Palco 25 de Abril

Música dos quatro cantos do mundo

Miguel Inácio
Serão muito poucas as palavras que poderão descrever o ambiente único que se viveu, durante os três dias, no Palco 25 de Abril. Uma mistura de emoções e sentimentos tão forte que apenas se poderá explicar numa só palavra: camaradagem.
Porque a Festa do Avante! não tem fronteiras, assistimos ali a uma mistura de boa disposição e amizade entre pessoas, de todas as idades, dos vários cantos do País, de todo o mundo, apenas vista no primeiro fim-de-semana de Setembro. O beijo entre namorados, aquele abraço entre velhos e novos amigos é diferente, muito mais sincero, puro, leal, intenso. Foi isso que aconteceu desde o primeiro até ao último minuto.
«Boa noite, camaradas e amigos. Bem-vindos à 31ª edição da maior, da mais humana e da mais bela Festa que se realiza em Portugal, para recordarmos as palavras com que, há 31 anos, Álvaro Cunhal definiu esta obra que desde então os comunistas portugueses, com milhares de trabalhadores, de artistas, de homens e mulheres das mais diversas convicções ergueram no comum amor à liberdade, à solidariedade e à criação da arte e da beleza», afirmou Cândido Mota, apresentando o primeiro concerto daquele palco, a «Cantata Outubro» de Serguei Prokofiev, composta para a celebração do 20.º aniversário da Revolução Soviética de 1917.
«A luta – continua! Porque a criação de beleza, a paixão pela arte, pela vida, pelo belo e pelo futuro – também elas continuam!», acrescentou o apresentador.
Antes e como primeira parte deste concerto, a Orquestra Sinfonietta de Lisboa, dirigida pelo maestro Vasco Pearce de Azevedo, executou uma obra prima da música eslava, a abertura e fantasia de «Romeu e Julieta» de Piotr llitch Tchaikovsky.
«Shiu!», sussurravam os que já lá se encontram àqueles que, às escuras, tentavam encontrar uma clareira para, também, ver o espectáculo. Ao mesmo tempo, os músicos iam afinando os instrumentos, um compasso de espera até todos estarem confortavelmente sentados.
De repente, seguindo a batuta do maestro, deu-se início ao espectáculo. Com uma das melodias mais famosas de todos os tempos, esta peça centrou-se em três pontos: Frei Lourenço, a rivalidade entre as duas famílias (os Montéquio e os Capuleto), e o arrebatador amor de Romeu e Julieta.
Terminado o compasso e o ritmo desta história, os milhares de pessoas que se encontravam no recinto levantaram-se, bateram palmas e gritaram eufóricamente «bravo, bravissimo!».

Concerto memorável

Segundos depois, juntando-se à orquestra, subiu ao palco o Coro Sinfónico Lisboa Cantat. No palco estavam agora 160 músicos que iriam interpretar, tal como foi escrito pelo autor, a «Cantata de Outubro».
Este espectáculo ficou marcado pelos efeitos sonoros que, à data, procuravam reflectir a grandeza e a lufada de esperança que Outubro de 1917 trouxera à humanidade. O coro interpretou um libreto integralmente escrito em russo, sobre textos de Marx, Lenine e Stáline.
Durante o concerto foram ainda introduzidos sons de armas empunhadas pelo povo russo, sirenes, alarmes, bigornas martelando no aço e palavras de Vladimir Lénine. Nos ecrãs, em perfeita sintonia, foram projectadas imagens do filme «Outubro» de Serguei Eisenstein.
O final, agraciado com as palmas do público, foi brindado, como já vem sendo hábito, com um monumental fogo de artifício.

Globos de «resistência» e «liberdade»

No sábado, o punk-rock dos Anti-Clockwise deu início à programação do Palco 25 de Abril. Durante a sua actuação, esta banda demonstrou ter genica em palco, firmeza no seu som e convicção nas letras.
A tarde estava quente na Atalaia. Os intervalos entre espectáculos proporcionava algum tempo para ir às organizações regionais «abastecer» o copo com mais uma cerveja ou qualquer outro tipo de líquido. Muitos outros, que ainda não tinham a garganta seca, aproveitavam a ocasião para tirar umas fotografias de grupo. É sempre bom ter uma recordação da Festa.
Respeitado no meio do hip hop nacional, seguiu-se Chullage. Durante o espectáculo criticou a sociedade portuguesa, manifestou-se contra as guerras, nomeadamente a do Iraque, e falou «religião» e «revolta». «Será que vão continuar a fechar os olhos para não ver?» interrogou. No final da sua actuação deixou um recado: «Continuem a resistir!».
Era agora vez de ouvir e ver os Blind Zero. Herdeiros da geração rock, esta banda fez uma entusiasmante viagem pelos seus 13 anos de carreira. «Este é um espaço de liberdade incrível», gritou o vocalista, certamente atónito com aquela massa de gente.
O número de pessoas aumentava à medida que os minutos iam passando. O espectáculo que se seguia era um dos mais esperados. Uma homenagem a Adriano Correia de Oliveira, preparada pela Brigada Victor Jara, com a participação de Manuel Freire e do Grupo dos Antigos Orfeonistas de Coimbra.
Numa referência ao ambiente de liberdade que ali se vivia, pelo qual o homenageado sempre lutou, Manuel Pires da Rocha, músico da formação, chegou mesmo a dizer: «Quem entra na Festa passa a ser camarada». Durante uma hora de espectáculo palavras como «vontade colectiva», «Revolução», «liberdade conquistada» ecoaram e fizeram-se ouvir naquele espaço.
Depois dos Tora Big Band, com Milton Gullis e André Cabaço, espectáculo que surpreendeu toda a gente com o seu jazz criativo e ritmado, segui-se um outro tributo, desta vez a Zeca Afonso. Por ocasião dos 20 anos da sua morte, Cristina Branco interpretou, na Festa do Avante!, alguns dos seus temas mais conhecidos: «Canção de embalar», «A morte saiu à rua», «Os índios da meia-praia», entre outros. No final do espectáculo, a fadista agradeceu ao Zeca «tudo o que nos deixou», com o seu exemplo de simplicidade e convicção.
O melhor ficou guardado para o fim. Subiu, ao gigantesco palco, a Fanfare Ciocarlia, uma orquestra de metais originária da Roménia. No seu extenso currículo orgulham-se de ser «os mais rápidos do mundo». Na Festa revelaram-se, com a sua fanfarra cigana, a mais espectacular do planeta. A sua energia em palco contagiou tudo e todos e, durante uma hora, ninguém conseguiu parar de dançar.
Porque o blues é provavelmente a mais universal de todas as linguagens, a programação de sábado terminou com os Chicago Blues Harp All Stars. No palco esta formação mostrou que este estilo musical está vivo e bem de saúde.

Do rock ao hip hop

O Palco 25 de Abril acolheu, no primeiro concerto de domingo, uma das maiores referências do punk rock nacional, os Peste & Sida. Embora tenham tocado alguns temas do seu último álbum, «Cai no Real», foram as músicas dos últimos 20 anos que entusiasmaram o público, entre elas «Carraspana», «Sol da Caparica» e «Família em Stress».
De seguida, foi a vez do hip hop nacional subir ao palco. «Vocês estão muito longe de mim», gritou Sam the Kid. Para além dos Big Boys, convidados para dançar alguns temas, este espectáculo contou com a participação especial de Sofia, uma rapariga que o raper foi buscar à plateia. Não se portou nada mal e fez um dueto perfeito com Sam the Kid. No final, cantou-se, de punho erguido, «O povo unido jamais será vencido».
Antes do comício de encerramento da Festa, que teve início às 18h00, realizou-se um outro grande momento musical. Responsáveis por este espectáculo foram Sérgio Godinho, Vitorino, Tito Paris (Cabo Verdes), Janita Salomé, Juka (S. Tomé e Príncipe), Guto Pires (Guiné Bissau), Adré Cabaço (Moçambique), Luanda Cozetti (Brasil) e Don Kikas (Angola). Individualmente, nos seus países, são todos grandes músicos. Em conjunto tornam-se ainda melhores e denominam-se os «Sons da Fala», um projecto que se desenvolve em torno da expressão musical lusófona. Durante o espectáculo cantaram em conjunto e alternadamente, músicas que são pedaços da memória espalhada por Portugal, Brasil e África.
O tema «Menina estás à janela», com André Cabaço, Vitorino e Janita Salomé, foi um dos mais aplaudidos e cantados. Esta actuação terminou com o tema «Venham mais cinco» de Zeca Afonso.
Depois do jantar foi a vez dos ingleses Levvellers surpreenderem todos aqueles que se encontravam no recinto. E não eram poucos. Com fortes raízes assentes no folk punk, esta banda tem a sua origem numa combinação entre a música celta e inglesa. A conjugação de instrumentos tradicionais, como o banjo ou a harmónica, com os mais modernos, demonstrou que à Festa só vêem os melhores grupos do mundo.
A programação do Palco 25 de Abril terminou com uma invasão alienígena. Seis extra-terrestres, de nome Karkov, Valdiju, Ary, Zymon, Fred Stone e Winga, aterraram na Atalaia para anunciar uma mensagem de união, de paz e de respeito pela terra. Esta não foi a primeira vez que o ser humano teve oportunidade de os ver. São conhecidos como os Blated Mechanism.
Durante a «invasão», todos puderam testemunhar a verdadeira «Experiência Blasted». Com uma imagem forte e extravagante, a conjugação da música electrónica com os instrumentos da banda - voz, bambuleco, kalachakra, baixo eléctrico, guitarra eléctrica, sitara eléctrica, teclados, bateria e precursões - fez vibrar, de um modo eufórico, milhares de pessoas.
Para elevar ainda mais o grau de execução, como convidados especiais, participaram neste espectáculo António Chaínho, um virtuoso da guitarra portuguesa, e os Kumpania Algazarra, banda que cruza influências com vários estilos de músicas.
No final, com a «nave espacial» já em aquecimento, Karkov despediu-se da Atalaia dizendo: «Vemo-nos em sonhos».

Carvalhesa arrasta multidões

Ninguém consegue ficar indiferente quando toca a Carvalhesa na Festa do Avante!. Não se lhe consegue resistir. Não é apenas um trecho musical que inicia ou finda a imensa diversidade de actividades que se desenrolam durante os três dias na Atalaia. É uma sensação forte, que se agiganta dentro de nós e nos puxa para sentimentos possantes como a amizade, o amor, a solidariedade, o carinho, a felicidade e, naturalmente, a camaradagem.
No domingo, com o céu iluminado de mil cores, uma lágrima denuncia a tristeza de a Festa estar a terminar. Mas, ao som da última, tudo é ultrapassado. Para o ano há mais e certamente, muito melhor.


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