Basta de obediência cega!
No âmbito da Conferência Nacional do PCP, também a Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP diz ser possível uma outra alternativa para o distrito, através de um modelo de desenvolvimento que assente num sector produtivo de perfil mais exigente, dinâmico, sustentado, gerador de emprego e respeitador dos direitos de quem trabalha e do meio ambiente.
A defesa do emprego, melhores salários e emprego com direitos; a defesa da agricultura e das pescas; a defesa do meio ambiente, a preservação das linhas de água e a defesa da orla costeira; a conclusão da rede viária estruturante; a melhoria da qualidade de vida, das prestações sociais e defesa das funções sociais do Estado; a promoção e dinamização da cultura; o aproveitamento e inovação das potencialidades do distrito são alguns dos elementos integrantes dessa política.
O desemprego, por exemplo, pode ser combatido através da defesa da produção nacional, e do aumento do investimento público e dos salários, de forma a dinamizar o mercado interno. Mas também as dificuldades em que os agricultores e os pescadores estão afundados, e que se devem à obediência cega dos sucessivos governos às políticas da União Europeia, podem ser ultrapassadas. No primeiro caso, com o aumento dos rendimentos dos agricultores, o escoamento dos seus produtos a preços justos e uma melhor distribuição dos subsídios; no segundo caso, com a defesa da pesca nacional, incluindo as artes tradicionais, rendimentos dignos para os pescadores, o fim dos abates da frota e a defesa da soberania nacional sobre os recursos marinhos.
Quanto ao ambiente, é necessário designadamente completar o saneamento básico, melhorar a qualidade da água e ordenar o território do distrito, preservando o património natural.
Defender e valorizar as pensões e reformas e alargar a comparticipação a medicamentos e cuidados médicos essenciais; construir mais unidades de saúde próximas das populações e valorizar as existentes com novas valências, médicos, enfermeiros e meios de diagnóstico; melhorar as condições das escolas e impedir «o encerramento selvagem das escolas do ensino básico», são outras medidas que o PCP preconiza para o desenvolvimento do distrito, onde é necessário igualmente uma política cultural que promova o associativismo cultural e envolva a população, garantindo nomeadamente uma orquestra de qualidade, com ligação ao meio em que se insere.
Por fim, o PCP considera «possível e desejável» aproveitar potencialidades do distrito, no que respeita à floresta, à salga tradicional na produção de bacalhau artesanal, à produção de sal, à aposta na aquacultura e turismo ambiental.
Avidez do patronato aumenta
A Direcção da Organização Regional de Leiria, por sua vez, na análise à situação económica e social do distrito, constatou a existência de «uma clara tendência para o aumento do número de trabalhadores com salários e subsídios em atraso», de que são exemplos gritantes as Fianças Bordalo Pinheiro e SECLA nas Caldas da Rainha. Aliás, a situação nestas empresas, levou a DORLEI a promover um encontro com os seus trabalhadores, em articulação com Comissão Concelhia das Caldas da Rainha e o Grupo Parlamentar.
«Ávido de obter o máximo de lucro», grande parte do patronato pressiona e chantageia os trabalhadores, obrigando-os a horas extraordinárias não pagas, em clara violação da contratação colectiva, como no sector dos moldes, cerâmica e grandes superfícies. A precariedade alastra cada vez mais, e milhares de trabalhadores não vêem, há anos, o seu salário actualizado, casos da Atlantis, em Alcobaça, e da CIPROL, no Bombarral.
Apesar da situação, também neste distrito prosseguem os ataques do Governo às funções sociais do Estado, particularmente na saúde e na educação. Mais, o Governo insiste, no Orçamento de Estado, em não contemplar minimamente os interesses e anseios das suas populações.
A defesa do emprego, melhores salários e emprego com direitos; a defesa da agricultura e das pescas; a defesa do meio ambiente, a preservação das linhas de água e a defesa da orla costeira; a conclusão da rede viária estruturante; a melhoria da qualidade de vida, das prestações sociais e defesa das funções sociais do Estado; a promoção e dinamização da cultura; o aproveitamento e inovação das potencialidades do distrito são alguns dos elementos integrantes dessa política.
O desemprego, por exemplo, pode ser combatido através da defesa da produção nacional, e do aumento do investimento público e dos salários, de forma a dinamizar o mercado interno. Mas também as dificuldades em que os agricultores e os pescadores estão afundados, e que se devem à obediência cega dos sucessivos governos às políticas da União Europeia, podem ser ultrapassadas. No primeiro caso, com o aumento dos rendimentos dos agricultores, o escoamento dos seus produtos a preços justos e uma melhor distribuição dos subsídios; no segundo caso, com a defesa da pesca nacional, incluindo as artes tradicionais, rendimentos dignos para os pescadores, o fim dos abates da frota e a defesa da soberania nacional sobre os recursos marinhos.
Quanto ao ambiente, é necessário designadamente completar o saneamento básico, melhorar a qualidade da água e ordenar o território do distrito, preservando o património natural.
Defender e valorizar as pensões e reformas e alargar a comparticipação a medicamentos e cuidados médicos essenciais; construir mais unidades de saúde próximas das populações e valorizar as existentes com novas valências, médicos, enfermeiros e meios de diagnóstico; melhorar as condições das escolas e impedir «o encerramento selvagem das escolas do ensino básico», são outras medidas que o PCP preconiza para o desenvolvimento do distrito, onde é necessário igualmente uma política cultural que promova o associativismo cultural e envolva a população, garantindo nomeadamente uma orquestra de qualidade, com ligação ao meio em que se insere.
Por fim, o PCP considera «possível e desejável» aproveitar potencialidades do distrito, no que respeita à floresta, à salga tradicional na produção de bacalhau artesanal, à produção de sal, à aposta na aquacultura e turismo ambiental.
Avidez do patronato aumenta
A Direcção da Organização Regional de Leiria, por sua vez, na análise à situação económica e social do distrito, constatou a existência de «uma clara tendência para o aumento do número de trabalhadores com salários e subsídios em atraso», de que são exemplos gritantes as Fianças Bordalo Pinheiro e SECLA nas Caldas da Rainha. Aliás, a situação nestas empresas, levou a DORLEI a promover um encontro com os seus trabalhadores, em articulação com Comissão Concelhia das Caldas da Rainha e o Grupo Parlamentar.
«Ávido de obter o máximo de lucro», grande parte do patronato pressiona e chantageia os trabalhadores, obrigando-os a horas extraordinárias não pagas, em clara violação da contratação colectiva, como no sector dos moldes, cerâmica e grandes superfícies. A precariedade alastra cada vez mais, e milhares de trabalhadores não vêem, há anos, o seu salário actualizado, casos da Atlantis, em Alcobaça, e da CIPROL, no Bombarral.
Apesar da situação, também neste distrito prosseguem os ataques do Governo às funções sociais do Estado, particularmente na saúde e na educação. Mais, o Governo insiste, no Orçamento de Estado, em não contemplar minimamente os interesses e anseios das suas populações.