Milhões sacados dos bolsos do povo
Conhecidos os lucros obtidos pela Galp Energia em 2008, na ordem dos 478 milhões de euros, o PCP emitiu uma nota, através do seu Gabinete de Imprensa, na qual recorda que, destes, 105 milhões foram «sacados dos bolsos dos trabalhadores, dos agricultores e pescadores, dos micro, pequenos e médios empresários». Enquanto baixavam os preços internacionais dos combustíveis, lembram os comunistas, a Galp ia deixando passar os dias sem fazer repercutir esse abaixamento nos preços dos combustíveis no mercado nacional».
Uma posição bem diferente daquela que tomou quanto o preço do barril do petróleo subia todos os dias, atingindo preços recorde. Nessa altura, destaca o PCP, vendia o combustível que tinha em stock, comprado mais barato, e «aumentou quase todos os dias o preço da gasolina e do gasóleo, ganhando com isso milhões de euros». Desta forma, arrecadou, só no primeiro semestre, 316 milhões de euros, acusa o PCP.
Os comunistas sustentam que numa situação de recessão económica impunha-se medidas como o congelamento ou redução dos preços da energia, o reforço dos apoios ao gasóleo verde para a agricultura e as pescas, a concretização do gasóleo profissional para os transportes colectivos rodoviários de passageiros, entre outras medidas de apoio e estímulo à competitividade do tecido produtivo nacional. Mas no próximo mês de Maio os dividendos serão divididos pelos accionistas da GALP, somando-se aos que em Outubro do ano passado já lhes tinham sido entregues por antecipação.
O PCP realça ainda o recurso crescente à mão-de-obra subcontratada, barata e sem os mesmos direitos dos restantes trabalhadores do grupo, «apesar de a maioria ocupar postos de trabalho permanentes». Este é, também, um factor de acumulação de capital, «à custa da exploração dos trabalhadores contratados».
Para o PCP, isto prova que, como há muito vem dizendo, «este sector estratégico nunca deveria ter saído das mãos do Estado para ser entregue à exploração de grupos privados que se apropriam da riqueza produzida». E acrescenta que as «privatizações, as reestruturações, as liberalizações do mercado, da responsabilidade da política de direita dos governos do PS e PSD, resultaram em graves prejuízos para a economia e soberania nacionais».
O PCP pediu, entretanto, uma audição parlamentar, com carácter de urgência, ao presidente executivo da Galp, e exige que o Governo desista de alienar os cerca de 7 por cento do capital da Galp que ainda permanecem nas mãos do Estado.
Uma posição bem diferente daquela que tomou quanto o preço do barril do petróleo subia todos os dias, atingindo preços recorde. Nessa altura, destaca o PCP, vendia o combustível que tinha em stock, comprado mais barato, e «aumentou quase todos os dias o preço da gasolina e do gasóleo, ganhando com isso milhões de euros». Desta forma, arrecadou, só no primeiro semestre, 316 milhões de euros, acusa o PCP.
Os comunistas sustentam que numa situação de recessão económica impunha-se medidas como o congelamento ou redução dos preços da energia, o reforço dos apoios ao gasóleo verde para a agricultura e as pescas, a concretização do gasóleo profissional para os transportes colectivos rodoviários de passageiros, entre outras medidas de apoio e estímulo à competitividade do tecido produtivo nacional. Mas no próximo mês de Maio os dividendos serão divididos pelos accionistas da GALP, somando-se aos que em Outubro do ano passado já lhes tinham sido entregues por antecipação.
O PCP realça ainda o recurso crescente à mão-de-obra subcontratada, barata e sem os mesmos direitos dos restantes trabalhadores do grupo, «apesar de a maioria ocupar postos de trabalho permanentes». Este é, também, um factor de acumulação de capital, «à custa da exploração dos trabalhadores contratados».
Para o PCP, isto prova que, como há muito vem dizendo, «este sector estratégico nunca deveria ter saído das mãos do Estado para ser entregue à exploração de grupos privados que se apropriam da riqueza produzida». E acrescenta que as «privatizações, as reestruturações, as liberalizações do mercado, da responsabilidade da política de direita dos governos do PS e PSD, resultaram em graves prejuízos para a economia e soberania nacionais».
O PCP pediu, entretanto, uma audição parlamentar, com carácter de urgência, ao presidente executivo da Galp, e exige que o Governo desista de alienar os cerca de 7 por cento do capital da Galp que ainda permanecem nas mãos do Estado.