Insuportáveis diferenças
Citando um recente relatório da agência Eurofoundation, Odete Santos levou ao conhecimento do plenário um conjunto de dados e informações que atestam a persistência e até agravamento das diferenças salariais entre homens e mulheres.
Possível é concluir que essas diferenças salariais, que registaram uma diminuição (ainda que lenta) até 2004, voltaram a partir desta data a assumir uma tendência de crescimento, sendo hoje essa discrepância entre os dois sexos na ordem dos 20 por cento no nosso País.
Significativo é ainda o facto de quase 50 por cento das mulheres integrarem o «segmento do trabalho com menores salários», enquanto no «segmento com melhores salários» estão 40 por cento dos homens e 20 por cento das mulheres.
Ainda segundo o documento, as mulheres concentram-se fundamentalmente nos sectores da educação e saúde (34 por cento) e no do comércio (17 por cento); não obstante a forte feminização nestes sectores, verifica-se que são mais homens do que mulheres a ocupar o segmento dos melhores salários.
Influência determinante nos baixos salários tem ainda o trabalho a tempo parcial, situação que na União Europeia afecta sete por cento dos homens, atingindo 30 por cento das mulheres na vida activa.
Possível é concluir que essas diferenças salariais, que registaram uma diminuição (ainda que lenta) até 2004, voltaram a partir desta data a assumir uma tendência de crescimento, sendo hoje essa discrepância entre os dois sexos na ordem dos 20 por cento no nosso País.
Significativo é ainda o facto de quase 50 por cento das mulheres integrarem o «segmento do trabalho com menores salários», enquanto no «segmento com melhores salários» estão 40 por cento dos homens e 20 por cento das mulheres.
Ainda segundo o documento, as mulheres concentram-se fundamentalmente nos sectores da educação e saúde (34 por cento) e no do comércio (17 por cento); não obstante a forte feminização nestes sectores, verifica-se que são mais homens do que mulheres a ocupar o segmento dos melhores salários.
Influência determinante nos baixos salários tem ainda o trabalho a tempo parcial, situação que na União Europeia afecta sete por cento dos homens, atingindo 30 por cento das mulheres na vida activa.