Travar o retrocesso
Por ocasião do 8 de Março, o PCP exortou as mulheres a reforçarem a luta em defesa dos seus direitos específicos e a darem mais força ao PCP e à sua exigência de ruptura com a política de direita.
Há o risco de desaparecerem os avanços conquistados com Abril
Em nota de imprensa de dia 7, a Comissão do PCP para a Luta e Movimento das Mulheres destacou o quadro de «profundo agravamento da situação das mulheres, em especial das trabalhadoras», em que se assinalou, este ano, o Dia Internacional da Mulher. As mulheres trabalhadoras, salienta o PCP, foram atingidas por décadas de políticas de direita que «não só não venceram o “velho ciclo” de desigualdades e discriminações como o projectam sobre as novas gerações de mulheres».
Sobre estas mulheres recai agora a «acelerada degradação das suas condições de vida e de trabalho, o alastramento da pobreza e da exclusão social, com forte incidência em segmentos de trabalhadoras, reformadas, mulheres com deficiência». Para o PCP, «esta realidade, a não ser interrompida, constituirá uma perigosa “espiral” de retrocesso nos direitos das mulheres e na anulação, na prática, das conquistas civilizacionais que alcançaram após o 25 de Abril».
Considerando que as «políticas de igualdade» do Governo se saldaram por um «comprovado insucesso», a comissão realça o «número crescente de mulheres atingidas por esta dura realidade». Entre estas, destacam-se as trabalhadoras, «que estão a braços com o desemprego, os despedimentos, o fecho de empresas, as discriminações salariais e baixos salários»; as jovens, «empurradas para o desemprego, para a precariedade laboral, para a limitação ou ausência de direitos laborais», o que anula o «legítimo direito à autonomia económica e social e a liberdade de decisão sobre o seu projecto de vida pessoal e profissional, incluindo o direito a serem mães, sem penalizações».
O PCP considera que também as reformadas, «sobre as quais pesam as baixas reformas e pensões (que, em média, continuam a ser inferiores às dos homens) e ainda o aumento brutal das despesas com a habitação, alimentação e saúde»; as mulheres deficientes, designadamente as oriundas de famílias trabalhadoras ou de camadas sociais mais vulneráveis, a quem é negado o direito a ter direitos em matérias cruciais para uma vida em dignidade»; ou as mulheres migrantes, «a quem são pagos baixos salários para a execução de trabalhos penosos e mesmo perigosos, com grandes cargas horárias, e quantas vezes sujeitas a situações de abuso e sobre-exploração», se encontram entre os grupos mais penalizados.
Sobre estas mulheres recai agora a «acelerada degradação das suas condições de vida e de trabalho, o alastramento da pobreza e da exclusão social, com forte incidência em segmentos de trabalhadoras, reformadas, mulheres com deficiência». Para o PCP, «esta realidade, a não ser interrompida, constituirá uma perigosa “espiral” de retrocesso nos direitos das mulheres e na anulação, na prática, das conquistas civilizacionais que alcançaram após o 25 de Abril».
Considerando que as «políticas de igualdade» do Governo se saldaram por um «comprovado insucesso», a comissão realça o «número crescente de mulheres atingidas por esta dura realidade». Entre estas, destacam-se as trabalhadoras, «que estão a braços com o desemprego, os despedimentos, o fecho de empresas, as discriminações salariais e baixos salários»; as jovens, «empurradas para o desemprego, para a precariedade laboral, para a limitação ou ausência de direitos laborais», o que anula o «legítimo direito à autonomia económica e social e a liberdade de decisão sobre o seu projecto de vida pessoal e profissional, incluindo o direito a serem mães, sem penalizações».
O PCP considera que também as reformadas, «sobre as quais pesam as baixas reformas e pensões (que, em média, continuam a ser inferiores às dos homens) e ainda o aumento brutal das despesas com a habitação, alimentação e saúde»; as mulheres deficientes, designadamente as oriundas de famílias trabalhadoras ou de camadas sociais mais vulneráveis, a quem é negado o direito a ter direitos em matérias cruciais para uma vida em dignidade»; ou as mulheres migrantes, «a quem são pagos baixos salários para a execução de trabalhos penosos e mesmo perigosos, com grandes cargas horárias, e quantas vezes sujeitas a situações de abuso e sobre-exploração», se encontram entre os grupos mais penalizados.