A «razão» do Valentão
Ficou célebre nos anais do humor luso a frase do major Valentim que, quando contestado, assumia a sua pose zaragateira e, arregaçando as mangas, inquiria: «Quantos são, quantos são?»
Hoje, embora a posição arrogante o aproxime de Valentim, o engenheiro Sócrates, não pergunta sequer quantos são. Os números não lhe interessam. Sorrindo o sorriso amarelo que a sua política amarela lhe imprime nos dentes, afirma que, contra tudo e contra todos, é ele quem tem «razão».
O Governo e o PS entraram, pois, nestas últimas semanas, na mais desesperada crise de confiança, sabendo bem que, se mais uma vez «remodelassem», ministro a ministro, seria afinal admitir que não são propriamente as pessoas mas as políticas de direita que estão em causa e fazem descer à rua centenas de milhares de cidadãos. Sócrates e o PS, perante a tomada de consciência do logro em que caíram todos os que neles votaram, fazem como os bichos acossados – arremetem sem olhar aos perigos que os esperam. Apoiado apenas pelos membros Governo, pelo círculo mais restrito de apaniguados do PS e por raríssimos comentadores já desclassificados – tal como o incrível Rangel a disparatar sobre os professores, berrando como Júdice e Sousa Tavares, que «eles não querem trabalhar», Sócrates aposta na fuga para a frente.
Nesta atitude, vale tudo. Desde o insulto à salazarenta postura, acusando de comunistas quaisquer que discordem da política de direita. O Governo, do chefe aos ministros, só ouve do lado direito, só mudam quando a CIP lhes manda, como no caso do aeroporto «da Ota». Para eles, a política tem dois lugares para ser feita. No parlamento, considerado câmara de eco do Governo, e nos gabinetes alcatifados do poder económico. Na rua é que não.
Ora provou-se que a política também se faz, contra a vontade «deles», nas empresas e nas escolas e... nas ruas, praças e alamedas de todo o País.
É natural, entretanto, que os trabalhadores, da classe operária aos professores, os jovens, as mulheres, os reformados, todos os que vivem o drama do desemprego e da precariedade, a obstrução das carreiras, a destruição dos serviços públicos, encontrem no Partido Comunista Português o único grande partido que resiste e defende os interesses da maioria da população. Por isso já nem se ofendem se os apelidarem de comunistas. E muitos deles virão a sê-lo.
Hoje, embora a posição arrogante o aproxime de Valentim, o engenheiro Sócrates, não pergunta sequer quantos são. Os números não lhe interessam. Sorrindo o sorriso amarelo que a sua política amarela lhe imprime nos dentes, afirma que, contra tudo e contra todos, é ele quem tem «razão».
O Governo e o PS entraram, pois, nestas últimas semanas, na mais desesperada crise de confiança, sabendo bem que, se mais uma vez «remodelassem», ministro a ministro, seria afinal admitir que não são propriamente as pessoas mas as políticas de direita que estão em causa e fazem descer à rua centenas de milhares de cidadãos. Sócrates e o PS, perante a tomada de consciência do logro em que caíram todos os que neles votaram, fazem como os bichos acossados – arremetem sem olhar aos perigos que os esperam. Apoiado apenas pelos membros Governo, pelo círculo mais restrito de apaniguados do PS e por raríssimos comentadores já desclassificados – tal como o incrível Rangel a disparatar sobre os professores, berrando como Júdice e Sousa Tavares, que «eles não querem trabalhar», Sócrates aposta na fuga para a frente.
Nesta atitude, vale tudo. Desde o insulto à salazarenta postura, acusando de comunistas quaisquer que discordem da política de direita. O Governo, do chefe aos ministros, só ouve do lado direito, só mudam quando a CIP lhes manda, como no caso do aeroporto «da Ota». Para eles, a política tem dois lugares para ser feita. No parlamento, considerado câmara de eco do Governo, e nos gabinetes alcatifados do poder económico. Na rua é que não.
Ora provou-se que a política também se faz, contra a vontade «deles», nas empresas e nas escolas e... nas ruas, praças e alamedas de todo o País.
É natural, entretanto, que os trabalhadores, da classe operária aos professores, os jovens, as mulheres, os reformados, todos os que vivem o drama do desemprego e da precariedade, a obstrução das carreiras, a destruição dos serviços públicos, encontrem no Partido Comunista Português o único grande partido que resiste e defende os interesses da maioria da população. Por isso já nem se ofendem se os apelidarem de comunistas. E muitos deles virão a sê-lo.