É o voto que conta e não as sondagens
Em visita ao Algarve, Jerónimo de Sousa acusou o candidato da direita de pretender fazer mais fretes aos poderosos e participou num concurso de poesia à desgarrada.
Com uma grande adesão dos eleitores de esquerda, Cavaco será derrotado
Cavaco Silva continuará a fazer fretes aos grupos económicos e financeiros que o apoiam se for eleito Presidente da República, acusou, em Faro, Jerónimo de Sousa. O candidato comunista, que participava num jantar com várias centenas de apoiantes, lembrou serem aqueles os mesmos que «perante os apelos aos sacrifícios dos portugueses se devem estar a rir, porque conseguiram lucros fabulosos com as políticas de Cavaco Silva».
Jerónimo de Sousa insurgiu-se contra o facto de o candidato da direita ter cantado a Grândola, vila morena. Acusando o ex-primeiro-ministro de falta de sinceridade, pois quando se tratou de atribuir uma pensão de mérito ao capitão de Abril Salgueiro Maia este recusou, denunciou o candidato comunista. Recusa essa não aplicada quando se tratou de conceder pensões a dois antigos agentes da PIDE, acusou Jerónimo de Sousa.
Prometendo combate à abstenção, Jerónimo de Sousa criticou as sondagens, que considera estarem a procurar levar ao conformismo e à abstenção para favorecerem Cavaco Silva. Mas, lembrou, «há dez anos, o povo decidiu derrotar Cavaco Silva» e isso pode voltar a acontecer nestas eleições. Se houver uma grande participação do eleitorado de esquerda, a derrota de Cavaco Silva poderá ser alcançada.
Aos candidatos da área do PS, Jerónimo de Sousa criticou por parecerem mais preocupados em disputar entre si os votos o que, na sua opinião, favorecerá a abstenção.
Campanha em verso
Em campanha pelo distrito de Faro, o candidato presidencial Jerónimo de Sousa visitou a aldeia de Bordeira, na freguesia de Santa Bárbara de Nexe. Nesta pequena aldeia, o dia de Reis é dia de festa, pois tem lugar o tradicional Festival das Charolas, pequenos grupos de música popular que lançam versos à desgarrada. Nesse dia, não se trabalha na aldeia.
Tendo almoçado na Bordeira, Jerónimo de Sousa foi desafiado para participar nas desgarradas, e não enjeitou os despiques. Espicaçado por um autarca da freguesia, de maioria CDU, que rimou «Sou autarca CDU/E estou bastante empenhado/Para que tu, ó Jerónimo/Tenhas um bom resultado», o candidato respondeu prontamente: «Perguntam o que senti/Nesta terra Bordeira/Estou muito emocionado/Por esta alegria verdadeira».
E assim, em verso, prosseguiu, sempre que desafiado, a sua campanha, apelando ao voto na sua candidatura e agradecendo a forma calorosa como foi recebido. Em seguida, dirigiu-se à colectividade local, onde colocou a fita de participante no festival a uma das charolas.
Jerónimo de Sousa insurgiu-se contra o facto de o candidato da direita ter cantado a Grândola, vila morena. Acusando o ex-primeiro-ministro de falta de sinceridade, pois quando se tratou de atribuir uma pensão de mérito ao capitão de Abril Salgueiro Maia este recusou, denunciou o candidato comunista. Recusa essa não aplicada quando se tratou de conceder pensões a dois antigos agentes da PIDE, acusou Jerónimo de Sousa.
Prometendo combate à abstenção, Jerónimo de Sousa criticou as sondagens, que considera estarem a procurar levar ao conformismo e à abstenção para favorecerem Cavaco Silva. Mas, lembrou, «há dez anos, o povo decidiu derrotar Cavaco Silva» e isso pode voltar a acontecer nestas eleições. Se houver uma grande participação do eleitorado de esquerda, a derrota de Cavaco Silva poderá ser alcançada.
Aos candidatos da área do PS, Jerónimo de Sousa criticou por parecerem mais preocupados em disputar entre si os votos o que, na sua opinião, favorecerá a abstenção.
Campanha em verso
Em campanha pelo distrito de Faro, o candidato presidencial Jerónimo de Sousa visitou a aldeia de Bordeira, na freguesia de Santa Bárbara de Nexe. Nesta pequena aldeia, o dia de Reis é dia de festa, pois tem lugar o tradicional Festival das Charolas, pequenos grupos de música popular que lançam versos à desgarrada. Nesse dia, não se trabalha na aldeia.
Tendo almoçado na Bordeira, Jerónimo de Sousa foi desafiado para participar nas desgarradas, e não enjeitou os despiques. Espicaçado por um autarca da freguesia, de maioria CDU, que rimou «Sou autarca CDU/E estou bastante empenhado/Para que tu, ó Jerónimo/Tenhas um bom resultado», o candidato respondeu prontamente: «Perguntam o que senti/Nesta terra Bordeira/Estou muito emocionado/Por esta alegria verdadeira».
E assim, em verso, prosseguiu, sempre que desafiado, a sua campanha, apelando ao voto na sua candidatura e agradecendo a forma calorosa como foi recebido. Em seguida, dirigiu-se à colectividade local, onde colocou a fita de participante no festival a uma das charolas.