Título: O mistério dos dados desaparecidos
Algo de muito estranho se passa na velha Albion (o nome mais antigo da Grã-Bretanha). Primeiro foi o governo a «perder» os discos de computador com os dados pessoais e financeiros de 25 milhões de cidadãos; depois, foi o «desaparecimento» de dos dados respeitantes a três milhões de pessoas que andaram a tirar a carta de condução no Reino Unido; e no domingo, (segundo o Público de 24 de Dezembro) nove departamentos do Serviço Nacional de Saúde «perderam» os registos de centenas de milhares de utentes, adultos e crianças.
Tudo somado temos que, ao que nos dizem, mais de metade dos dados relativos aos britânicos – nomes, moradas, contas bancárias, situação clínica, etc.– andam por aí em parte incerta, susceptíveis de serem utilizados para indevidos fins, desde a usurpação de identidade a apropriação de recursos, para já não falar desse bem elementar que é o direito à privacidade.
Confrontados com esta situação a primeira pergunta que se coloca é a de saber como é possível tantos e diferentes organismos públicos «perderem» assim os dados dos cidadãos. Pondo de lado a hipótese fantasiosa de as «brumas de Avalon» estarem a tomar conta do país de sua majestade, ocorre perguntar, num tempo em que o «terrorismo» serve para justificar quase tudo, se não se tratará de uma nova versão dos ataques terroristas. Mas a possibilidade não foi sequer aventada por quem de direito, o que não deixa de ser esquisito. Não menos insólito é o facto de as autoridades britânicas manterem sobre o assunto uma inesperada reserva.
E por falar em reserva, que dizer do facto de não se ter ouvido falar de um recente alerta da UNESCO – a propósito, o site está indisponível temporariamente – sobre os perigos de perda dos registos digitais, à escala mundial, por os suportes que estão a ser utilizados não garantirem a sua preservação? A não se tomar medidas, garante a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, poderemos estar a criar o maior «buraco negro» da história da civilização humana. Uma coisa pode não ter nada a ver com a outra, mas talvez esteja na hora de chamar Sherlock Holmes para investigar tanto misterioso «desaparecimento».
Tudo somado temos que, ao que nos dizem, mais de metade dos dados relativos aos britânicos – nomes, moradas, contas bancárias, situação clínica, etc.– andam por aí em parte incerta, susceptíveis de serem utilizados para indevidos fins, desde a usurpação de identidade a apropriação de recursos, para já não falar desse bem elementar que é o direito à privacidade.
Confrontados com esta situação a primeira pergunta que se coloca é a de saber como é possível tantos e diferentes organismos públicos «perderem» assim os dados dos cidadãos. Pondo de lado a hipótese fantasiosa de as «brumas de Avalon» estarem a tomar conta do país de sua majestade, ocorre perguntar, num tempo em que o «terrorismo» serve para justificar quase tudo, se não se tratará de uma nova versão dos ataques terroristas. Mas a possibilidade não foi sequer aventada por quem de direito, o que não deixa de ser esquisito. Não menos insólito é o facto de as autoridades britânicas manterem sobre o assunto uma inesperada reserva.
E por falar em reserva, que dizer do facto de não se ter ouvido falar de um recente alerta da UNESCO – a propósito, o site está indisponível temporariamente – sobre os perigos de perda dos registos digitais, à escala mundial, por os suportes que estão a ser utilizados não garantirem a sua preservação? A não se tomar medidas, garante a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, poderemos estar a criar o maior «buraco negro» da história da civilização humana. Uma coisa pode não ter nada a ver com a outra, mas talvez esteja na hora de chamar Sherlock Holmes para investigar tanto misterioso «desaparecimento».