Contra a «escravidão» de portugueses em Espanha
O Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte responsabilizará o ministro das Obras Públicas, se não forem tomadas medidas para contrariar o fluxo de «deslocalização» de trabalhadores para obras em Espanha, onde auferem remunerações muito inferiores aos operários espanhóis e não vêem reconhecidos os seus direitos. Ocorrem casos de incumprimento total até no que toca ao pagamento de retribuições, refere uma nota do sindicato, divulgada em conferência de imprensa, dia 5, no Porto.
Como causas da «debandada», que levou já cerca de oito mil operários para Espanha, o sindicato aponta a falta de investimento público na construção e obras públicas, bem como a eliminação do crédito jovem bonificado para aquisição de habitação própria e «o caótico e desregulado mercado de aluguer de habitação». Enquanto em Portugal se verifica um abrandamento, em Espanha o sector vive um momento de pujança, representando 13 por cento do PIB (em Portugal representa cerca de 9 por cento).
Com a importação de mão-de-obra barata para os empreiteiros espanhóis, que recorrem a sub-empreiteiros nacionais, aqueles conseguem à partida uma redução de mais de 35 por cento nos custos salariais.
O Sindicato da Construção do Norte vai prosseguir o trabalho conjunto com a Fecoma e as Comisiones Obreras, para «travar este problema e devolver a legitimidade dos direitos dos trabalhadores no mercado ibérico».
Na conferência de imprensa foi revelado que os portugueses podem já ser atendidos pelos sindicatos espanhóis. Vai realizar-se uma campanha de informação, junto dos operários portugueses no país vizinho. Deverá ainda ser programa uma série de visitas às zonas onde há maior concentração de portugueses.
Para remeter às autoridades com competência de intervenção nesta área, os sindicatos vão elaborar um documento conjunto de denúncia, alerta e acção para combater o trabalho ilegal ou em condições de desigualdade e desumanidade, que o presidente do sindicato, Albano Ribeiro, classificou como nova forma de escravidão.
Como causas da «debandada», que levou já cerca de oito mil operários para Espanha, o sindicato aponta a falta de investimento público na construção e obras públicas, bem como a eliminação do crédito jovem bonificado para aquisição de habitação própria e «o caótico e desregulado mercado de aluguer de habitação». Enquanto em Portugal se verifica um abrandamento, em Espanha o sector vive um momento de pujança, representando 13 por cento do PIB (em Portugal representa cerca de 9 por cento).
Com a importação de mão-de-obra barata para os empreiteiros espanhóis, que recorrem a sub-empreiteiros nacionais, aqueles conseguem à partida uma redução de mais de 35 por cento nos custos salariais.
O Sindicato da Construção do Norte vai prosseguir o trabalho conjunto com a Fecoma e as Comisiones Obreras, para «travar este problema e devolver a legitimidade dos direitos dos trabalhadores no mercado ibérico».
Na conferência de imprensa foi revelado que os portugueses podem já ser atendidos pelos sindicatos espanhóis. Vai realizar-se uma campanha de informação, junto dos operários portugueses no país vizinho. Deverá ainda ser programa uma série de visitas às zonas onde há maior concentração de portugueses.
Para remeter às autoridades com competência de intervenção nesta área, os sindicatos vão elaborar um documento conjunto de denúncia, alerta e acção para combater o trabalho ilegal ou em condições de desigualdade e desumanidade, que o presidente do sindicato, Albano Ribeiro, classificou como nova forma de escravidão.