Repetição de exames 12.º Ano

Erros fazem tremer Ministra

A ministra da Educação não conseguiu justificar as razões da excepção criada para os alunos de Química e Física nos exames nacionais do 12.º ano. Sob o fogo das críticas de toda a oposição, Maria de Lurdes Rodrigues revelou dificuldades e não convenceu ninguém.
«A decisão tomada não prejudica nenhum aluno, é legal e não é facilitista», argumentou, alegando que a excepção criada visa «minimizar as desigualdades» a que aqueles estudantes teriam sido sujeitos.
A decisão foi justificada com os maus resultados alcançados nas duas provas (médias de 6,9 a Química e 7,7 a Física) e com o facto dos programas novos das disciplinas não terem sido concebidos para uma avaliação em exame nacional, o que alegadamente explicaria a discrepância de notas entre estes alunos e os que fizeram o exame relativo ao programa antigo.
Por isso o regime excepcional criado pelo Ministério para os alunos que realizaram aqueles dois exames nacionais relativos aos novos programas de Física e Química, permitindo-lhes repetir as provas e escolher a melhor das notas obtidas para se candidatarem à primeira fase do acesso ao ensino superior.
Sucede que nenhum dos argumentos aduzidos pela titular da pasta da Educação convenceu os partidos da oposição, que não pouparam críticas ao que consideraram uma situação de benefício de uns alunos em detrimento de outros, criando assim uma grave discriminação no acesso ao ensino superior.
Foi o caso da bancada comunista que acusou a ministra de desvalorizar pareceres de associações de professores e sociedades científicas que apontaram a existência de erros em algumas provas, sobretudo no caso de Matemática e Química.
«A ministra não tem dignidade intelectual para reconhecer os erros», afirmou a deputada comunista Luísa Mesquita, que sublinhou «a incompetência que reina no Ministério da Educação». A parlamentar do PCP interrogou-se ainda sobre as razões que levaram a ministra a tomar esta decisão arbitrária, tanto mais que outras disciplinas estavam em condições semelhantes.


Mais artigos de: Assembleia da República

Contra a precariedade <br>e o trabalho ilegal

É um pacote de medidas legislativas do PCP para combater a precariedade laboral e o trabalho ilegal. São um contributo sério à luta contra uma praga que, advertem os comunistas, tem custos para os trabalhadores e para os cofres do Estado.

Defender os postos de trabalho

O PCP desafiou o Governo a pronunciar-se sobre eventuais medidas de acompanhamento que estejam em curso ou pense adoptar no sentido da viabilização da empresa CERES, garantindo assim a salvaguarda dos interesses do Estado e a manutenção dos postos de trabalho dos seus 200 trabalhadores.A questão foi suscitada pelo...

Resistir aos despedimentos

É uma situação com contornos cada vez mais preocupantes a que se vive na Fábrica de Colchas de S. Domingo, localizada em Vilar, S. João, concelho de Vizela. Sobre os trabalhadores impende a ameaça de despedimento de metade dos que actualmente laboram na empresa, para além de atrasos no pagamento de salários. Pagos em...

O insuportável silêncio do Governo

O caso dos voos ilegais da CIA em Portugal voltou à ordem do dia, faz hoje uma semana, através da bancada comunista, que insiste no apuramento da verdade.

Ser neutral é ser cúmplice

O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, acusou Israel de desenvolver uma acção de autêntico «terrorismo de estado para destruir à sua volta a viabilidade do estado da Palestina e de outros».

PCP questiona Governo

O Grupo Parlamentar do PCP pediu explicações ao Governo sobre o encerramento da Escola Secundária de Oliveira Martins, no Porto. Reagindo ao inesperado anúncio de tal medida que estará na mente dos responsáveis do Ministério da Educação, o deputado comunista Jorge Machado solicitou esclarecimentos sobre aspectos que...

A obsessão cega pelo défice

O Parlamento aprovou, na passada semana, em votação final global, as Grandes Opções do Plano (GOP) para 2007, documento que recebeu votos favoráveis apenas do PS, sendo rejeitado por todas as bancadas da oposição.

Facilitar os despedimentos

«Mais uma machadada do processo de redução, encerramento e privatização de serviços», assim definiu o PCP o diploma que estabelece o novo regime de mobilidade dos trabalhadores da administração pública.

Trabalhar sem os meios adequados

São geralmente conhecidas as dificuldades e problemas com que se debatem as comissões de protecção de crianças e jovens e risco. A falta de meios e recursos, nomeadamente de técnicos qualificados, constituem uma realidade frequente nesta rede de comissões espalhadas pelo País.