Ruptura é proposta de fundo
Cerca de seiscentas pessoas participaram, sábado, num grande jantar promovido pelo PCP na vila de Cuba, no distrito de Beja.
Esta foi a maior iniciativa do Partido em Cuba desde há vários anos
Há vários anos que o Partido não realizava uma iniciativa de tão grande dimensão naquele concelho alentejano mas acabou por ser este o local escolhido para uma das primeiras iniciativas em que o Secretário-geral do Partido participou após o XVIII Congresso do PCP, realizado no fim-de-semana anterior em Lisboa.
Na ocasião, Jerónimo de Sousa acusou o Governo de utilizar a crise como «bode expiatório» para as consequências negativas da sua política. Primeiro foi o défice das contas públicas, agora é a crise a responsável pelas dificuldades, lembrou o dirigente comunista. Se, para o Governo, antes não «havia dinheiro para nada», agora «conseguem descobrir milhões e milhões de euros para garantir a estabilidade àqueles que foram responsáveis pela crise».
A questão central, para os comunistas, é «saber se os portugueses vão admitir que esta política continue ou afirmam a necessidade de ruptura com este caminho e de uma política diferente, de esquerda, afirmou o Secretário-geral do PCP.
Referindo-se à sondagem publicada nesse dia no semanário Expresso, Jerónimo de Sousa realçou que esta levanta algumas dúvidas, ao colocar o PCP atrás do Bloco de Esquerda e ao assumir uma abstenção de 22 por cento. «Tendo em conta as eleições dos últimos 20 anos, alguém acredita que existirão apenas 22 por cento de abstenção», questionou. «É evidente que não.» Perante o êxito do Congresso e a força do Partido, sublinhou, esta sondagem é «uma mistificação para promover os partidos do bloco central e dar um jeitinho ao Bloco de Esquerda».
Questionado pelos jornalista sobre a não participação do PCP no chamado «Fórum de Esquerda sobre Democracia e Serviços Públicos», Jerónimo de Sousa realçou que o Partido não foi convidado. E considerou essa iniciativa «curta» e «fechada», ao pretender discutir uma alternativa política «não contando com o PCP».
Da parte dos comunistas, garantiu, mantém-se a busca de uma convergência de forças políticas e sociais e de personalidades de esquerda, empenhadas na ruptura com a política de direita. Face a isto, afirmou, seria importante que os sectores da esquerda se clarificassem, tendo em conta esta proposta de ruptura.
João Português, da Direcção da Organização Regional de Beja e da Comissão Concelhia de Cuba, fez um balanço «muito positivo» do trabalho autárquico da CDU neste mandato, tecendo fortes críticas à gestão PS na autarquia, que acusou de não cumprir várias promessas feitas na campanha eleitoral.
O dirigente local do Partido considerou que o mandato em curso são «quatro anos perdidos, quatro anos de declínio», afirmando que o concelho está a ser «extremamente prejudicado». Por isso, realçou o vereador comunista na Câmara Municipal, há razões para confiar num bom resultado da CDU em Cuba nas próximas eleições autárquicas.
Na ocasião, Jerónimo de Sousa acusou o Governo de utilizar a crise como «bode expiatório» para as consequências negativas da sua política. Primeiro foi o défice das contas públicas, agora é a crise a responsável pelas dificuldades, lembrou o dirigente comunista. Se, para o Governo, antes não «havia dinheiro para nada», agora «conseguem descobrir milhões e milhões de euros para garantir a estabilidade àqueles que foram responsáveis pela crise».
A questão central, para os comunistas, é «saber se os portugueses vão admitir que esta política continue ou afirmam a necessidade de ruptura com este caminho e de uma política diferente, de esquerda, afirmou o Secretário-geral do PCP.
Referindo-se à sondagem publicada nesse dia no semanário Expresso, Jerónimo de Sousa realçou que esta levanta algumas dúvidas, ao colocar o PCP atrás do Bloco de Esquerda e ao assumir uma abstenção de 22 por cento. «Tendo em conta as eleições dos últimos 20 anos, alguém acredita que existirão apenas 22 por cento de abstenção», questionou. «É evidente que não.» Perante o êxito do Congresso e a força do Partido, sublinhou, esta sondagem é «uma mistificação para promover os partidos do bloco central e dar um jeitinho ao Bloco de Esquerda».
Questionado pelos jornalista sobre a não participação do PCP no chamado «Fórum de Esquerda sobre Democracia e Serviços Públicos», Jerónimo de Sousa realçou que o Partido não foi convidado. E considerou essa iniciativa «curta» e «fechada», ao pretender discutir uma alternativa política «não contando com o PCP».
Da parte dos comunistas, garantiu, mantém-se a busca de uma convergência de forças políticas e sociais e de personalidades de esquerda, empenhadas na ruptura com a política de direita. Face a isto, afirmou, seria importante que os sectores da esquerda se clarificassem, tendo em conta esta proposta de ruptura.
João Português, da Direcção da Organização Regional de Beja e da Comissão Concelhia de Cuba, fez um balanço «muito positivo» do trabalho autárquico da CDU neste mandato, tecendo fortes críticas à gestão PS na autarquia, que acusou de não cumprir várias promessas feitas na campanha eleitoral.
O dirigente local do Partido considerou que o mandato em curso são «quatro anos perdidos, quatro anos de declínio», afirmando que o concelho está a ser «extremamente prejudicado». Por isso, realçou o vereador comunista na Câmara Municipal, há razões para confiar num bom resultado da CDU em Cuba nas próximas eleições autárquicas.