permanente», exige a Interjovem/CGTP-IN. No apelo à integração dos jovens na grande manifestação de amanhã, no Marquês de Pombal, salienta-se que «a luta por mais emprego com direitos, sem precariedade, é de todos os trabalhadores, porque, com estabilidade, os trabalhadores têm mais condições para projectarem o seu futuro de vida, assumirem os seus compromissos de cidadãos, para lutarem e reivindicarem melhores salários e condições de trabalho».
A estrutura autónoma da Inter recorda que está convocada para 28 de Março, dia nacional da juventude, uma manifestação de jovens, em Lisboa.
Porto em força
«Teremos em Lisboa a maior participação de sempre do distrito do Porto numa manifestação nacional», assegurou segunda-feira a União de Sindicatos. Numa conferência de imprensa, a estrutura distrital da CGTP-IN chamou a atenção para o agravamento da situação social, ao mesmo tempo que as empresas e bancos anunciam ter obtido «lucros brutais» em 2008.
No curto período de um mês, «o desemprego aumentou no País de forma brutal» e no distrito foram «mais 4955 trabalhadores que, em apenas 30 dias, perderam o emprego». A USP cita os números do IEFP referentes a Janeiro, que apontam para um aumento de quase cinco por cento, na média distrital, mas que é bastante superior em concelhos como Lousada, Póvoa de Varzim ou Baião.
A propósito do 8 de Março, a União refere que as mulheres, no distrito, «representam quase 60 por cento dos desempregados, têm remunerações inferiores em quase 25 por cento às dos homens e, em termos médios, as suas pensões são cerca de 60 por cento do valor das dos homens».
O Governo «nada faz para travar o descalabro social», «justo é o protesto» e a manifestação de amanhã vai ser «enorme», afirma a USP.
Trabalhadoras e trabalhadores de todo o País convergem, cerca das 14.30 horas, para o alto da Rua Joaquim António de Aguiar (no cruzamento com a Rua de Artilharia Um, próximo das Amoreiras), se forem da Administração Pública, ou para as Picoas (junto da Maternidade Alfredo da Costa), se forem de empresas e sectores privados. O destino da manifestação é a Praça dos Restauradores.
Romper pela luta
No manifesto que tem estado a ser distribuído por todo o País, a Intersindical nota que, no País, «as origens dos problemas económicos e sociais resultam não só da especulação financeira, mas também das políticas seguidas, nomeadamente, pelo actual Governo». O «definhamento do sector produtivo e o desvio de disponibilidades financeiras para a especulação bolsista e para o enriquecimento pessoal» aconteceram «à custa dos baixos salários e pensões, da baixa qualidade do emprego dos trabalhadores e da destruição progressiva do sector público», mas também «à custa do aumento das desigualdades e injustiças sociais» e do «aumento galopante do endividamento externo do País».
«É isto que é preciso inverter», salientando a Inter que «a intervenção e a luta dos trabalhadores serão determinantes na busca de saídas para a actual situação, para se exigirem respostas efectivas nos planos laboral, social, económico e político».
Nas mudanças elencadas no documento, a CGTP-IN reafirma que quer «outra sociedade, que privilegie a dimensão humana como factor do progresso e do desenvolvimento». Retoma a reivindicação de que sejam abandonadas a revisão do Código do Trabalho e as alterações na legislação laboral da Administração Pública. «Outra política económica» deve dinamizar o sector produtivo e criar emprego estável.
A central recusa «mezinhas e propaganda ilusória» e defende o aumento de receitas para o Orçamento do Estado, a par de políticas que melhorem as condições de vida da população. «A solução não é menos receita pública e menos contribuições sociais», uma vez que «o enfraquecimento do Estado social acentua a desprotecção social para a esmagadora maioria da população», alerta a CGTP-IN, reclamando políticas fiscais «que prevejam mais receita para apoiar mais e melhor os trabalhadores e as suas famílias, os pensionistas e outros cidadãos carenciados». Ao mesmo tempo, «é preciso tributar as grandes fortunas, acabar com os off-shores e combater a fraude e evasão fiscal, para que se preserve o futuro e se permita uma melhor e mais justa distribuição da riqueza».
Jovens contra precariedade
«A esmagadora maioria dos trabalhadores com contrato a prazo, trabalho temporário ou recibo verde está em postos de trabalho permanentes e deve ter um contrato de trabalho permanente», exige a Interjovem/CGTP-IN. No apelo à integração dos jovens na grande manifestação de amanhã, no Marquês de Pombal, salienta-se que «a luta por mais emprego com direitos, sem precariedade, é de todos os trabalhadores, porque, com estabilidade, os trabalhadores têm mais condições para projectarem o seu futuro de vida, assumirem os seus compromissos de cidadãos, para lutarem e reivindicarem melhores salários e condições de trabalho».
A estrutura autónoma da Inter recorda que está convocada para 28 de Março, dia nacional da juventude, uma manifestação de jovens, em Lisboa.
Porto em força
«Teremos em Lisboa a maior participação de sempre do distrito do Porto numa manifestação nacional», assegurou segunda-feira a União de Sindicatos. Numa conferência de imprensa, a estrutura distrital da CGTP-IN chamou a atenção para o agravamento da situação social, ao mesmo tempo que as empresas e bancos anunciam ter obtido «lucros brutais» em 2008.
No curto período de um mês, «o desemprego aumentou no País de forma brutal» e no distrito foram «mais 4955 trabalhadores que, em apenas 30 dias, perderam o emprego». A USP cita os números do IEFP referentes a Janeiro, que apontam para um aumento de quase cinco por cento, na média distrital, mas que é bastante superior em concelhos como Lousada, Póvoa de Varzim ou Baião.
A propósito do 8 de Março, a União refere que as mulheres, no distrito, «representam quase 60 por cento dos desempregados, têm remunerações inferiores em quase 25 por cento às dos homens e, em termos médios, as suas pensões são cerca de 60 por cento do valor das dos homens».
O Governo «nada faz para travar o descalabro social», «justo é o protesto» e a manifestação de amanhã vai ser «enorme», afirma a USP.