Activos na luta
Retomamos nesta edição o importante encontro do Secretário-geral do Partido com reformados, realizado no dia 3, em Lisboa, que noticiámos brevemente na semana passada.
O PS agravou as desigualdades nos últimos quatro anos
A sala encheu-se para o encontro de reformados com Jerónimo de Sousa, uma iniciativa realizada no âmbito da campanha nacional do Partido «Sim, é possível uma vida melhor!». E se há quem aspire e necessite de uma vida melhor, os reformados e pensionistas são, seguramente, umas destas camadas.
Após vários participantes terem colocado os seus problemas e questões, o Secretário-geral do Partido acusou o PS, o PSD e o CDS-PP de não cumprirem as promessas que ao longo dos anos têm feito aos reformados. Promessas que, salientou, são desmentidas pela sua prática política nos governos do País, prática essa que está na origem das «brutais injustiças e desigualdades sociais» existentes em Portugal.
Em relação à adopção do Complemento Solidário para Idosos, lembrou Jerónimo de Sousa, este abrange apenas 160 mil reformados, deixando de fora a «maioria dos reformados e pensionistas que recebem reformas inferiores a 330 euros», ou seja, 78 por cento do total.
Também a «diabolização» feita pelo Governo em torno do aumento da esperança de vida foi criticada pelo dirigente comunista. Lembrando que o Governo «não cobrou um cêntimo ao grande capital e às grandes fortunas para a reforma da sustentabilidade do sistema» de Segurança Social, Jerónimo de Sousa fez um balanço de toda esta campanha: «Os trabalhadores ficaram mais protegidos na sua passagem à reforma? Os reformados têm obtido a devida revalorização anual das suas pensões de reforma? Os desempregados, designadamente os jovens, estão melhor protegidos face ao desemprego? Foi combatida a pobreza entre os reformados?» A todas estas perguntas, a resposta é «não»!
O saldo foi, pelo contrário, a redução de despesas sociais, «o pagamento das prestações que consubstanciam direitos para os trabalhadores e para os reformados, com a redução do valor das reformas, após uma vida de contribuições para a segurança social».
Sempre presente e solidário
«Há quem se lembre dos reformados e pensionistas de quatro em quatro anos! Nós lembramo-nos e somos solidários durante o tempo todo», sublinhou Jerónimo de Sousa, antes de afirmar que 2009 é um ano «particularmente exigente na luta que é preciso continuar a travar». Aos reformados, pensionistas e idosos, reafirmou, «cabe um papel fundamental no reforço da sua luta em defesa dos seus direitos». E manifestou, em seguida, confiança de que «com a luta dos trabalhadores, a forma de cálculo, o factor de sustentabilidade e a desvalorização das pensões hão-de ser alterados e os direitos repostos».
Àqueles reformados que pensam que no actual quadro social, de desemprego e despedimentos, é irrealista lutar por melhores reformas e pensões, Jerónimo de Sousa salientou: «não é a vossa justa reivindicação que põe em perigo o direito ao trabalho ou o direito a melhores salários dos trabalhadores do activo. E quanto melhores salários existirem mais sustentabilidade tem a Segurança Social.»
Aos que consideram que não vale a pena lutar porque os resultados dessa luta «já não serão para eles», o dirigente comunista afirmou que esta é uma luta fundamental para «garantir uma velhice com dignidade», mas também para «defender os direitos das novas gerações – dos vossos filhos e dos vossos netos».
É necessário, «com grande empenhamento e convicção, levar a luta até ao voto nas três eleições que se vão realizar este ano», afirmou o dirigente comunista. É que este é o momento, destacou, «em que é preciso, também pelo voto, penalizar os partidos da alternância sem alternativa que têm governado o País – o PS, o PSD e o CDS-PP». E há que penalizar também os que se apresentam como “a esquerda”, mas que pouco ou nada fazem pela defesa dos trabalhadores, dos reformados, das camadas populares».
Os reformados e pensionistas, garantiu Jerónimo de Sousa, «já não podem fazer greve mas podem lutar». Quando ganharem consciência da «importância de acertar as suas aspirações com a sua luta e a sua luta com o seu voto», votando no PCP e na CDU, «darão uma lição aos que os enganaram».
Após vários participantes terem colocado os seus problemas e questões, o Secretário-geral do Partido acusou o PS, o PSD e o CDS-PP de não cumprirem as promessas que ao longo dos anos têm feito aos reformados. Promessas que, salientou, são desmentidas pela sua prática política nos governos do País, prática essa que está na origem das «brutais injustiças e desigualdades sociais» existentes em Portugal.
Em relação à adopção do Complemento Solidário para Idosos, lembrou Jerónimo de Sousa, este abrange apenas 160 mil reformados, deixando de fora a «maioria dos reformados e pensionistas que recebem reformas inferiores a 330 euros», ou seja, 78 por cento do total.
Também a «diabolização» feita pelo Governo em torno do aumento da esperança de vida foi criticada pelo dirigente comunista. Lembrando que o Governo «não cobrou um cêntimo ao grande capital e às grandes fortunas para a reforma da sustentabilidade do sistema» de Segurança Social, Jerónimo de Sousa fez um balanço de toda esta campanha: «Os trabalhadores ficaram mais protegidos na sua passagem à reforma? Os reformados têm obtido a devida revalorização anual das suas pensões de reforma? Os desempregados, designadamente os jovens, estão melhor protegidos face ao desemprego? Foi combatida a pobreza entre os reformados?» A todas estas perguntas, a resposta é «não»!
O saldo foi, pelo contrário, a redução de despesas sociais, «o pagamento das prestações que consubstanciam direitos para os trabalhadores e para os reformados, com a redução do valor das reformas, após uma vida de contribuições para a segurança social».
Sempre presente e solidário
«Há quem se lembre dos reformados e pensionistas de quatro em quatro anos! Nós lembramo-nos e somos solidários durante o tempo todo», sublinhou Jerónimo de Sousa, antes de afirmar que 2009 é um ano «particularmente exigente na luta que é preciso continuar a travar». Aos reformados, pensionistas e idosos, reafirmou, «cabe um papel fundamental no reforço da sua luta em defesa dos seus direitos». E manifestou, em seguida, confiança de que «com a luta dos trabalhadores, a forma de cálculo, o factor de sustentabilidade e a desvalorização das pensões hão-de ser alterados e os direitos repostos».
Àqueles reformados que pensam que no actual quadro social, de desemprego e despedimentos, é irrealista lutar por melhores reformas e pensões, Jerónimo de Sousa salientou: «não é a vossa justa reivindicação que põe em perigo o direito ao trabalho ou o direito a melhores salários dos trabalhadores do activo. E quanto melhores salários existirem mais sustentabilidade tem a Segurança Social.»
Aos que consideram que não vale a pena lutar porque os resultados dessa luta «já não serão para eles», o dirigente comunista afirmou que esta é uma luta fundamental para «garantir uma velhice com dignidade», mas também para «defender os direitos das novas gerações – dos vossos filhos e dos vossos netos».
É necessário, «com grande empenhamento e convicção, levar a luta até ao voto nas três eleições que se vão realizar este ano», afirmou o dirigente comunista. É que este é o momento, destacou, «em que é preciso, também pelo voto, penalizar os partidos da alternância sem alternativa que têm governado o País – o PS, o PSD e o CDS-PP». E há que penalizar também os que se apresentam como “a esquerda”, mas que pouco ou nada fazem pela defesa dos trabalhadores, dos reformados, das camadas populares».
Os reformados e pensionistas, garantiu Jerónimo de Sousa, «já não podem fazer greve mas podem lutar». Quando ganharem consciência da «importância de acertar as suas aspirações com a sua luta e a sua luta com o seu voto», votando no PCP e na CDU, «darão uma lição aos que os enganaram».