Agir depressa e bem
O PCP acusa o Governo de reacção frouxa face à gravidade e perigos que pairam sobre o nosso sector têxtil e vestuário. A acção do Executivo PS, tal como dos anteriores do PSD/CDS-PP, tem-se pautado pela «passividade, lentidão, falta de iniciativa e de coragem», segundo a bancada comunista, que lembrou a necessidade de se «agir com urgência», em Portugal e União Europeia, por forma a serem accionadas as «Cláusulas de Salvaguarda» e a ser criado um programa comunitário (com adequados meios de apoio) para o sector têxtil e do vestuário.
Esta posição da bancada comunista foi reiterada pelo deputado Agostinho Lopes, em intervenção no período antes da ordem do dia de uma das sessões plenárias da semana transacta. Por si sublinhada foi a ideia de que sendo esta uma «questão nacional», dada a importância que o sector têxtil tem na nossa economia, não pode ser deixada à mercê do mercado e à espera que este a resolva, como parecem defender as forças políticas que têm tido responsabilidades governativas.
Posição perigosa, esta, a assumida pelos governos, sobretudo desde 2003, na opinião do deputado comunista, que verberou com dureza essa postura de estar à espera que a Comissão Europeia se resolva a tomar as decisões necessárias para defender os têxteis portugueses.
Tanto mais que, observou, a Comissão Europeia já «mostrou e demonstrou que as suas preocupações não são as empresas têxteis e de vestuário europeias», como se pode concluir pelas orientações relativas ao desencadear das referidas cláusulas de salvaguarda ou – outro exemplo - pelas enormes dificuldades impostas em matéria de monitorização das importações.
Daí a crítica severa da bancada comunista ao Governo PS por este se ter limitado, tanto quanto se sabe, através de uma carta do ministro da Economia, a manifestar preocupações, sem que tenha até ao momento assumido o pedido formal e oficial à EU no sentido de serem accionadas as referidas cláusulas de salvaguarda.
«De nada adiantarão medidas quando as fábricas tiverem fechado», sublinhou Agostinho Lopes, para quem o comportamento do Executivo é «completamente inaceitável».
Mas para os comunistas já não bastam aquelas cláusulas de salvaguarda para garantir a «salvação» dos têxteis portugueses. São necessárias outras medidas quanto à competitividade do sector no mercado interno e externo, o que significa «defender o desenvolvimento de todas as empresas susceptíveis de viabilidade económica». Por outras palavras, significa «investir na sua organização, cooperação e agrupamento», «diversificar o tecido produtivo alterando o perfil de especialização», implantar «novas empresas que incorporem inovação, novos produtos e novas tecnologias», «produzir um salto na qualidade e valor acrescentado da produção».
«Significa partir para dinâmicas de políticas económicas integradas que permitam romper com o círculo vicioso de uma competitividade (impossível), baseada em baixos salários e precariedade de mão-de-obra. Significa definir com rigor um novo quadro legal e disponibilidades financeiras (Orçamento do Estado e Fundos Comunitários) para a possível e necessária recuperação de empresas e sectores de actividade», sustentou Agostinho Lopes.
Esta posição da bancada comunista foi reiterada pelo deputado Agostinho Lopes, em intervenção no período antes da ordem do dia de uma das sessões plenárias da semana transacta. Por si sublinhada foi a ideia de que sendo esta uma «questão nacional», dada a importância que o sector têxtil tem na nossa economia, não pode ser deixada à mercê do mercado e à espera que este a resolva, como parecem defender as forças políticas que têm tido responsabilidades governativas.
Posição perigosa, esta, a assumida pelos governos, sobretudo desde 2003, na opinião do deputado comunista, que verberou com dureza essa postura de estar à espera que a Comissão Europeia se resolva a tomar as decisões necessárias para defender os têxteis portugueses.
Tanto mais que, observou, a Comissão Europeia já «mostrou e demonstrou que as suas preocupações não são as empresas têxteis e de vestuário europeias», como se pode concluir pelas orientações relativas ao desencadear das referidas cláusulas de salvaguarda ou – outro exemplo - pelas enormes dificuldades impostas em matéria de monitorização das importações.
Daí a crítica severa da bancada comunista ao Governo PS por este se ter limitado, tanto quanto se sabe, através de uma carta do ministro da Economia, a manifestar preocupações, sem que tenha até ao momento assumido o pedido formal e oficial à EU no sentido de serem accionadas as referidas cláusulas de salvaguarda.
«De nada adiantarão medidas quando as fábricas tiverem fechado», sublinhou Agostinho Lopes, para quem o comportamento do Executivo é «completamente inaceitável».
Mas para os comunistas já não bastam aquelas cláusulas de salvaguarda para garantir a «salvação» dos têxteis portugueses. São necessárias outras medidas quanto à competitividade do sector no mercado interno e externo, o que significa «defender o desenvolvimento de todas as empresas susceptíveis de viabilidade económica». Por outras palavras, significa «investir na sua organização, cooperação e agrupamento», «diversificar o tecido produtivo alterando o perfil de especialização», implantar «novas empresas que incorporem inovação, novos produtos e novas tecnologias», «produzir um salto na qualidade e valor acrescentado da produção».
«Significa partir para dinâmicas de políticas económicas integradas que permitam romper com o círculo vicioso de uma competitividade (impossível), baseada em baixos salários e precariedade de mão-de-obra. Significa definir com rigor um novo quadro legal e disponibilidades financeiras (Orçamento do Estado e Fundos Comunitários) para a possível e necessária recuperação de empresas e sectores de actividade», sustentou Agostinho Lopes.