Governo fecha-se em copas
«Que política salarial vai adoptar para a administração pública e, consequentemente, que indicações vai dar como referência para o sector privado ? Qual vai ser o nível de investimento público; vai continuar o corte no investimento com todas as consequências que isso acarreta para a estagnação da nossa economia ?» A estas perguntas-chave sobre o próximo Orçamento do Estado o Primeiro-Ministro disse nada. Não deu resposta a estas e outras questões centrais formuladas por Jerónimo de Sousa, como passou ao lado de outras igualmente candentes, seja quanto ao agravamento do desemprego ou à estagnação da economia.
Foi no debate mensal com o Primeiro-Ministro, na passada semana, o primeiro após a retoma dos trabalhos parlamentares, com José Sócrates a fechar-se em copas quanto às suas opções no próximo OE, cingindo-se ao anúncio da criação de um programa de qualificação de um milhão de adultos até 2010, bem como ao alargamento do ensino técnico e profissional.
Claro está que este deliberado desviar dos problemas e preocupações reais com que se debatem os trabalhadores e as populações não foi bem acolhido pela generalidade dos partidos da oposição.
«Desça à terra e inquiete-se com as inquietações dos portugueses», desafiou o Secretário-Geral do PCP, fazendo notar que em matéria de OE para 2006 a questão que importa saber é se «vamos ter mais do mesmo, mais contenção, menos investimento, mais privatizações, mais sacrifícios para os trabalhadores».
Questões que carecem tanto mais de clarificação, na perspectiva do PCP, quanto é certo que o País está a perder 144 postos de trabalho por dia, segundo o Relatório de Agosto do Instituto de Emprego e Formação Profissional, o que representa um aumento de um por cento da taxa de desemprego.
«A promessa do Governo de combate ao desemprego não conhece nenhuma melhoria e o que na realidade se vê é o aumento do desemprego, cuja taxa ronda já 7,2 por cento e as perspectivas vão no sentido do seu agravamento, não só porque não há sinais de recuperação da economia mas também porque o Governo abdica dos interesses nacionais, como se viu com o caso dos têxteis», advertiu Jerónimo de Sousa.
Claro está que este deliberado desviar dos problemas e preocupações reais com que se debatem os trabalhadores e as populações não foi bem acolhido pela generalidade dos partidos da oposição.
«Desça à terra e inquiete-se com as inquietações dos portugueses», desafiou o Secretário-Geral do PCP, fazendo notar que em matéria de OE para 2006 a questão que importa saber é se «vamos ter mais do mesmo, mais contenção, menos investimento, mais privatizações, mais sacrifícios para os trabalhadores».
Questões que carecem tanto mais de clarificação, na perspectiva do PCP, quanto é certo que o País está a perder 144 postos de trabalho por dia, segundo o Relatório de Agosto do Instituto de Emprego e Formação Profissional, o que representa um aumento de um por cento da taxa de desemprego.
«A promessa do Governo de combate ao desemprego não conhece nenhuma melhoria e o que na realidade se vê é o aumento do desemprego, cuja taxa ronda já 7,2 por cento e as perspectivas vão no sentido do seu agravamento, não só porque não há sinais de recuperação da economia mas também porque o Governo abdica dos interesses nacionais, como se viu com o caso dos têxteis», advertiu Jerónimo de Sousa.