Governo cria pobreza
O secretário-geral do PCP jantou no Bombarral no dia 1 e teve casa cheia. Depois, visitou a tradicional feira da Pêra Rocha.
Marques Mendes e Paulo Portas perderam assunto
A sala foi pequena para a mobilização que acabou por se verificar. E esse facto não passou ao lado de Jerónimo de Sousa, que começou por afirmar que «o acontecimento mais importante não é a minha presença, é a vossa».
O dirigente comunista lembrou estar numa zona tradicionalmente difícil para o Partido: «Mesmo nos primeiros anos de Abril, (o PCP) tinha dificuldades em agir, em criar organização, em exercer a liberdade conquistada, face à intimidação, ao anticomunismo, ao preconceito alimentado pela direita.» Este preconceito visava sobretudo os pequenos e médios agricultores, fazendo-lhes crer que «nós lhe queríamos tirar o que tinham e até o que não tinham», afirmou Jerónimo de Sousa.
Mas a realidade, então e agora, mostra precisamente o contrário: «É precisamente a direita que hoje, no plano político e no plano económico, os conduz à ruína, ao endividamento, ao espartilho no escoamento da sua produção.»
Apesar dos preconceitos e das dificuldades, realçou o secretário-geral comunista, «persistimos». E, hoje, «o nosso Partido reforça a sua organização, alarga o recrutamento e a sua influência».
Direita «sem assunto»
Para o dirigente do PCP, o Governo do PS, «pelas suas medidas, pelas suas políticas de direita, ocupa o espaço da própria direita que, amarrada aos ditames da direita económica e aos interesses dos poderosos, não é capaz de fazer oposição a um Governo que faz o que a direita política gostaria de fazer».
Nem Marques Mendes nem Paulo Portas «perderam faculdades», realçou Jerónimo de Sousa. «Não têm é assunto, porque é o Governo do PS que desencadeia uma violenta ofensiva contra os direitos laborais dos trabalhadores, sejam do sector público, sejam do privado». É precisamente este Governo do PS que «ataca os serviços públicos e reconfigura o papel e a intervenção do Estado nas suas funções e obrigações sociais, nas áreas da saúde, da segurança social, da educação e do ensino», prosseguiu o dirigente do PCP.
Jerónimo de Sousa acusou ainda o Governo de criar uma situação de injustiça, desigualdade, desemprego e pobreza, «enquanto um punhado de senhores amassam lucros que chegam a ser ofensivos». Referindo-se aos noticiários, o dirigente comunista chamou a atenção para o protesto de um deficiente motor que percorre o País a denunciar as descriminações e desigualdades de que são alvo estes cidadãos.
A anteceder estas imagens, realçou, «dava-se a notícia da associação das seguradoras que informava que alcançaram no ano de 2006 um recorde de lucros de 708 milhões de euros! E outra de 4 bancos que também anunciaram que tiveram neste primeiro semestre de 1,137 mil milhões de euros de lucro». Estes são números que «põem a nu esse embuste de que os sacrifícios são para todos».
Protesto e luta
Jerónimo de Sousa destacou ainda, no Bombarral, que os trabalhadores e as populações, ao contrário do que pretende o Governo, não se conformam e lutam por uma política diferente. Às afirmações do PS – acusando o PCP de estar com os trabalhadores e as populações e com a sua luta – Jerónimo de Sousa respondeu: «está e ainda bem que está. Quem está mal é o PS, que assume esta ofensiva ao arrepio das suas promessas eleitorais e de esquerda que lhe deram a maioria absoluta e com o risco de lhe sobrar tão só a sigla.»
O secretário-geral do PCP não esqueceu os «traços autoritários e antidemocráticos» que acompanham esta ofensiva do Governo. Traços que, prosseguiu, «exigem um PCP mais forte e mais influente, com mais organização e com mais luta organizada. Partido mais preciso aos trabalhadores, aos reformados, aos pequenos e médios empresários e agricultores - mais necessário ao País». «É uma luta constante e incansável», rematou.
O dirigente comunista lembrou estar numa zona tradicionalmente difícil para o Partido: «Mesmo nos primeiros anos de Abril, (o PCP) tinha dificuldades em agir, em criar organização, em exercer a liberdade conquistada, face à intimidação, ao anticomunismo, ao preconceito alimentado pela direita.» Este preconceito visava sobretudo os pequenos e médios agricultores, fazendo-lhes crer que «nós lhe queríamos tirar o que tinham e até o que não tinham», afirmou Jerónimo de Sousa.
Mas a realidade, então e agora, mostra precisamente o contrário: «É precisamente a direita que hoje, no plano político e no plano económico, os conduz à ruína, ao endividamento, ao espartilho no escoamento da sua produção.»
Apesar dos preconceitos e das dificuldades, realçou o secretário-geral comunista, «persistimos». E, hoje, «o nosso Partido reforça a sua organização, alarga o recrutamento e a sua influência».
Direita «sem assunto»
Para o dirigente do PCP, o Governo do PS, «pelas suas medidas, pelas suas políticas de direita, ocupa o espaço da própria direita que, amarrada aos ditames da direita económica e aos interesses dos poderosos, não é capaz de fazer oposição a um Governo que faz o que a direita política gostaria de fazer».
Nem Marques Mendes nem Paulo Portas «perderam faculdades», realçou Jerónimo de Sousa. «Não têm é assunto, porque é o Governo do PS que desencadeia uma violenta ofensiva contra os direitos laborais dos trabalhadores, sejam do sector público, sejam do privado». É precisamente este Governo do PS que «ataca os serviços públicos e reconfigura o papel e a intervenção do Estado nas suas funções e obrigações sociais, nas áreas da saúde, da segurança social, da educação e do ensino», prosseguiu o dirigente do PCP.
Jerónimo de Sousa acusou ainda o Governo de criar uma situação de injustiça, desigualdade, desemprego e pobreza, «enquanto um punhado de senhores amassam lucros que chegam a ser ofensivos». Referindo-se aos noticiários, o dirigente comunista chamou a atenção para o protesto de um deficiente motor que percorre o País a denunciar as descriminações e desigualdades de que são alvo estes cidadãos.
A anteceder estas imagens, realçou, «dava-se a notícia da associação das seguradoras que informava que alcançaram no ano de 2006 um recorde de lucros de 708 milhões de euros! E outra de 4 bancos que também anunciaram que tiveram neste primeiro semestre de 1,137 mil milhões de euros de lucro». Estes são números que «põem a nu esse embuste de que os sacrifícios são para todos».
Protesto e luta
Jerónimo de Sousa destacou ainda, no Bombarral, que os trabalhadores e as populações, ao contrário do que pretende o Governo, não se conformam e lutam por uma política diferente. Às afirmações do PS – acusando o PCP de estar com os trabalhadores e as populações e com a sua luta – Jerónimo de Sousa respondeu: «está e ainda bem que está. Quem está mal é o PS, que assume esta ofensiva ao arrepio das suas promessas eleitorais e de esquerda que lhe deram a maioria absoluta e com o risco de lhe sobrar tão só a sigla.»
O secretário-geral do PCP não esqueceu os «traços autoritários e antidemocráticos» que acompanham esta ofensiva do Governo. Traços que, prosseguiu, «exigem um PCP mais forte e mais influente, com mais organização e com mais luta organizada. Partido mais preciso aos trabalhadores, aos reformados, aos pequenos e médios empresários e agricultores - mais necessário ao País». «É uma luta constante e incansável», rematou.