O candidato dos trabalhadores
1835 dirigentes e delegados sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores apoiam Jerónimo de Sousa, naquele que constitui o «maior apoio de sempre» do mundo do trabalho a um candidato presidencial. A iniciativa decorreu em Lisboa, no passado dia 5.
Trata-se do maior apoio de sempre do mundo do trabalho a um candidato
Foi com uma «profunda emoção» que Jerónimo de Sousa recebeu das mãos de Ana Avoila, dirigente sindical da Função Pública, a caixa contendo 1835 apoios de dirigentes e delegados sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores. «Pelo ideal que sempre animou a minha vida e a minha luta, sinto-me profundamente emocionado por este apoio tão expressivo de gente que, no seu quotidiano, na sua vida, procura o melhor para os trabalhadores portugueses», afirmou o candidato comunista.
Destacando o apoio desta gente que, «mesmo perante as dificuldades, não baixa a bandeira», o candidato comunista rejeitou os princípios das inevitabilidades e do conformismo. E realçou o facto de, entre os presentes, estarem muitos que lhe lembravam que «mesmo nos momentos mais difíceis, nos embates mais duros, quando tudo parecia perdido, foi a luta, foi a esperança, foi a força de quem acredita que um dia mudou as coisas».
Jerónimo de Sousa lembrou que ao longo da história do movimento operário e sindical «nunca houve dádivas por parte do legislador». O candidato comunista destacou o papel decisivo dos trabalhadores e das suas organizações «para que um dia Abril fosse realidade e para que ficassem consagrados na Constituição os seus direitos individuais e colectivos». Não foram os constituintes nem o poder político a oferecer os direitos, afirmou Jerónimo de Sousa. «Foram décadas de luta, de afrontamento perante o poder económico e o regime fascista; foram lutas que permitiram a conquista desses direitos, levando a que os constituintes tivessem o mérito de reconhecer essa luta e essas conquistas.»
Um combate de sempre!
O candidato, que foi deputado constituinte, não esqueceu de reafirmar a importância que tem ter a lei «a favor da nossa luta, dos nossos interesses, dos nossos direitos». Lembrando que a Constituição ainda mantém muito do «rastro libertador» do 25 de Abril, Jerónimo de Sousa alertou para os ataques contra a Lei fundamental que advêm da candidatura da direita, encabeçada por Cavaco Silva e suportada pelos sectores mais «revanchistas» da direita social e política. Para Jerónimo de Sousa e para os apoiantes presentes, uma coisa é certa: «A vida e a luta não acabam no dia 22 de Janeiro, seja o resultado qual for.» Mas há uma outra coisa também clara: «Se tivermos um Presidente da República que desrespeite, que não cumpra nem faça cumprir a Constituição, teremos muitas mais dificuldades nesta luta.»
Acusando o PS de ter defraudado as expectativas de muitos trabalhadores que votaram naquele partido confiando esperando que o novo governo trouxesse uma política diferente, Jerónimo de Sousa acentuou as diferenças da sua candidatura: «No nosso combate de muitos anos, sempre e sempre combatemos estas políticas de direita, direccionadas contra os interesses, direitos e aspirações de quem trabalha. Estivemos claramente do lado de quem trabalha.»
Como afirmou o mandatário nacional, Mário Nogueira, também ele sindicalista, os candidatos presidenciais não são todos iguais. «Há candidatos que consideram que as políticas deste Governo são corajosas. Não é o nosso candidato; Há candidatos que às segundas e às quartas são contra as políticas e que as quintas e às sextas vão lá votá-las. Não é o nosso candidato.» O nosso candidato, destacou, «não apenas na campanha eleitoral, mas no dia-a-dia, no Partido que representa, está presente nos combates dos trabalhadores, dos portugueses que menos podem e menos têm».
Constituição e direitos dos trabalhadores
Cada um que responda
O Presidente da República não governa nem legisla, mas tem por missão fundamental defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição. Para Jerónimo de Sousa, é fundamental que se saiba e se conheça de que forma «cada um dos candidatos valoriza ou interpreta o projecto de democracia que a nossa Constituição comporta». Em seguida, lembrou não se tratar apenas de democracia política, mas de democracia nas suas vertentes económica, social e cultural e de soberania nacional.
Jerónimo de Sousa acusou os outros candidato de, acerca dos direitos dos trabalhadores, se limitarem a afirmações vagas e «mais ou menos bem intencionadas» sobre desemprego e justiça social. Para o candidato comunista, a sua candidatura fala também de emprego e de justiça social, mas vai mais longe. «Falamos também daqueles direitos nobres que estão destacados na constituição laboral: do direito à segurança no emprego e à proibição dos despedimentos sem justa causa; do direito à greve; à contratação colectiva; o direito de constituir Comissões de Trabalhadores e o controlo de gestão; a liberdade sindical, a liberdade de acção e intervenção dos sindicatos a todos os níveis, incluindo dentro das empresas.» Para a sua candidatura, os direitos dos trabalhadores «são intrínsecos à própria democracia». É importante saber como cada um dos candidatos interpreta estes direitos individuais e colectivos dos trabalhadores, desafiou.
Considerando que a candidatura da direita pretende «rasgar» a Constituição, nomeadamente no que respeita aos direitos laborais, Jerónimo de Sousa considera necessário empreender um combate sem tréguas a essa candidatura, «pelo que representa, pelas dinâmicas que podem ser criadas, por estas propostas da direita política e social». Em seguida, acusou Cavaco Silva de nunca se ter demarcado das propostas e objectivos do núcleo duro dos seus apoiantes – do capital financeiro, dos grandes grupos económicos.
Nas eleições presidenciais, considerou Jerónimo de Sousa, está em jogo um de dois caminhos a seguir. Ou um caminho de agravamento e aprofundamento dos problemas sociais e económicos, com a vitória da direita, ou então, a derrota desse candidato e uma vitória à esquerda, «uma vitória em torno desta candidatura que não é de um homem só, que transporta este ideal do mundo do trabalho, um projecto diferente, de ruptura democrática, esse projecto que Abril um dia rasgou e que a nossa Constituição consagrou».
Destacando o apoio desta gente que, «mesmo perante as dificuldades, não baixa a bandeira», o candidato comunista rejeitou os princípios das inevitabilidades e do conformismo. E realçou o facto de, entre os presentes, estarem muitos que lhe lembravam que «mesmo nos momentos mais difíceis, nos embates mais duros, quando tudo parecia perdido, foi a luta, foi a esperança, foi a força de quem acredita que um dia mudou as coisas».
Jerónimo de Sousa lembrou que ao longo da história do movimento operário e sindical «nunca houve dádivas por parte do legislador». O candidato comunista destacou o papel decisivo dos trabalhadores e das suas organizações «para que um dia Abril fosse realidade e para que ficassem consagrados na Constituição os seus direitos individuais e colectivos». Não foram os constituintes nem o poder político a oferecer os direitos, afirmou Jerónimo de Sousa. «Foram décadas de luta, de afrontamento perante o poder económico e o regime fascista; foram lutas que permitiram a conquista desses direitos, levando a que os constituintes tivessem o mérito de reconhecer essa luta e essas conquistas.»
Um combate de sempre!
O candidato, que foi deputado constituinte, não esqueceu de reafirmar a importância que tem ter a lei «a favor da nossa luta, dos nossos interesses, dos nossos direitos». Lembrando que a Constituição ainda mantém muito do «rastro libertador» do 25 de Abril, Jerónimo de Sousa alertou para os ataques contra a Lei fundamental que advêm da candidatura da direita, encabeçada por Cavaco Silva e suportada pelos sectores mais «revanchistas» da direita social e política. Para Jerónimo de Sousa e para os apoiantes presentes, uma coisa é certa: «A vida e a luta não acabam no dia 22 de Janeiro, seja o resultado qual for.» Mas há uma outra coisa também clara: «Se tivermos um Presidente da República que desrespeite, que não cumpra nem faça cumprir a Constituição, teremos muitas mais dificuldades nesta luta.»
Acusando o PS de ter defraudado as expectativas de muitos trabalhadores que votaram naquele partido confiando esperando que o novo governo trouxesse uma política diferente, Jerónimo de Sousa acentuou as diferenças da sua candidatura: «No nosso combate de muitos anos, sempre e sempre combatemos estas políticas de direita, direccionadas contra os interesses, direitos e aspirações de quem trabalha. Estivemos claramente do lado de quem trabalha.»
Como afirmou o mandatário nacional, Mário Nogueira, também ele sindicalista, os candidatos presidenciais não são todos iguais. «Há candidatos que consideram que as políticas deste Governo são corajosas. Não é o nosso candidato; Há candidatos que às segundas e às quartas são contra as políticas e que as quintas e às sextas vão lá votá-las. Não é o nosso candidato.» O nosso candidato, destacou, «não apenas na campanha eleitoral, mas no dia-a-dia, no Partido que representa, está presente nos combates dos trabalhadores, dos portugueses que menos podem e menos têm».
Constituição e direitos dos trabalhadores
Cada um que responda
O Presidente da República não governa nem legisla, mas tem por missão fundamental defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição. Para Jerónimo de Sousa, é fundamental que se saiba e se conheça de que forma «cada um dos candidatos valoriza ou interpreta o projecto de democracia que a nossa Constituição comporta». Em seguida, lembrou não se tratar apenas de democracia política, mas de democracia nas suas vertentes económica, social e cultural e de soberania nacional.
Jerónimo de Sousa acusou os outros candidato de, acerca dos direitos dos trabalhadores, se limitarem a afirmações vagas e «mais ou menos bem intencionadas» sobre desemprego e justiça social. Para o candidato comunista, a sua candidatura fala também de emprego e de justiça social, mas vai mais longe. «Falamos também daqueles direitos nobres que estão destacados na constituição laboral: do direito à segurança no emprego e à proibição dos despedimentos sem justa causa; do direito à greve; à contratação colectiva; o direito de constituir Comissões de Trabalhadores e o controlo de gestão; a liberdade sindical, a liberdade de acção e intervenção dos sindicatos a todos os níveis, incluindo dentro das empresas.» Para a sua candidatura, os direitos dos trabalhadores «são intrínsecos à própria democracia». É importante saber como cada um dos candidatos interpreta estes direitos individuais e colectivos dos trabalhadores, desafiou.
Considerando que a candidatura da direita pretende «rasgar» a Constituição, nomeadamente no que respeita aos direitos laborais, Jerónimo de Sousa considera necessário empreender um combate sem tréguas a essa candidatura, «pelo que representa, pelas dinâmicas que podem ser criadas, por estas propostas da direita política e social». Em seguida, acusou Cavaco Silva de nunca se ter demarcado das propostas e objectivos do núcleo duro dos seus apoiantes – do capital financeiro, dos grandes grupos económicos.
Nas eleições presidenciais, considerou Jerónimo de Sousa, está em jogo um de dois caminhos a seguir. Ou um caminho de agravamento e aprofundamento dos problemas sociais e económicos, com a vitória da direita, ou então, a derrota desse candidato e uma vitória à esquerda, «uma vitória em torno desta candidatura que não é de um homem só, que transporta este ideal do mundo do trabalho, um projecto diferente, de ruptura democrática, esse projecto que Abril um dia rasgou e que a nossa Constituição consagrou».