Desemprego ultrapassa cinco milhões
Os dados do desemprego na Alemanha relativos a Janeiro, cuja publicação estava prevista para ontem, quarta-feira, foram antecipados no fim-de-semana pelo ministro do Emprego, Wolfgang Clement, que os qualificou de «terríveis».
«No início de cada ano, devido às temperaturas invernais, infelizmente os números do mercado de trabalho disparam sempre, normalmente em cerca de 350 mil, o que significa que teremos cerca de 4,8 milhões de desempregados».
A este número somam-se pelo menos 200 mil pessoas que passaram a ser contabilizadas como desempregados com a entrada em vigor da chamada lei «Hartz IV», o último conjunto de leis do pacote legislativo que procedeu a uma vasta reforma do mercado de trabalho e alterou o sistema de subsídios de desemprego.
Em consequência, os beneficiários da ajuda social (o rendimento mínimo de inserção na Alemanha) foram incluídos na massa de desempregados, engrossando as estatísticas mensais da Agência de Emprego.
Desta forma, pela primeira vez no pós-guerra, a fasquia dos cinco milhões deverá ter sido ultrapassada no mês passado, estabelecendo-se um novo recorde face a Janeiro de 1998, altura em que o desemprego atingiu 4,823 milhões de pessoas.
Embora Wolfgang Clement tente relativizar este resultado, afirmando que «no futuro não haverá mais opacidade sobre o desemprego, nem desemprego escondido e disfarçado», o facto é que uma das promessas centrais do governo SPD/Verdes era baixar o número de desempregados para 3,5 milhões durante o primeiro mandato (1998-2002).
Após a sua reeleição no Outono de 2002, o chanceler Gerhard Schroeder voltou a fazer do combate ao desemprego o objectivo prioritário do governo, com o qual procurou justificar as reformas dos sistemas de protecção social e do mercado de trabalho.
Dois anos e meio mais tarde, o balanço não podia ser mais negro: hoje há mais um milhão de desempregados.
Apesar de as reformas terem entrado em vigor, a maioria das quais há já um ano, os prometidos efeitos benéficos tardam a chegar. A crise económica aprofundou-se, os programas de redução de efectivos alastraram a vários gigantes industriais que progressivamente têm deslocalizado as suas produções para países de mão-de-obra barata. O crescimento económico é demasiado fraco para criar empregos e as expectativas não são animadoras. Se no ano passado a Alemanha cresceu apenas 1,7 por cento, as previsões de Berlim para 2005 não vão além de 1,6 por cento.
«No início de cada ano, devido às temperaturas invernais, infelizmente os números do mercado de trabalho disparam sempre, normalmente em cerca de 350 mil, o que significa que teremos cerca de 4,8 milhões de desempregados».
A este número somam-se pelo menos 200 mil pessoas que passaram a ser contabilizadas como desempregados com a entrada em vigor da chamada lei «Hartz IV», o último conjunto de leis do pacote legislativo que procedeu a uma vasta reforma do mercado de trabalho e alterou o sistema de subsídios de desemprego.
Em consequência, os beneficiários da ajuda social (o rendimento mínimo de inserção na Alemanha) foram incluídos na massa de desempregados, engrossando as estatísticas mensais da Agência de Emprego.
Desta forma, pela primeira vez no pós-guerra, a fasquia dos cinco milhões deverá ter sido ultrapassada no mês passado, estabelecendo-se um novo recorde face a Janeiro de 1998, altura em que o desemprego atingiu 4,823 milhões de pessoas.
Embora Wolfgang Clement tente relativizar este resultado, afirmando que «no futuro não haverá mais opacidade sobre o desemprego, nem desemprego escondido e disfarçado», o facto é que uma das promessas centrais do governo SPD/Verdes era baixar o número de desempregados para 3,5 milhões durante o primeiro mandato (1998-2002).
Após a sua reeleição no Outono de 2002, o chanceler Gerhard Schroeder voltou a fazer do combate ao desemprego o objectivo prioritário do governo, com o qual procurou justificar as reformas dos sistemas de protecção social e do mercado de trabalho.
Dois anos e meio mais tarde, o balanço não podia ser mais negro: hoje há mais um milhão de desempregados.
Apesar de as reformas terem entrado em vigor, a maioria das quais há já um ano, os prometidos efeitos benéficos tardam a chegar. A crise económica aprofundou-se, os programas de redução de efectivos alastraram a vários gigantes industriais que progressivamente têm deslocalizado as suas produções para países de mão-de-obra barata. O crescimento económico é demasiado fraco para criar empregos e as expectativas não são animadoras. Se no ano passado a Alemanha cresceu apenas 1,7 por cento, as previsões de Berlim para 2005 não vão além de 1,6 por cento.