Patronato quer ganhar com a crise
Analisando a situação social na região, o Executivo da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP chama a atenção para algumas empresas, onde o patronato «procura ainda beneficiar com a crise». Na Visteon, que conta com 1400 trabalhadores, a administração pretende aplicar um lay-off de 88 horas em Dezembro. Não tendo provado «se é real a redução da actividade e da produção, pressiona desta forma os trabalhadores a abrir mão de direitos e a não reivindicar aumentos salariais».
Na Lear, pende sobre os 300 trabalhadores uma ameaça de deslocalização da produção, com despedimentos, enquanto que na Inapal Plásticos está em curso a tentativa de despedimento colectivo de 10 trabalhadores (dos 134 que restam na empresa). Outro despedimento colectivo, desta vez de mais de 50 trabalhadores, a levar a cabo durante o próximo ano, está previsto para a Lusosider. O despedimento dos contratados a prazo e a paragem de linhas de produção durante dois meses é outra das medidas da administração da empresa. Para o PCP, há a intenção de transformar a Lusosider num entreposto comercial, acabando com a sua vertente produtiva.
Na Alstom, foram despedidos 200 trabalhadores temporários, enquanto que na Delphi também foram rescindidos os contratos com os trabalhadores temporários e contratados a prazo. Está em curso ainda uma tentativa de redução do horário de trabalho e, por consequência, das remunerações, com a proposta de troca de dias úteis por sábados. Na Faurecia, os trabalhadores contratados a prazo estão a ser afastados e existem pressões sobre os trabalhadores efectivos para que rescindam os seus contratos.
Para os comunistas, importantes sectores produtivos foram destruídos ao longo dos anos pela política de sucessivos governos. Como consequência, a região está hoje mais dependente de um único sector – o automóvel, particularmente sensível às flutuações dos mercados internacionais.
Na Lear, pende sobre os 300 trabalhadores uma ameaça de deslocalização da produção, com despedimentos, enquanto que na Inapal Plásticos está em curso a tentativa de despedimento colectivo de 10 trabalhadores (dos 134 que restam na empresa). Outro despedimento colectivo, desta vez de mais de 50 trabalhadores, a levar a cabo durante o próximo ano, está previsto para a Lusosider. O despedimento dos contratados a prazo e a paragem de linhas de produção durante dois meses é outra das medidas da administração da empresa. Para o PCP, há a intenção de transformar a Lusosider num entreposto comercial, acabando com a sua vertente produtiva.
Na Alstom, foram despedidos 200 trabalhadores temporários, enquanto que na Delphi também foram rescindidos os contratos com os trabalhadores temporários e contratados a prazo. Está em curso ainda uma tentativa de redução do horário de trabalho e, por consequência, das remunerações, com a proposta de troca de dias úteis por sábados. Na Faurecia, os trabalhadores contratados a prazo estão a ser afastados e existem pressões sobre os trabalhadores efectivos para que rescindam os seus contratos.
Para os comunistas, importantes sectores produtivos foram destruídos ao longo dos anos pela política de sucessivos governos. Como consequência, a região está hoje mais dependente de um único sector – o automóvel, particularmente sensível às flutuações dos mercados internacionais.