Tempos difíceis de Natal
Esta época do ano, a que chamamos Natal, é tempo de esperança desde que a humanidade soube que o solstício de Inverno marca o tempo em que os dias começam a crescer, e isto foi muito antes da cultura judaico-cristã, da Vulgata da «caridadezinha», ou da perversão (consumista) deste capitalismo em declínio.
Neste Natal, como é da praxe, o PR Cavaco Silva recebeu os cumprimentos do Governo e deixou os seus votos e outros tantos recados. Terá dito, segundo o semanário Sol, que tem esperança que o «indiscutível sucesso» da presidência Sócrates da UE «funcione como um tónico para eventuais dificuldades que possam surgir» em 2008.
Se necessário fosse, esta frase esclarecia a posição apologética do PR face ao Tratado «reformador» da UE - que é profundamente negativo para os interesses do nosso povo e a soberania nacional -, e o carácter de classe da sua leitura das «dificuldades».
Passada a imensa orgia mediática europeia, estes encómios de Cavaco, ou os do Vanzeller da CIP a propósito da «flexigurança à portuguesa», são para o Governo um sinal do respectivo apoio à sua política e às toneladas de laudatória da sua «central de comunicação» - sobre os «bons resultados atingidos» e o oásis rosa que vai chegar finalmente em 2008.
E tamanho é o peso desta «convergência estratégica» de Cavaco e Sócrates que L. Filipe Menezes, à saída da visita natalícia a Belém, teve de guardar no bolso a jura recorrente de «combate político a sério» e debitou um discurso patético sobre «oposição construtiva e responsável».
As «dificuldades» de que fala o PR são intoleráveis: como levar ainda mais longe as políticas de brutal acumulação e concentração de capitais, de exploração, desemprego e cassação de direitos dos trabalhadores; como continuar a avançar nesta economia de casino e fazer pagar a quem produz a crise financeira que está a chegar (e os roubos descomunais no BCP); como impor «democraticamente» tanta perversão da democracia - o Tratado, as leis laborais, as leis eleitorais.
Em 2008, como sempre na história da humanidade, as verdadeiras dificuldades (sem aspas) vão estar do lado dos trabalhadores, dos explorados, dos oprimidos. Mas maior será a luta, a determinação, a confiança e a esperança.
O solstício chegou. O futuro começa agora.
Neste Natal, como é da praxe, o PR Cavaco Silva recebeu os cumprimentos do Governo e deixou os seus votos e outros tantos recados. Terá dito, segundo o semanário Sol, que tem esperança que o «indiscutível sucesso» da presidência Sócrates da UE «funcione como um tónico para eventuais dificuldades que possam surgir» em 2008.
Se necessário fosse, esta frase esclarecia a posição apologética do PR face ao Tratado «reformador» da UE - que é profundamente negativo para os interesses do nosso povo e a soberania nacional -, e o carácter de classe da sua leitura das «dificuldades».
Passada a imensa orgia mediática europeia, estes encómios de Cavaco, ou os do Vanzeller da CIP a propósito da «flexigurança à portuguesa», são para o Governo um sinal do respectivo apoio à sua política e às toneladas de laudatória da sua «central de comunicação» - sobre os «bons resultados atingidos» e o oásis rosa que vai chegar finalmente em 2008.
E tamanho é o peso desta «convergência estratégica» de Cavaco e Sócrates que L. Filipe Menezes, à saída da visita natalícia a Belém, teve de guardar no bolso a jura recorrente de «combate político a sério» e debitou um discurso patético sobre «oposição construtiva e responsável».
As «dificuldades» de que fala o PR são intoleráveis: como levar ainda mais longe as políticas de brutal acumulação e concentração de capitais, de exploração, desemprego e cassação de direitos dos trabalhadores; como continuar a avançar nesta economia de casino e fazer pagar a quem produz a crise financeira que está a chegar (e os roubos descomunais no BCP); como impor «democraticamente» tanta perversão da democracia - o Tratado, as leis laborais, as leis eleitorais.
Em 2008, como sempre na história da humanidade, as verdadeiras dificuldades (sem aspas) vão estar do lado dos trabalhadores, dos explorados, dos oprimidos. Mas maior será a luta, a determinação, a confiança e a esperança.
O solstício chegou. O futuro começa agora.