Protestos não param
A Campanha Nacional do PCP em defesa da Saúde vai de encontro às preocupações das suas organizações locais, que em todo o lado procuram travar a ofensiva do Governo no campo da Saúde.
A reestruturação da Rede de Urgências Hospitalares obedece a opções economicistas
A proposta de reestruturação da Rede de Urgências Hospitalares, por exemplo, levanta vivos protestos à Direcção da Organização Regional de Aveiro, que não aceita o encerramento dos serviços de urgência de Anadia, Salreu (Estarreja), S. João da Madeira, Ovar e Espinho. É que esta medida deixa os 600 mil habitantes do distrito limitados a duas urgências médico-cirúrgicas – hospitais Infante D. Pedro e S. Sebastião – e a três Serviços de Atendimento Permanente (SAP’s), respectivamente no Centro de Saúde de Arouca, no Hospital de Águeda e no Hospital de Oliveira de Azeméis, este com o fim já anunciado.
Trata-se de uma estruturação «milimétrica», feita em função de opções economicistas, e que passa ao lado de critérios como o do risco industrial existente em todo o norte do distrito, particularmente em Estarreja, da mobilidade sazonal de todo o litoral, ou do tempo de trajecto para as freguesias mais distantes, acusa o PCP.
Mais, o processo de audição pública que o Governo lançou é uma «autêntica farsa». O facto de o Hospital Infante D. Pedro já ter assumido, na prática, que fica com a urgência médico-cirúrgica, encontrando-se em acelerado passo de implementação e acabando com urgências de várias especialidades, é disso uma prova clara, diz o PCP, que vai apresentar um requerimento ao Governo sobre as alterações naqueles Serviços de Urgência e os gastos com empresas de trabalho temporário que o Hospital está a utilizar para suprir as faltas dos médicos a horas extraordinárias.
Em todo o País
No distrito de Aveiro, também as concelhias de Ovar e de S. João da Madeira do PCP manifestaram imediatamente o seu repúdio por aquelas medidas. Em Ovar, o deputado Jorge Machado voltou a visitar o Hospital Dr. Francisco Zagalo, concluindo que presta um «serviço de excelência», fazendo muita falta à população de Ovar – 330 mil pessoas –, que no Hospital da Feira, por muito boas condições que tenha, nunca poderão encontrar uma resposta de qualidade.
Em S. João da Madeira, órgãos autárquicos e partidos políticos estão contra o encerramento das urgências do Hospital, a começar pela Concelhia do PCP. Para além daqueles serviços terem as condições necessárias para atender os seus 140 mil habitantes, o PCP considera que as zonas industriais que servem são demasiado importantes para que possam prescindir desses serviços. E também aqui, tal como em Ovar, entende que o Hospital da Feira não pode atender adequadamente mais estes 50 mil utentes.
As medidas que a Administração Regional de Saúde está a querer implementar no Concelho de Alcoutim, merecem igualmente as vivas críticas da Concelhia do PCP que, solidária com a população e a Câmara Municipal, decidiu lançar um abaixo-assinado pela sua revogação. Entretanto, promoveu, no domingo, um encontro/debate com a população sobre a matéria, com a participação do deputado José Soeiro.
O encerramento das urgências do Hospital do Montijo, por sua vez, mereceu um requerimento, assinado pelos deputados comunistas Francisco Lopes e Odete Santos. Estes deputados, depois de lembrarem a «grandiosa manifestação» promovida pela Comissão de Utentes da Saúde de Montijo, perguntam ao Governo «se está ou não disponível para ter em conta a exposição», expressa por populações, utentes, profissionais de saúde e eleitos autárquicos do concelho, «de rejeição clara e unânime» daquela perspectiva de encerramento.
Trata-se de uma estruturação «milimétrica», feita em função de opções economicistas, e que passa ao lado de critérios como o do risco industrial existente em todo o norte do distrito, particularmente em Estarreja, da mobilidade sazonal de todo o litoral, ou do tempo de trajecto para as freguesias mais distantes, acusa o PCP.
Mais, o processo de audição pública que o Governo lançou é uma «autêntica farsa». O facto de o Hospital Infante D. Pedro já ter assumido, na prática, que fica com a urgência médico-cirúrgica, encontrando-se em acelerado passo de implementação e acabando com urgências de várias especialidades, é disso uma prova clara, diz o PCP, que vai apresentar um requerimento ao Governo sobre as alterações naqueles Serviços de Urgência e os gastos com empresas de trabalho temporário que o Hospital está a utilizar para suprir as faltas dos médicos a horas extraordinárias.
Em todo o País
No distrito de Aveiro, também as concelhias de Ovar e de S. João da Madeira do PCP manifestaram imediatamente o seu repúdio por aquelas medidas. Em Ovar, o deputado Jorge Machado voltou a visitar o Hospital Dr. Francisco Zagalo, concluindo que presta um «serviço de excelência», fazendo muita falta à população de Ovar – 330 mil pessoas –, que no Hospital da Feira, por muito boas condições que tenha, nunca poderão encontrar uma resposta de qualidade.
Em S. João da Madeira, órgãos autárquicos e partidos políticos estão contra o encerramento das urgências do Hospital, a começar pela Concelhia do PCP. Para além daqueles serviços terem as condições necessárias para atender os seus 140 mil habitantes, o PCP considera que as zonas industriais que servem são demasiado importantes para que possam prescindir desses serviços. E também aqui, tal como em Ovar, entende que o Hospital da Feira não pode atender adequadamente mais estes 50 mil utentes.
As medidas que a Administração Regional de Saúde está a querer implementar no Concelho de Alcoutim, merecem igualmente as vivas críticas da Concelhia do PCP que, solidária com a população e a Câmara Municipal, decidiu lançar um abaixo-assinado pela sua revogação. Entretanto, promoveu, no domingo, um encontro/debate com a população sobre a matéria, com a participação do deputado José Soeiro.
O encerramento das urgências do Hospital do Montijo, por sua vez, mereceu um requerimento, assinado pelos deputados comunistas Francisco Lopes e Odete Santos. Estes deputados, depois de lembrarem a «grandiosa manifestação» promovida pela Comissão de Utentes da Saúde de Montijo, perguntam ao Governo «se está ou não disponível para ter em conta a exposição», expressa por populações, utentes, profissionais de saúde e eleitos autárquicos do concelho, «de rejeição clara e unânime» daquela perspectiva de encerramento.