Ampliar a influência do PCP
No dia 18, em Alhandra, Jerónimo de Sousa reafirmou a necessidade de romper com a política de direita e empreender uma «alternativa política de esquerda, alicerçada nos valores de Abril».
O reforço do Partido é condição essencial para a alternativa
Num comício realizado na Praça 7 de Março, perante cerca de 300 militantes e simpatizantes do PCP, o secretário-geral do Partido explicitou uma das condições essenciais para a construção dessa alternativa: «a ampliação da influência social, política e eleitoral do PCP.»
Para o dirigente comunista, a agudização dos problemas a da situação do País «tornou cada vez mais imperiosa» a necessidade de construir este novo caminho alternativo e uma solução nova que «encerre uma proposta de vincada ruptura com as orientações que têm conduzido o País à crise e ao atraso». Esta urgência justificou o lançamento da campanha que tem como lema «É tempo de lutar, é tempo de mudar – Mais força do PCP», afirmou.
No dia em que se iniciou o debate parlamentar do Código de Trabalho (que acabaria por ser aprovado na generalidade no dia seguinte), Jerónimo de Sousa voltou a considerar as medidas propostas pelo Governo do PS um «gigantesco passo atrás nos direitos dos trabalhadores, no direito laboral e um novo e mais brutal desequilíbrio no sistema de relações laborais em desfavor dos trabalhadores».
O debate parlamentar desse dia confirmaria mesmo aquilo que os comunistas há muito vêm dizendo: o Governo PS não só acompanha as mais gravosas normas do actual Código de Trabalho, da maioria PSD-PP, e que havia prometido extrair, como o «altera para muito pior». Estas alterações, reafirmou, expõem os trabalhadores a uma «exploração sem limites e à mercê dos interesses do patronato e dos grandes grupos económicos».
Jerónimo de Sousa realçou que a luta contra o Código é mesmo «uma das mais importantes batalhas que no imediato temos pela frente». Não só na Assembleia da República, «confrontando o Governo com as nossas propostas», mas sobretudo «nas empresas, nos campos e na rua, agindo para alargar o esclarecimento e mobilizar para a luta».
Desemprego e precariedade
O membro da Comissão Concelhia de Vila Franca de Xira do PCP, que usou da palavra antes de Jerónimo de Sousa, começou por lembrar que o comício se estava a realizar num local de «grande significado histórico na luta dos trabalhadores». Foi naquela praça que, nos anos 40, se deram as grandes lutas por aumento de salários, pelo pão e pelos géneros e, anos depois, pelas 8 horas diárias de trabalho. Todas elas fortemente reprimidas pelo fascismo. «Este é, pois, um local que honra a luta dos trabalhadores!»
Em seguida, foi denunciado o brutal aumento do desemprego no concelho, que entre as mulheres atinge já os 60 por cento. Também a precariedade «tem aumentado de forma galopante». Está bem patente em empresas como a Central de Cervejas, os Armazéns MiniPreço, a Dancake, a AtralCipan, a Cimpor, as OGMA e a própria Câmara Municipal.
A autarquia foi mesmo «um dos primeiros municípios em Portugal a utilizar os contratos individuais de trabalho», acusou o comunista vilafranquense.
Congresso é construção colectiva
Ao mesmo tempo que combate a política de direita do Governo do PS, o PCP tem também que preparar o seu XVIII Congresso (cujas Teses/projecto de resolução política são hoje editadas juntamente com o Avante!). Jerónimo de Sousa realçou, na sua intervenção, que nos próximos dois meses, os membros do Partido «vão ser chamados a participar na análise e decisão de orientações sobre a situação do País e do mundo e dar resposta aos múltiplos problemas que a actual situação nos impõe».
O facto de os militantes comunistas, antecipada e colectivamente, discutirem, proporem e decidirem sobre «tudo o que ao Partido diz respeito e à sua orientação», faz deste Congresso uma «realidade única no panorama político português», destacou o dirigente comunista.
Entre as análises e decisões que o Congresso será chamado a assumir, Jerónimo de Sousa destacou as linhas de acção para promover a ruptura com a política de direita e para a construção da alternativa de esquerda e a adopção de orientações e medidas para o reforço do PCP nos planos ideológico, político e organizativo.
«Tal como foi um sucesso a nossa Festa, assim será o Congresso do nosso Partido», confia o secretário-geral. Mas para que o sucesso se confirme, apelou, «é necessário o contributo e o empenhamento de todos». Para que a consigna do Congresso (Por Abril e pelo Socialismo, um Partido mais forte) tenha realização e concretização prática.
Para o dirigente comunista, a agudização dos problemas a da situação do País «tornou cada vez mais imperiosa» a necessidade de construir este novo caminho alternativo e uma solução nova que «encerre uma proposta de vincada ruptura com as orientações que têm conduzido o País à crise e ao atraso». Esta urgência justificou o lançamento da campanha que tem como lema «É tempo de lutar, é tempo de mudar – Mais força do PCP», afirmou.
No dia em que se iniciou o debate parlamentar do Código de Trabalho (que acabaria por ser aprovado na generalidade no dia seguinte), Jerónimo de Sousa voltou a considerar as medidas propostas pelo Governo do PS um «gigantesco passo atrás nos direitos dos trabalhadores, no direito laboral e um novo e mais brutal desequilíbrio no sistema de relações laborais em desfavor dos trabalhadores».
O debate parlamentar desse dia confirmaria mesmo aquilo que os comunistas há muito vêm dizendo: o Governo PS não só acompanha as mais gravosas normas do actual Código de Trabalho, da maioria PSD-PP, e que havia prometido extrair, como o «altera para muito pior». Estas alterações, reafirmou, expõem os trabalhadores a uma «exploração sem limites e à mercê dos interesses do patronato e dos grandes grupos económicos».
Jerónimo de Sousa realçou que a luta contra o Código é mesmo «uma das mais importantes batalhas que no imediato temos pela frente». Não só na Assembleia da República, «confrontando o Governo com as nossas propostas», mas sobretudo «nas empresas, nos campos e na rua, agindo para alargar o esclarecimento e mobilizar para a luta».
Desemprego e precariedade
O membro da Comissão Concelhia de Vila Franca de Xira do PCP, que usou da palavra antes de Jerónimo de Sousa, começou por lembrar que o comício se estava a realizar num local de «grande significado histórico na luta dos trabalhadores». Foi naquela praça que, nos anos 40, se deram as grandes lutas por aumento de salários, pelo pão e pelos géneros e, anos depois, pelas 8 horas diárias de trabalho. Todas elas fortemente reprimidas pelo fascismo. «Este é, pois, um local que honra a luta dos trabalhadores!»
Em seguida, foi denunciado o brutal aumento do desemprego no concelho, que entre as mulheres atinge já os 60 por cento. Também a precariedade «tem aumentado de forma galopante». Está bem patente em empresas como a Central de Cervejas, os Armazéns MiniPreço, a Dancake, a AtralCipan, a Cimpor, as OGMA e a própria Câmara Municipal.
A autarquia foi mesmo «um dos primeiros municípios em Portugal a utilizar os contratos individuais de trabalho», acusou o comunista vilafranquense.
Congresso é construção colectiva
Ao mesmo tempo que combate a política de direita do Governo do PS, o PCP tem também que preparar o seu XVIII Congresso (cujas Teses/projecto de resolução política são hoje editadas juntamente com o Avante!). Jerónimo de Sousa realçou, na sua intervenção, que nos próximos dois meses, os membros do Partido «vão ser chamados a participar na análise e decisão de orientações sobre a situação do País e do mundo e dar resposta aos múltiplos problemas que a actual situação nos impõe».
O facto de os militantes comunistas, antecipada e colectivamente, discutirem, proporem e decidirem sobre «tudo o que ao Partido diz respeito e à sua orientação», faz deste Congresso uma «realidade única no panorama político português», destacou o dirigente comunista.
Entre as análises e decisões que o Congresso será chamado a assumir, Jerónimo de Sousa destacou as linhas de acção para promover a ruptura com a política de direita e para a construção da alternativa de esquerda e a adopção de orientações e medidas para o reforço do PCP nos planos ideológico, político e organizativo.
«Tal como foi um sucesso a nossa Festa, assim será o Congresso do nosso Partido», confia o secretário-geral. Mas para que o sucesso se confirme, apelou, «é necessário o contributo e o empenhamento de todos». Para que a consigna do Congresso (Por Abril e pelo Socialismo, um Partido mais forte) tenha realização e concretização prática.