Intervenção de Jerónimo de Sousa
em Viana do Castelo

Concretizar as orientações na prática

Intervindo no final dos trabalhos da VII Assembleia da Organização Regional de Viana do Castelo do PCP, Jerónimo de Sousa realçou o êxito dos trabalhos da reunião magna dos comunistas do distrito. E destacou que este êxito será «tanto mais realizado se formos capazes de concretizar no quotidiano da nossa acção e da nossa luta as decisões e orientações colectivamente assumidas».
Para o secretário-geral do PCP, «perante a ofensiva que está em curso pela mão do Governo do PS de José Sócrates, precisamos de um Partido com mais força e influência que dê resposta aos muitos dos problemas regionais e nacionais e conduza a luta em defesa dos interesses do nosso povo».
As batalhas futuras, afirmou Jerónimo de Sousa citando as intervenções dos delegados e os documentos da Assembleia, «exigem colocar como questão fundamental e prioritária a necessidade do reforço do nosso Partido, da sua acção, organização e intervenção». A campanha de reforço do Partido, lembrou, possibilitou «novos e muito positivos avanços». Entre eles, Jerónimo de Sousa destacou os passos dados ao nível do recrutamento e da revitalização, reanimação e criação de organismos, com a realização de muitos plenários e assembleias.
A campanha de organização, decidida para o ano de 2006, «está quase a acabar», referiu. Mas, prosseguiu, o trabalho permanente de reforço do Partido nunca termina. Daí ser «muito justo que os camaradas tenham definidas novas linhas de trabalho e novos objectivos para a continuação do reforço do nosso Partido», salientou o secretário-geral comunista.

Intensifica-se a luta pela mudança de políticas

Referindo-se à situação do País, Jerónimo de Sousa considerou que neste ano e meio de Governo do PS, a sua política tem sido marcada por uma «profunda identificação» com os principais objectivos do grande capital e pela confluência, em áreas centrais, com os partidos da direita. A política do Governo caracteriza-se, prosseguiu o dirigente do PCP, por uma «grave e preocupante ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e contra as conquistas sociais do nosso povo».
Mas esta política tem merecido o «mais vivo repúdio e protesto das mais variadas camadas do nosso povo e tem trazido à luta de forma crescente milhares e milhares de pessoas». A grande jornada de luta de 12 de Outubro, que trouxe às ruas mais de cem mil pessoas, a greve da Administração Pública e a manifestação nacional de 25 de Novembro são os mais notáveis exemplos, referiu o dirigente comunista.
Para Jerónimo de Sousa, o Governo e os grupos económicos «pensam que através de doses maciças de propaganda e demagogia, mas também através da chantagem e da ameaça, levam os trabalhadores e o povo português a resignar-se e a abandonar a luta». Enganaram-se, destacou: «Não é isso que está a acontecer e não é isso que vai acontecer no futuro.»
E não vai acontecer porque todos os dias se agravam as condições de vida, nomeadamente com aumentos dos preços dos bens e serviços essenciais e que tornam «insuportável o custo de vida, particularmente dos que vivem dos rendimentos do trabalho», notou Jerónimo de Sousa.
O secretário-geral do PCP denunciou o aumento das taxas de juro decretados na quinta-feira, dia 7, pelo Banco Central Europeu.


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