Pelo transporte ferroviário público
O PCP promoveu, no passado dia 29, uma audição sobre o serviço público ferroviário, na Associação de Reformados do Pinhal Novo, no concelho de Palmela. Contrariando a discriminação a que a CP está votada, os comunistas voltaram a insistir na renegociação do contrato do Estado com a Fertagus, designadamente a revisão do tarifário desta empresa privada, substancialmente superior ao da CP quando comparados os preços de ambas as empresas em iguais distâncias na Área Metropolitana de Lisboa.
Perante cerca de 120 pessoas, Francisco Lopes – dirigente do Partido e deputado eleito pelo círculo de Setúbal – defendeu a integração da Fertagus num sistema alargado e actualizado do passe social intermodal, e a incrementação de um serviço por autocarros na ligação das ligação das estações ferroviárias com as diferentes zonas residenciais. Mas o tema dominante da audição, dirigida por Valdemar Santos, da DORS, foi a problemática do futuro da CP, numa sala cheia de trabalhadores e ex-trabalhadores da empresa.
As preocupações dos presentes centraram-se, sobretudo, na possibilidade de a empresa pública de transporte ferroviário passar, a partir de 1 de Junho próximo, apenas o troço Barreiro-Pinhal Novo, implicando o transborde de milhares de utentes no Pinhal Novo a caminho de Setúbal. Esta perspectiva foi veementemente recusada pelos presentes, eles próprios ameaçados de se verem prejudicados em direitos adquiridos que usufruem na CP. Francisco Lopes passou em revista várias questões, afirmando ser paradoxal que «o serviço de inter-cidades tivesse deixado de passar por Setúbal, capital de um distrito, a caminho de Faro».
Na sessão, foi realçada a importância da luta dos trabalhadores – cuja luta vai continuar, de acordo com as declarações de dirigentes sindicais aí presentes –, bem como dos utentes.
Perante cerca de 120 pessoas, Francisco Lopes – dirigente do Partido e deputado eleito pelo círculo de Setúbal – defendeu a integração da Fertagus num sistema alargado e actualizado do passe social intermodal, e a incrementação de um serviço por autocarros na ligação das ligação das estações ferroviárias com as diferentes zonas residenciais. Mas o tema dominante da audição, dirigida por Valdemar Santos, da DORS, foi a problemática do futuro da CP, numa sala cheia de trabalhadores e ex-trabalhadores da empresa.
As preocupações dos presentes centraram-se, sobretudo, na possibilidade de a empresa pública de transporte ferroviário passar, a partir de 1 de Junho próximo, apenas o troço Barreiro-Pinhal Novo, implicando o transborde de milhares de utentes no Pinhal Novo a caminho de Setúbal. Esta perspectiva foi veementemente recusada pelos presentes, eles próprios ameaçados de se verem prejudicados em direitos adquiridos que usufruem na CP. Francisco Lopes passou em revista várias questões, afirmando ser paradoxal que «o serviço de inter-cidades tivesse deixado de passar por Setúbal, capital de um distrito, a caminho de Faro».
Na sessão, foi realçada a importância da luta dos trabalhadores – cuja luta vai continuar, de acordo com as declarações de dirigentes sindicais aí presentes –, bem como dos utentes.