A muleta
Nas últimas semanas o Primeiro Ministro José Sócrates tem-se apresentado para quem o quer ver apoiado em duas muletas. Dizem que foi um pequeno acidente numa dessas estâncias de esqui na Europa onde a fina flor passa uns merecidos dias de férias de Inverno (há quem reconheça a importância do direito a férias). Dificilmente tão indesejado objecto, ilustraria melhor a postura do PS em momentos marcantes da vida do nosso país.
Para além de entendimentos históricos com a direita sempre no caminho da destruição de muitas conquistas de Abril, a prova mais flagrante em como o PS se comportou como muleta da política de direita e dos grandes interesses económico-financeiros (nacionais ou estrangeiros) é quando incumbido de funções no Governo, como infelizmente agora acontece.
Dificilmente com um Governo de direita, Cavaco Silva teria melhores condições para ser eleito Presidente da República logo à primeira volta. A política que este Governo desenvolveu desde Março, contra os trabalhadores e outras camadas da sociedade, os novos sacrifícios que foram exigidos (aos mesmos) e as benesses e regalias do costume para um punhado de senhores, levaram a um desgaste veloz do capital de esperança que o povo português alcançou nas últimas eleições legislativas e a uma cada vez maior rejeição da política do Governo PS.
Rejeição que se acentua a cada dia que passa, com novos aumentos, congelamento dos salários, encerramento de serviços públicos, despedimentos e encerramentos de empresas, que nem no período de campanha eleitoral se deixaram de registar.
Não ignoramos o facto de Cavaco ter vindo a preparar uma candidatura há vários anos, dos poderosos apoios financeiros que estiveram por detrás da sua campanha, do papel da comunicação social (ao serviço de quem nela manda) na entronização de Cavaco, do branqueamento do seu passado e das suas omissões quanto ao futuro, mas a verdade é que Cavaco contou com apoios inclusive de alguns que aparentemente o combateram. beneficiando hipocritamente do descontentamento com a política do Governo PS (que vai seguramente acarinhar), como da deserção política deste partido face ao combate das Presidenciais, de que é expressão maior o surgimento de duas candidaturas que se canabilizaram durante a campanha.
De facto custa! Tudo fizemos para derrotar Cavaco, obtendo um magnífico resultado fruto de uma não menos magnífica campanha, carregada de esperança no futuro, de ideais, de propostas, de força, de Abril. Estaremos cá, não para ser muleta de ninguém, mas para que a luta continue.
Para além de entendimentos históricos com a direita sempre no caminho da destruição de muitas conquistas de Abril, a prova mais flagrante em como o PS se comportou como muleta da política de direita e dos grandes interesses económico-financeiros (nacionais ou estrangeiros) é quando incumbido de funções no Governo, como infelizmente agora acontece.
Dificilmente com um Governo de direita, Cavaco Silva teria melhores condições para ser eleito Presidente da República logo à primeira volta. A política que este Governo desenvolveu desde Março, contra os trabalhadores e outras camadas da sociedade, os novos sacrifícios que foram exigidos (aos mesmos) e as benesses e regalias do costume para um punhado de senhores, levaram a um desgaste veloz do capital de esperança que o povo português alcançou nas últimas eleições legislativas e a uma cada vez maior rejeição da política do Governo PS.
Rejeição que se acentua a cada dia que passa, com novos aumentos, congelamento dos salários, encerramento de serviços públicos, despedimentos e encerramentos de empresas, que nem no período de campanha eleitoral se deixaram de registar.
Não ignoramos o facto de Cavaco ter vindo a preparar uma candidatura há vários anos, dos poderosos apoios financeiros que estiveram por detrás da sua campanha, do papel da comunicação social (ao serviço de quem nela manda) na entronização de Cavaco, do branqueamento do seu passado e das suas omissões quanto ao futuro, mas a verdade é que Cavaco contou com apoios inclusive de alguns que aparentemente o combateram. beneficiando hipocritamente do descontentamento com a política do Governo PS (que vai seguramente acarinhar), como da deserção política deste partido face ao combate das Presidenciais, de que é expressão maior o surgimento de duas candidaturas que se canabilizaram durante a campanha.
De facto custa! Tudo fizemos para derrotar Cavaco, obtendo um magnífico resultado fruto de uma não menos magnífica campanha, carregada de esperança no futuro, de ideais, de propostas, de força, de Abril. Estaremos cá, não para ser muleta de ninguém, mas para que a luta continue.