Democracia, sim, mas... devagar
O Coordenador da Comissão de Trabalhadores da Câmara Municipal de Setúbal, indignado com o almoço-debate promovido pela Célula do PCP, no dia 12 de Julho, no refeitório da Câmara em Poçoilos – onde figurava uma exposição sobre os 75 anos deste jornal –, divulgou no dia seguinte uma carta aberta, ilustrada com fotografias, avisando que a «Câmara de Setúbal não é nem nunca poderá ser uma empresa do grupo PCP».
A carta, escrita não se sabe se a título pessoal ou em nome da CT e dirigida ao presidente, à Assembleia Municipal, aos vereadores e aos trabalhadores da Câmara, consegue estar imbuída de um espírito tão antidemocrático que leva necessariamente quem a lê a concluir, como concluiu a Célula do PCP, que há algumas pessoas que «vivem ainda no 24 de Abril de 1974».
Em nota aos trabalhadores sobre a reacção injustificável do senhor Tolentino Sardo, subscritor da carta, e apoiada pelos vereadores do PS Fernando Negrão e Catarino Costa – que assumiu inclusive ter mandado tirar as fotografias, – os comunistas da Câmara de Setúbal esclarecem ter recebido autorização do Executivo Camarário para a utilização do espaço do refeitório de Poçoilos, direito de resto consagrado na Constituição da República.
Pelos vistos, denuncia a Célula do PCP, a democracia destes senhores e do PS «acaba à porta da empresa» e está ilustrada nos despedimentos que proliferam e na perda de regalias e direitos. Ou... na detenção de dois dirigentes comunistas por terem, seis meses antes, integrado uma delegação do PCP que entregou na residência oficial do primeiro-ministro um abaixo-assinado sobre a idade da reforma.
A carta, escrita não se sabe se a título pessoal ou em nome da CT e dirigida ao presidente, à Assembleia Municipal, aos vereadores e aos trabalhadores da Câmara, consegue estar imbuída de um espírito tão antidemocrático que leva necessariamente quem a lê a concluir, como concluiu a Célula do PCP, que há algumas pessoas que «vivem ainda no 24 de Abril de 1974».
Em nota aos trabalhadores sobre a reacção injustificável do senhor Tolentino Sardo, subscritor da carta, e apoiada pelos vereadores do PS Fernando Negrão e Catarino Costa – que assumiu inclusive ter mandado tirar as fotografias, – os comunistas da Câmara de Setúbal esclarecem ter recebido autorização do Executivo Camarário para a utilização do espaço do refeitório de Poçoilos, direito de resto consagrado na Constituição da República.
Pelos vistos, denuncia a Célula do PCP, a democracia destes senhores e do PS «acaba à porta da empresa» e está ilustrada nos despedimentos que proliferam e na perda de regalias e direitos. Ou... na detenção de dois dirigentes comunistas por terem, seis meses antes, integrado uma delegação do PCP que entregou na residência oficial do primeiro-ministro um abaixo-assinado sobre a idade da reforma.