Nova greve nos cimentos
Os trabalhadores das cimenteiras Secil e CMP decidiram apresentar um novo pré-aviso de greve para dias 17, 18 e 19, depois de uma paralisação por idêntico período ter estado marcada para o início desta semana. A luta tem por objectivo defender uma proposta de aumento dos salários e das matérias pecuniárias no valor de 3,9 por cento, a aplicar no corrente ano. Os trabalhadores propõem ainda negociar desde já os aumentos salariais de 2006, com base na inflação verificada em 2005 (acrescida de 1,75 por cento, de repartição dos ganhos de produtividade) e em 2007 (a inflação do ano anterior mais dois por cento).
Esta reivindicação, segundo um comunicado da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro, tem em consideração «a favorável situação económico-financeira das empresas e a análise evolutiva das tabelas salariais e matérias de expressão pecuniária dos últimos anos». A federação, ao anunciar a greve que deveria ter-se iniciado anteontem, alertava que «em três anos consecutivos, a confirmar-se a proposta patronal de 2,9 por cento para este ano, os trabalhadores não teriam qualquer ganho no poder de compra nem teriam qualquer distribuição da produtividade criada».
«A unidade e determinação manifestada pelos trabalhadores conduziu à reabertura do processo negocial e à evolução da proposta patronal para 3 por cento neste ano», comentou Fátima Messias. Em declarações ao Avante!, esta dirigente sindical reafirmou que o valor continua a ser considerado insuficiente.
Simultaneamente com o adiamento da greve por uma semana, foram emitidos pré-avisos que abrangem os trabalhadores de empreiteiros, a laborar na fábrica da Secil, no Outão (Setúbal), de modo a possibilitar «a paragem completa da produção, caso não se verifiquem, no decurso desta semana, evoluções positivas por parte das empresas», adiantou a dirigente.
A Secil considera-se uma das principais empresas produtoras de cimento em Portugal, com uma produção anual na ordem de 4 milhões de toneladas de cimento, assegurando mais de 35 por cento das necessidades de cimento no País. No seu universo, de cerca de 40 empresas, integra-se a CMP Cimentos Maceira e Pataias, detida a cem por cento. Os principais accionistas da Secil são a Semapa (da família Queiroz Pereira) e a CRH, grupo internacional do sector com sede na Irlanda.
Esta reivindicação, segundo um comunicado da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro, tem em consideração «a favorável situação económico-financeira das empresas e a análise evolutiva das tabelas salariais e matérias de expressão pecuniária dos últimos anos». A federação, ao anunciar a greve que deveria ter-se iniciado anteontem, alertava que «em três anos consecutivos, a confirmar-se a proposta patronal de 2,9 por cento para este ano, os trabalhadores não teriam qualquer ganho no poder de compra nem teriam qualquer distribuição da produtividade criada».
«A unidade e determinação manifestada pelos trabalhadores conduziu à reabertura do processo negocial e à evolução da proposta patronal para 3 por cento neste ano», comentou Fátima Messias. Em declarações ao Avante!, esta dirigente sindical reafirmou que o valor continua a ser considerado insuficiente.
Simultaneamente com o adiamento da greve por uma semana, foram emitidos pré-avisos que abrangem os trabalhadores de empreiteiros, a laborar na fábrica da Secil, no Outão (Setúbal), de modo a possibilitar «a paragem completa da produção, caso não se verifiquem, no decurso desta semana, evoluções positivas por parte das empresas», adiantou a dirigente.
A Secil considera-se uma das principais empresas produtoras de cimento em Portugal, com uma produção anual na ordem de 4 milhões de toneladas de cimento, assegurando mais de 35 por cento das necessidades de cimento no País. No seu universo, de cerca de 40 empresas, integra-se a CMP Cimentos Maceira e Pataias, detida a cem por cento. Os principais accionistas da Secil são a Semapa (da família Queiroz Pereira) e a CRH, grupo internacional do sector com sede na Irlanda.