Novidades e clássicos na Festa do Livro

Aprender sempre!

Gustavo Carneiro
Indiferentes à hora – cedo na manhã ou já com a noite alta – ou ao que acontecia nesse momento num qualquer outro local da Atalaia, foram muitos os que visitaram a Festa do Livro, ponto de visita obrigatório para muitos milhares de visitantes da Festa do Avante!. Uns iam em busca «daquele» livro ou «daquele» autor, enquanto outros se deixavam surpreender pelo que ia surgindo nas mesas, à frente dos seus olhos. Curiosos, desfolhavam algumas páginas tentando encontrar algo que os ajudasse a decidir-se.
Alguns pegavam no livro desejado, sem hesitação. Mas havia também os que preferiam fazer primeiro algumas contas de cabeça, pois a vida não está para grandes gastos e a cultura quase que se torna, hoje, num bem de luxo. Mas, com mais ou menos sacrifício, quase todos acabavam por se deixar convencer pelos preços apetecíveis e pela atracção irresistível de boas leituras.
À entrada da grande tenda que servia de abrigo à Festa do Livro, encontravam-se as obras de Álvaro Cunhal: vários ensaios políticos, os romances, contos e novelas que assinou com o pseudónimo Manuel Tiago ou os célebres e magníficos Desenhos da Prisão. Numa estante própria, o primeiro tomo das suas Obras Escolhidas, editadas este ano pelas Edições Avante!. Não muito longe, uma mesa expunha as obras dos clássicos do marxismo-leninismo. Obras de Marx, Engels e Lenine são presença obrigatória e escolha certa para muitos dos que compreendem que a transformação do mundo tem, também, a sua ciência e que querem estudá-la.
Mas quando o assunto é a transformação do mundo (e do País, pois há que começar por algum lado), é bom não esquecer a Colecção Resistência, das Edições Avante!, que têm também publicados alguns dos principais documentos do Partido.
Mas tal como tudo na Festa do Avante!, também os livros são para todos os gostos. A literatura tem um local especial, assim como os livros para crianças ou os livros técnicos e científicos.
Em torno das mesas, geravam-se conversas. Sobre os livros e sobre os temas que abordavam. Ao lado, no auditório, sucediam-se as apresentações de obras, sempre muito participadas e pretexto para interessantes debates.
Para além dos lançamentos (ver texto ao lado), foram apresentadas várias obras. No sábado, Francisco Melo, membro do Comité Central e responsável pelas Edições Avante!, falou sobre as Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal, considerando a sua leitura «fundamental para a formação política e ideológica dos militantes comunistas». Mas não só, esclarece. «Todos quantos queiram saber o que foi o fascismo e o 25 de Abril têm que as ler.» A obra política de Álvaro Cunhal é também uma «arma insubstituível para a luta ideológica».
Outro lançamento recente a merecer destaque na Festa do Livro foi Clara Zetkin e a luta das Mulheres. Na apresentação, que esteve a cargo de Isabel Cruz e Domingos Abrantes, considerou-se este livro como um estímulo para «recuperarmos uma obra ímpar». Clara Zetkin, lembrou-se, esteve muitos anos esquecida, por se opor ao feminismo burguês. Para além de mulher, ela era dirigente comunista e foi nessa qualidade que lutou pelos direitos das mulheres trabalhadoras. Para Domingos Abrantes, citando clara Zetkin, só o socialismo garantirá às mulheres a igualdade e só com a participação activa das mulheres trabalhadoras será possível construir o socialismo.
Na sexta-feira, foi apresentado o romance inédito escrito por Karl Marx na sua juventude, Escorpião e Fénix. Em seguida, foi a vez de Aborto no País da Virgem, de César Príncipe, Terra e Canto de Todos, e Canto de Intervenção, de Eduardo Raposo.
No sábado, para além dos lançamentos, debateu-se O Tempo das Giestas, de José Casanova, o livro infantil de João Pedro Mésseder Romance do 25 de Abril, Resistentes, de Manuel Pedro, e Jornalistas: do ofício à profissão, de Fernando Correia e Clara Baptista.
Domingo foram apresentadas duas obras: Tempo de Munda e de Mondego, de Alberto Vilaça, e Breviário de Campanha Eleitoral, de Quinto Túlio Cícero.

Edições Avante! com três novidades
Sábado de lançamentos

José Magro é uma «figura grande, muito grande, de revolucionário e de militante comunista», afirmou José Casanova na apresentação de Cartas da Clandestinidade, ao início da tarde de sábado. Para o membro da Comissão Política, que escreveu o prefácio do livro, esta obra tem um grande interesse histórico, sobretudo tendo em conta a campanha em curso de branqueamento do fascismo e de apagamento do papel dos comunistas e do seu Partido.
Pelas suas páginas, contou José Casanova, passa muito da história do Partido e do País entre 1945 e 1973, história esta da qual o autor foi um destacado interveniente. Estão lá a reorganização e os congressos clandestinos; os debates em torno da «política de transição» e o desvio de direita; as relações com o MUNAF e as «eleições» de 1958; o 1.º de Maio de 1962; o VI Congresso e a correcção do desvio de direita. E lá está também a dura vida da clandestinidade: das carências, que o autor menospreza, à «dor terrível» que constitui a separação dos filhos.
Mas mais do que constituir um importante contributo para o conhecimento da história do Partido, o livro contém também importantes e intemporais reflexões «de leitura obrigatória» para os militantes do Partido, afirmou José Casanova. Nomeadamente acerca do significado de se ser revolucionário profissional, funcionário do PCP.
Na obra, prosseguiu José Casanova, o autor revela as suas profundas convicções revolucionárias e na vida José Magro «cumpriu-se como militante revolucionário». Às dificuldades e exigências da luta clandestina, respondeu sempre «presente!». Quando preso, «venceu todos os combates travados com a PIDE» e nunca falou. Após ter vencido, «perdeu o medo».
Para o membro da Comissão Política, é também impressionante a «serenidade confiante» como sempre exerceu a sua actividade revolucionária e como encarava a sua participação na luta. Em seguida, citou uma das cartas: «Sei bem (…) que não chegarei ao final da luta, à vitória do comunismo – mas isso não é para mim essencial, pois estou certo de que ele virá como de estar sentado a esta mesa; e creio que contribuí para ele com a pequena quota-parte que me foi possível. Que exigir mais da vida?». E, questionou o autor do prefácio, «que mais pode a vida exigir a um homem?

Conhecer a luta do Partido e do povo

85 momentos de vida e luta do PCP nasceu da exposição patente no Pavilhão Central na edição do ano passado da Festa do Avante!, ano do 85.º aniversário do Partido, revelou Rui Mota, das Edições Avante!, na apresentação do livro, na tarde de sábado. Dessa exposição ficou a ideia e os momentos. Os textos foram aumentados e acrescentou-se mais um momento, dedicado à JCP e ao seu 8.º Congresso, realizado em Maio de 2006 em Vila Nova de Gaia.
Na opinião de Rui Mota, foram escolhidos estes momentos concretos, mas podiam ter sido muitos outros. De fora, realça, ficam muitos dos protagonistas que fizeram estes momentos – os comunistas e o povo português, pois «não é possível separar» a luta de um e de outro.
Para o membro da editora, este livro é um «contributo sério e honesto» para a história do Partido e do País, «ao contrário de outros que têm sido escritos». Como a luta «também se trava no campo ideológico e da história», destacou, a obra constitui assim um instrumento para a luta das ideias.
José Casanova, membro da Comissão Política e director do Avante!, realçou o «grande mérito» da obra, considerando-a essencial para fixar alguns momentos fundamentais da história do Partido e do País. Mas não só: «quem quiser saber o que foi e o que é o PCP tem aqui um bom início.»
Através do livro, revelou José Casanova, é possível compreender o processo de fascização do Estado português a seguir ao golpe de 28 de Maio de 1926 e a ascensão de Salazar e a criação de um aparelho repressivo à imagem e semelhança do que vigorava na Alemanha de Hitler ou na Itália de Mussolini – é criada a polícia política, PVDE (mais tarde PIDE, mais tarde DGS), a Legião Portuguesa e o Campo de Concentração do Tarrafal. No plano económico, implementa-se o capitalismo monopolista de Estado.
Pelo livro perpassa também a preocupação constante do Partido com o seu reforço, afirmou o membro da Comissão Política. Em 1929 existiam apenas 40 militantes e «foi precisamente com estes que se fez a reorganização», sob o impulso do então secretário-geral Bento Gonçalves. A mesma preocupação esteve na base da reorganização do início dos anos 40. Criaram-se as condições para a defesa da estrutura do Partido, alargou-se a intervenção, fez do PCP um «grande partido nacional», sustentou José Casanova. Em 1945, o PCP dispunha de 5 mil militantes e 4 mil simpatizantes.

A importância da história

Outro lançamento inédito na Festa do Avante! foi o livro de Américo Nunes Diálogos com a história sindical: hotelaria. O ex-sindicalista considerou fundamental que os activistas sindicais conheçam a história dos seus sindicatos e da sua classe. Porque a história ensina, por exemplo, que na luta dos trabalhadores há várias causas, algumas centrais e perfeitamente actuais: a luta pela redução do horário de trabalho e pelo aumento dos salários.
Mas a história ensina também que «vale a pena lutar». E lembrando que tempos houve em que fazer greve era punido com a prisão e mesmo com a morte, realçou que muitos sindicalistas resistiram. «O segredo é resistir sempre», afirmou.
Leonel Nunes, do Comité Central e sindicalista do sector da hotelaria, afirmou, ao apresentar a obra, que o autor não se limita a enumerar as lutas dos trabalhadores do sector, analisando as razões dessas mesmas lutas. O livro remonta a tempos em que os «criados» dormiam e comiam nos estabelecimentos em que trabalhavam e ainda tinham que deixar parte das gorjetas ao patrão.
Com a leitura do livro, destaca Leonel Nunes, fica-se a saber que os trabalhadores galegos que vieram para Portugal foram essenciais para a formação do sindicato, tendo sido, com o fascismo, escorraçados desses mesmos sindicatos.
Confessando-se «profundamente entusiasmado» com a obra, Leonel Nunes apelou ao autor para que a «complete» já que este livro trata da história sindical do sector da hotelaria apenas até 1934, aquando da extinção dos sindicatos livres e ascensão dos chamados «sindicatos nacionais».


Mais artigos de: Festa do Avante!

Experiências, paixão, encantamentos

Todos os anos o pavilhão do Avanteatro proporciona experiências inesquecíveis a milhares de visitantes da Festa. Uns, levados pela paixão antiga pelo Teatro, encontram no seu diversificado programa a oportunidade de acompanhar o que de melhor se produz no País em matéria de artes de palco. Outros, levados pela simples...

Música dos quatro cantos do mundo

Serão muito poucas as palavras que poderão descrever o ambiente único que se viveu, durante os três dias, no Palco 25 de Abril. Uma mistura de emoções e sentimentos tão forte que apenas se poderá explicar numa só palavra: camaradagem. Porque a Festa do Avante!...

Grandes concertos

O Auditório 1.º de Maio começou a sua programação com fado e terminou com jazz. Durante os três dias, o público foi brindado com espectáculos memoráveis de todos os estilos musicais.«Estamos a curtir que nem uns perdidos», confessava ao microfone um dos elementos de Quatro ao Sul, banda que abriu os espectáculos de...

A paixão pelos jogos populares

O chinquilho e a malha são modalidades com um cunho profundamente popular que mobilizam milhares de jogadores. Isso mesmo ficou de novo comprovado na Festa, com o elevado número de participantes que, por exemplo, disputaram o 2.º campeonato de malha (escalões B e C) iniciado em 15 de Junho e concluído dia 9, domingo, na...

Brilhar sob o aplauso do público

Rica e variada, com elevado nível desportivo e artístico, dando espaço às mais variadas modalidades, assim foi a programação do polidesportivo. Foram mais de .... dezenas as actividades ali realizadas, brindando um público, sempre numeroso, entusiástico, apreciador e exigente.A reter, como momentos altos, a gala de...

Um acontecimento sem paralelo

«Ainda podemos inscrever-nos ?» Atendido o pedido, sem formalidades, é escrito o nome num papel colocado horas antes numa das paredes da estrutura de apoio ao polidesportivo. São 18.30, domingo. Duas horas depois, este grupo de três jovens disputa com mais onze equipas, perante numerosa assistência, o mini torneio de...

Exemplos a seguir

O desporto adaptado foi este ano a grande novidade no programa desportivo da Festa. Decisão acertada e oportuna, esta, a de prestar uma particular atenção aos cidadãos portadores de deficiência, para quem a actividade física e o desporto assumem uma enorme importância na perspectiva da sua integração social, da sua saúde...

Confiança!

Quando se sai da Festa do Avante! há quase sempre uma ideia – que foi crescendo ao longo dos três dias – que parece resumir, em cada ano, o que esse grande e fraternal convívio nos deixa, uma particular emoção que nos marca e que imprime determinado rumo no nosso trabalho de...

Prosseguir o combate

Abertas as portas da 31.ª Festa do Avante podíamos parafrasear o cantor: «seja bem vindo, quem vier por bem», sejam bem vindos os que pela primeira vez querem conhecer a nossa festa. E fazer a saudação sempre repetida e renovada aos militantes do Partido e da JCP, aos amigos do...

Os fotógrafos da Festa!

Cátia PereiraInês SeixasJoão CasanovaJorge CabralJorge CariaJosé FradeMiguel GodinhoPaulo SerranoReinaldo RodriguesRogério PedroRui CantoSérgio MoraisTeresa Lacerda

Convívio e camaradagem

«O que conta é a participação, é estar aqui, é apoiar a Festa dos trabalhadores e do povo, a quem dedico esta vitória». As palavras são de Luís Jesus, vencedor absoluto, masculino, na grande corrida da Festa do Avante!Para a jovem Doroteia Peixoto, vencedor absoluto em feminino, estreante nesta prova, esta sua...

A liberdade de quem «voa mais largo»

Uma grande parte das 120 obras expostas na 15.ª Bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante! correspondeu ao desafio colocado aos mais de 80 criadores, entre concorrentes e convidados, individuais e colectivos, jovens e veteranos: tomar como inspiração o tema «Voa mais largo» e os versos de Luís Veiga Leitão «Que nos...

Arte e revolução<br>no Outubro soviético

No ano em que por toda a Festa se celebrou o 90.º aniversário da instauração do poder dos sovietes na Rússia, nasceu, a par da Bienal, a exposição «Arte e revolução na revolução de Outubro», constituída por um mural, pintado a...

E... muito mais!

Parabéns Nelson Évora Quem não passou despercebido na Festa, onde já fora em anos anteriores, conforme o próprio revelou, foi o Campeão Mundial de triplo salto, Nelson Évora. A sua presença na Atalaia, no domingo, dois dias depois de ter participado no «Meeting de Zurique», foi saudada por muitos visitantes que,...

Unidos contra o capitalismo

Dezenas de partidos comunistas afirmaram na Cidade Internacional da Festa do Avante! o socialismo como uma exigência da actualidade e do futuro. Durante três dias, a solidariedade provou não ter fronteiras e expressou-se através da troca de ideias, da música, da cultura, e da luta dos...

O exemplo revolucionário de <em>Che</em>

Quatro décadas depois de ter sido assassinado pela CIA nas montanhas da Bolívia, a 9 de Outubro de 1967, Ernesto Che Guevara continua a ser uma referência de vulto na história do movimento comunista internacional.Mais que um ícone, Che é um exemplo para quem se entrega no presente à luta pelo futuro da humanidade. A...

A alternativa é o socialismo

Vivemos um tempo de enganos em que as palavras são úteis para iludir – assim começou Sérgio Ribeiro a introdução ao debate «Desenvolvimento económico no actual contexto internacional», que na tarde de domingo, dia 9, reuniu no palco da Cidade Internacional Altamiro Borges, do PC do Brasil; Anatoly Lokot, do PC da...

América Latina em debate

«Soberania e progresso social, a América Latina em luta», foi o tema do debate que encerrou o ciclo de sábado à tarde no Palco Solidariedade da Cidade Internacional.Na mesa, Ângelo Alves, da Comissão Política do CC do PCP, moderou a conversa viva sobre os problemas mais candentes do subcontinente, nomeadamente os...

Sahara Ocidental, uma terra, um povo

No espaço internacional da Festa do Avante!, a luta do povo saharauí contra a ocupação marroquina e pela independência esteve em destaque.Entre a banca do Concelho Português para a Paz e a Cooperação – que tem em curso uma campanha de recolha de esforços para a construção de uma escola no Sahara Ocidental – e o stand da...

Eu estive no país dos sovietes

No ano em que a Festa assinalou o 90.º aniversário da Revolução de Outubro, vale a pena destacar o espaço que a Associação Iuri Gagarin (antiga Associação de Amizade Portugal-URSS) assegurou na Cidade Internacional.Nos materiais de banca e na exposição patente esclareciam-se os objectivos da Iuri Gagarin e valorizava-se...

O País que queremos

Percorrer a Festa é sempre uma viagem pelas cores, os sabores, os aromas e as especificidades culturais de todas as regiões e uma rara oportunidade para se conhecer, sem constrangimentos ou deturpações, o trabalho do Partido e as suas propostas para cada região. Quem a visitou pode...

Delegações estrangeiras

Na Festa estiveram este ano presentes 41 delegações estrangeiras de partidos comunistas e outras organizações progressistas:Alemanha – Partido Comunista Alemão/DKP: Peter Lommes, responsável da Organização Regional de Niederreihn, e Andrea Langguth; Partido «A Esquerda»: Halina Wawzyniak, membro da Direcção do Partido;...

Pela emancipação da mulher

O Espaço da Mulher Comunista homenageou a revolucionária alemã, Clara Zetkin, prestigiada dirigente do Partido Comunista alemão e da Internacional Comunista, na passagem dos 150 anos do seu nascimento. A editorial Avante! lançou o livro, «Clara Zetkin e a luta das mulheres» e a Organização das Mulheres Comunistas...

Os que chegam e os que vão

A crescente participação e adesão ao Partido de cidadãos emigrantes e de imigrantes de todas as nacionalidades tem-se reflectido, ano após ano, nos espaços a eles dedicados. São pontos de convívio e de aproximação ao Partido para aqueles que as deploráveis condições de vida e de trabalho, em Portugal e nos respectivos...

Café-concerto e debates

Dos mais concorridos espaços da Quinta da Atalaia, o Café-Concerto de Lisboa voltou a ser espaço de animação variada onde os debates sobre a realidade nacional e internacional intercalaram com música variada. Momentos altos foram, entre outros, o Tributo a Adriano Correia de Oliveira, pelos Trivenção, os debates...

Um espelho dos interesses e lutas dos jovens

Se a Festa é feita em grande parte de jovens, estes têm um espaço próprio na Quinta da Atalaia. É a zona da JCP, também conhecida por «Cidade da Juventude», um local diversificado que espelha os interesses e reivindicações dos jovens.

Esclarecer para recrutar

«Pelos direitos e liberdades democráticas» foi o tema adoptado este ano pelas brigadas de contacto da JCP, que abordaram centenas de jovens visitantes da Festa. O objectivo é «recrutar e esclarecer, sobretudo esclarecer para o recrutamento», como afirma João Tiago Silva, da direcção da JCP.

«Já tem o <em>Agit</em>?»

«É o Agit! Olha o Agit!», grita um militante da JCP, em jeito de pregão, na descida da Medideira para o centro do terreno. «Já tem o Agit, o jornal da JCP?», oferece uma companheira a quem passa. Ao longo dos três dias da Festa, brigadas de venda da publicação da JCP percorreram o terreno, em turnos de 20 pessoas.As...

De camioneta até à Atalaia

Mais de 800 jovens chegaram à Quinta da Atalaia nas camionetas preparadas pela JCP. Foram dezasseis excursões promovidas por oito organizações regionais. Os primeiros a partir foram os jovens de Arraiolos, na quinta-feira. Os outros iniciaram a viagem na sexta-feira, bem cedo. E, «para eles, a Festa começou logo ali», comenta Helena Barbosa, dirigente da JCP.

A Festa é imparável

No palco, a música prometia durar. Mas já de todos os cantos da Festa surgia gente de bandeira vermelha do Partido ou da JCP ao ombro. Dirigiam-se para as imediações do palco 25 de Abril para participarem no grande comício de encerramento da 31.ª edição da Festa do Avante!.

Outubro vigoroso no coração da Festa

Assinalados com destaque nesta edição da Festa do Avante!, os 90 anos da revolução russa de 1917 tiveram particular destaque no Espaço Central. Muito mais do que uma comemoração, o aniversário serviu para assinalar a premente actualidade da luta pela construção da sociedade socialista.

A alternativa é possível

Com o PCP Portugal tem futuro foi a conclusão necessariamente tirada pelos que visitaram a exposição do Pavilhão Central, onde os comunistas não se limitavam a tecer justas críticas à política de direita, apresentando também inúmeras propostas para uma...

Muito em pouco espaço

«Adere ao PCP» era um espaço situado bem no centro do Pavilhão, que acolhia os visitantes que quisessem aderir ao PCP ou simplesmente colocar dúvidas. Era raro passar por ali e não ver alguém sentado à mesa para uma destas duas situações. Só no domingo, entre as 13 e as 14 horas, segundo o camarada que estava de turno,...

Uma voz ao serviço do povo

Quando no PCP se fala em Adriano toda a gente sabe de quem se está a falar: de Adriano Correia de Oliveira, prestigiado músico e cantor e destacado militante do Partido. Este ano, quando se completam 25 anos sobre a sua morte, a Festa decidiu muito justamente homenagear, pois, aquele que foi também um entre os maiores...

Estradas, carris e GPS

Agora num espaço próprio junto ao lago, o Espaço da Ciência foi, este ano, dedicado aos transportes terrestres. Partilhado o espaço, era também comum o tema da Física e Astronomia. À entrada do pavilhão, era frequente ver o astrónomo Máximo Ferreira rodeado de curiosos a explicar o contributo das estrelas para os transportes.

Direitos são para todos

Dentre os vários colóquios que ocorreram no Auditório do Pavilhão Central – dos direitos das mulheres à exploração digital de direitos ou à defesa dos direitos dos trabalhadores das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) –, dois houve que, pelo seu conteúdo, merecem particular destaque: desporto para as pessoas...

É indispensável ler o <em>Avante!</em>

A actualidade do projecto comunista 90 anos passados sobre a Revolução de Outubro; a importância da imprensa do Partido no combate às campanhas de branqueamento e reabilitação do fascismo; a crescente penetração dos grupos económicos na vida do País; a importância do reforço e fortalecimento do PCP no combate à política...

... mas a resistência cresce

«Pela liberdade, pela democracia, por Abril» foi o tema do último debate que decorreu no Fórum, permitindo, porém, a José Casanova, José Neto, Odete Santos e Lúcia Gomes deixar bem vivos na memória dos participantes, os perigos que hoje ameaçam a democracia portuguesa. Perigos visíveis já, tanto nas derivas autoritárias...

Outro rumo nasce na luta

A Conferência Nacional do PCP sobre questões económicas e sociais, marcada para 24 e 25 de Novembro, e o empenho dos comunistas no esclarecimento e mobilização dos trabalhadores para a luta pela mudança de política no País (com uma importante etapa na manifestação que a CGTP-IN convocou para 18 de Outubro, em Lisboa),...

Solidariedade anti-imperialista

Para a nossa luta, é importante que saiam vitoriosos os povos que resistem ao imperialismo, disse Jorge Cadima, da Secção Internacional do PCP, que, em nome do Partido, interveio no debate «Contra o imperialismo e a guerra - solidariedade anti-imperialista», ao final da tarde de sábado, e no qual intervieram...