Pela paz e desenvolvimento
No 62.º aniversário do lançamento das bombas nucleares sobre Hiroshima e Nagasaki, o PCP alerta para o facto de o mundo estar ameaçado pela utilização destas armas.
«Tentam vender a guerra como algo de natural e benéfico para o mundo»
«Apenas nove países – entre os quais os EUA, as principais potências da NATO e Israel – detêm hoje mais de vinte mil ogivas nucleares com uma capacidade centenas de milhar de vezes superior à da bomba de Hiroshima. Armas nucleares que segundo várias declarações de responsáveis políticos e revisões de conceitos estratégicos, são passíveis de ser utilizadas, inclusive em ataque militar», refere o PCP, numa nota de imprensa emitida na segunda-feira.
«Nos orçamentos militares das principais potências da NATO, as rubricas para a modernização e o desenvolvimento de novas armas ocupam lugar de destaque e denunciam por si a opção deliberada de continuar a apostar na arma nuclear e em outras armas de destruição massiva, no contexto de uma nova corrida aos armamentos que alimenta ainda mais os já incomensuráveis lucros das multinacionais ligadas aos complexos industriais militares das principais potências imperialistas», afirma o PCP. Só a despesa militar dos EUA atingirá, no ano de 2008, um recorde absoluto de 650 mil milhões de dólares.
O PCP considera que estes números denunciam a «hipócrita propaganda imperialista que tenta vender a guerra como algo de natural e benéfico para o mundo. Passadas mais de seis décadas, é impossível esconder que o sistema que decidiu friamente a exterminação das populações de Hiroshima e Nagasaki é o mesmo que hoje empurra para a indigência, fome, desemprego, condições de vida indignas e morte centenas de milhões de seres humanos. É o mesmo cujos principais executores confrontados com o atoleiro militar e político no Iraque e Afeganistão e a crescente instabilidade no Médio Oriente por si fomentada, decidem, em nome do combate ao “perigo nuclear” proveniente do Irão, injectar dezenas de milhares de milhões de dólares de armamento na região, ocultando hipocritamente o facto de a única potência nuclear no Médio Oriente ser Israel.»
Os comunistas salientam que é nome do «perigo nuclear» que os Estados Unidos pretendem avançar com o projecto de »escudo de defesa anti-míssil». Relembrando que este país têm estacionados na Europa centenas de mísseis com ogivas nucleares, o PCP denuncia tal projecto e solidariza-se com todos aqueles que na Polónia e na República Checa prosseguem a luta contra esta reedição da «guerra das estrelas».
Outra política
O PCP exige que o Governo português inverta a sua política externa «de clara submissão ao imperialismo», patente por exemplo no exercício da presidência portuguesa do conselho da União Europeia.
«Portugal pode e deve ter um papel autónomo positivo na defesa de uma política de relações internacionais centrada na cooperação para o desenvolvimento, no desarmamento, no respeito pela Carta da ONU e do direito internacional», defende o Partido, apelando à luta contra o militarismo e a guerra e afirmando a sua solidariedade para com os povos que resistem e lutam pela soberania e o progresso social.
O PCP saúda os processos de afirmação de soberania e as resistências às ingerências e agressões imperialistas que, «desenvolvendo-se um pouco por todo o mundo, abrem portas de esperança para o futuro da humanidade e sobretudo inspiram aqueles que, como os comunistas portugueses, prosseguem a luta pela paz, justa e duradoura, pelo desenvolvimento, a cooperação e o progresso social, pelo socialismo».
«Nos orçamentos militares das principais potências da NATO, as rubricas para a modernização e o desenvolvimento de novas armas ocupam lugar de destaque e denunciam por si a opção deliberada de continuar a apostar na arma nuclear e em outras armas de destruição massiva, no contexto de uma nova corrida aos armamentos que alimenta ainda mais os já incomensuráveis lucros das multinacionais ligadas aos complexos industriais militares das principais potências imperialistas», afirma o PCP. Só a despesa militar dos EUA atingirá, no ano de 2008, um recorde absoluto de 650 mil milhões de dólares.
O PCP considera que estes números denunciam a «hipócrita propaganda imperialista que tenta vender a guerra como algo de natural e benéfico para o mundo. Passadas mais de seis décadas, é impossível esconder que o sistema que decidiu friamente a exterminação das populações de Hiroshima e Nagasaki é o mesmo que hoje empurra para a indigência, fome, desemprego, condições de vida indignas e morte centenas de milhões de seres humanos. É o mesmo cujos principais executores confrontados com o atoleiro militar e político no Iraque e Afeganistão e a crescente instabilidade no Médio Oriente por si fomentada, decidem, em nome do combate ao “perigo nuclear” proveniente do Irão, injectar dezenas de milhares de milhões de dólares de armamento na região, ocultando hipocritamente o facto de a única potência nuclear no Médio Oriente ser Israel.»
Os comunistas salientam que é nome do «perigo nuclear» que os Estados Unidos pretendem avançar com o projecto de »escudo de defesa anti-míssil». Relembrando que este país têm estacionados na Europa centenas de mísseis com ogivas nucleares, o PCP denuncia tal projecto e solidariza-se com todos aqueles que na Polónia e na República Checa prosseguem a luta contra esta reedição da «guerra das estrelas».
Outra política
O PCP exige que o Governo português inverta a sua política externa «de clara submissão ao imperialismo», patente por exemplo no exercício da presidência portuguesa do conselho da União Europeia.
«Portugal pode e deve ter um papel autónomo positivo na defesa de uma política de relações internacionais centrada na cooperação para o desenvolvimento, no desarmamento, no respeito pela Carta da ONU e do direito internacional», defende o Partido, apelando à luta contra o militarismo e a guerra e afirmando a sua solidariedade para com os povos que resistem e lutam pela soberania e o progresso social.
O PCP saúda os processos de afirmação de soberania e as resistências às ingerências e agressões imperialistas que, «desenvolvendo-se um pouco por todo o mundo, abrem portas de esperança para o futuro da humanidade e sobretudo inspiram aqueles que, como os comunistas portugueses, prosseguem a luta pela paz, justa e duradoura, pelo desenvolvimento, a cooperação e o progresso social, pelo socialismo».