Unidade para defender direitos
A célula do PCP na PSA/Peugeot-Citroën de Mangualde está a apelar aos trabalhadores para que se mantenham unidos em torno dos seus legítimos representantes e para que «compreendam que os postos de trabalho só serão defendidos se souberem defender os direitos e a sua dignidade».
Em causa está a chantagem que o patronato está a fazer sobre os trabalhadores a propósito da crise, procurando impor a perda de direitos (incluindo o direito ao emprego efectivo, ao salário justo e à protecção social no desemprego e na doença). Na empresa, a administração quer impor o banco de horas, a perda efectiva de massa salarial e as rescisões de contrato. Ou seja, lembram os comunistas em comunicado de dia 29 de Novembro, precisamente «o que os trabalhadores das unidades de Vigo e França rejeitaram pela luta».
Os trabalhadores em fim de contrato a prazo estão já a ser despedidos, tal como os trabalhadores precários contratados a empresas de aluguer de mão-de-obra, acusam os comunistas. Mas a «pressão para “venderem” o posto de trabalho através da rescisão por “mútuo acordo” não pára de ser exercida também sobre os trabalhadores que ainda estão longe da reforma», acrescenta a célula comunista.
O objectivo é claro, afirmam: verem-se livres de trabalhadores com salários mais elevados e com direitos, para os substituírem a seguir por trabalhadores precários e com salários mais reduzidos.
É nesta linha que a administração da PSA tenta impor ilegalmente o «banco de horas», contra toda a legislação em vigor no País e em contradição com a prática de outras empresas do sector. Para isto, acusam os comunistas, conta com a «cobertura de uma “pseudo Comissão de Trabalhadores”, ao seu serviço».
Intimidação
Está para breve a eleição de uma nova Comissão de Trabalhadores e a Administração «através dos seus lacaios, ou os lacaios através da Administração», estão a intimidar os trabalhadores, «à boa maneira fascista», agitando o «papão do anticomunismo». Tudo porque a lista candidata é composta maioritariamente por delegados e activistas sindicais, realça a célula do Partido.
Face a isto, os comunistas perguntam: «de que tem medo a administração?» E lança hipóteses. «Que a nova Comissão cumpra honestamente o seu papel defendendo com coragem, como lhe compete e é seu dever, os direitos dos trabalhadores, não aceitando servir de “capacho” como até aqui?» Ou que traga ao conhecimento dos trabalhadores o «valor imoral dos prémios e mordomias que a Administração atribui a si própria e aos seus directos colaboradores, enquanto vai reduzindo os prémios e os salários aos operários?»
O PCP lembra ainda que a PSA recebeu do Governo português 8,6 milhões de euros (para além dos benefícios fiscais) para criar mais 80 postos de trabalho acima dos 1 226 que tinha e para manter a laboração até pelo menos 2013. E tem recebido também «largos milhões de euros» da União Europeia.
Por esta razão, afirma o PCP, os trabalhadores não devem aceitar o argumento da crise para justificar a redução de direitos. O Grupo Parlamentar vai entregar em breve um requerimento na Assembleia da República, informa ainda a célula.
Em causa está a chantagem que o patronato está a fazer sobre os trabalhadores a propósito da crise, procurando impor a perda de direitos (incluindo o direito ao emprego efectivo, ao salário justo e à protecção social no desemprego e na doença). Na empresa, a administração quer impor o banco de horas, a perda efectiva de massa salarial e as rescisões de contrato. Ou seja, lembram os comunistas em comunicado de dia 29 de Novembro, precisamente «o que os trabalhadores das unidades de Vigo e França rejeitaram pela luta».
Os trabalhadores em fim de contrato a prazo estão já a ser despedidos, tal como os trabalhadores precários contratados a empresas de aluguer de mão-de-obra, acusam os comunistas. Mas a «pressão para “venderem” o posto de trabalho através da rescisão por “mútuo acordo” não pára de ser exercida também sobre os trabalhadores que ainda estão longe da reforma», acrescenta a célula comunista.
O objectivo é claro, afirmam: verem-se livres de trabalhadores com salários mais elevados e com direitos, para os substituírem a seguir por trabalhadores precários e com salários mais reduzidos.
É nesta linha que a administração da PSA tenta impor ilegalmente o «banco de horas», contra toda a legislação em vigor no País e em contradição com a prática de outras empresas do sector. Para isto, acusam os comunistas, conta com a «cobertura de uma “pseudo Comissão de Trabalhadores”, ao seu serviço».
Intimidação
Está para breve a eleição de uma nova Comissão de Trabalhadores e a Administração «através dos seus lacaios, ou os lacaios através da Administração», estão a intimidar os trabalhadores, «à boa maneira fascista», agitando o «papão do anticomunismo». Tudo porque a lista candidata é composta maioritariamente por delegados e activistas sindicais, realça a célula do Partido.
Face a isto, os comunistas perguntam: «de que tem medo a administração?» E lança hipóteses. «Que a nova Comissão cumpra honestamente o seu papel defendendo com coragem, como lhe compete e é seu dever, os direitos dos trabalhadores, não aceitando servir de “capacho” como até aqui?» Ou que traga ao conhecimento dos trabalhadores o «valor imoral dos prémios e mordomias que a Administração atribui a si própria e aos seus directos colaboradores, enquanto vai reduzindo os prémios e os salários aos operários?»
O PCP lembra ainda que a PSA recebeu do Governo português 8,6 milhões de euros (para além dos benefícios fiscais) para criar mais 80 postos de trabalho acima dos 1 226 que tinha e para manter a laboração até pelo menos 2013. E tem recebido também «largos milhões de euros» da União Europeia.
Por esta razão, afirma o PCP, os trabalhadores não devem aceitar o argumento da crise para justificar a redução de direitos. O Grupo Parlamentar vai entregar em breve um requerimento na Assembleia da República, informa ainda a célula.