Molex ameaçada de deslocalização
O flagelo das deslocalizações volta a ameaçar trabalhadores, desta vez os 170 trabalhadores da Molex Automóvel, empresa de fabrico de cablagens para automóvel e de componentes para a indústria de aviação, sediada no concelho de Santo Tirso desde 2000. Foi a própria administração da empresa - pertencente à multinacional norte-americana com a mesma designação - que informou os trabalhadores de que iriam ficar no desemprego a partir de Abril de 2006, altura em que a unidade de Santo Tirso terá já sido completamente deslocalizada para a Eslováquia.
Uma delegação do PCP deslocou-se no passado dia 4 de Maio à empresa, procurando inteirar-se da situação junto dos trabalhadores, de forma a exigir posteriormente ao Governo e à Comissão Europeia medidas para salvaguarda dos postos de trabalho ameaçados. Dois dias depois, a 6 de Maio, o deputado do PCP Jorge Machado fez entrega na Assembleia da República de um requerimento ao Governo, solicitando que, através do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, o informe se tem conhecimento da situação e que medidas tenciona tomar para defender esses postos de trabalho.
No requerimento apresentado, o deputado comunista lembra que, até à data, a empresa nunca viveu qualquer situação de salários em atraso, possuindo, ao que lhe foi possível apurar, um elevado número de encomendas, sendo, portanto, «uma empresa de sucesso que representa uma verdadeira mais valia» para o País e para uma zona já com elevadas taxas de desemprego.
Uma delegação do PCP deslocou-se no passado dia 4 de Maio à empresa, procurando inteirar-se da situação junto dos trabalhadores, de forma a exigir posteriormente ao Governo e à Comissão Europeia medidas para salvaguarda dos postos de trabalho ameaçados. Dois dias depois, a 6 de Maio, o deputado do PCP Jorge Machado fez entrega na Assembleia da República de um requerimento ao Governo, solicitando que, através do Ministério do Trabalho e da Segurança Social, o informe se tem conhecimento da situação e que medidas tenciona tomar para defender esses postos de trabalho.
No requerimento apresentado, o deputado comunista lembra que, até à data, a empresa nunca viveu qualquer situação de salários em atraso, possuindo, ao que lhe foi possível apurar, um elevado número de encomendas, sendo, portanto, «uma empresa de sucesso que representa uma verdadeira mais valia» para o País e para uma zona já com elevadas taxas de desemprego.