Cidadãos alheados
Apenas 20 por cento dos portugueses declaram que irão votar no referendo sobre o tratado constitucional, segundo o último estudo do Eurobarómetro divulgado na segunda-feira, dia 31.
Nove em cada dez europeus nunca ouvir falar da «constituição»
Entre os nove países que realizarão um referendo sobre esta matéria (Dinamarca, Irlanda, França, Luxemburgo, Reino Unido, Holanda, Espanha, Portugal e República Checa), regista-se uma média de 42 por cento de cidadãos que têm a certeza de que irão votar.
Quanto aos níveis de indecisão, os portugueses são os sextos, com 53 por cento a afirmarem não ter ainda uma opinião positiva ou negativa sobre o documento.
A nível europeu, nove em cada dez cidadãos (89%) afirmam não saber praticamente nada sobre o projecto e um terço (33%) declara mesmo nunca ter ouvido falar dele. A percentagem dos que o ignoram totalmente atinge em Portugal 39 por cento, enquanto 50 por cento afirmam ter ouvido falar mas conhecem muito pouco do conteúdo. Apenas 11 por cento dizem ter um conhecimento global, valor que é idêntico ao da média europeia.
Confrontados com perguntas específicas, apenas 33 por cento dos portugueses foram capazes de dar respostas correctas, resultado que é o mais baixo dos 25 países, entre os quais se destacam os finlandeses com 60 por cento das respostas correctas.
Apesar do desconhecimento, 40 por cento dos portugueses afirmam-se favoráveis ao projecto de «constituição europeia» contra sete por cento se lhe opõem. No Reino Unido, 30 por cento dos inquiridos manifestam-se contra e apenas 20 por cento apoia o documento.
Entretanto, na passada semana, o governo de Tony Blair divulgou a pergunta que será colocada aos eleitores: « Deve o Reino Unido aprovar o tratado que estabelece uma Constituição para a União Europeia?». No entanto, os britânicos terão ainda de esperar mais de um ano para se poderem pronunciar, já que o referendo ainda não foi marcada e o primeiro-ministro apenas garante que terá lugar «numa data em 2006, mas não sei quando».
Itália ratifica sem referendo
A maioria dos deputados italianos aprovaram, na terça-feira, dia 25, o texto do tratado constitucional, com os votos contra dos eleitos comunistas bem como dos da Liga do Norte, que exigiam que o projecto fosse submetido a referendo.
O texto deverá ser agora analisado e votado pelo Senado para que o processo de ratificação fique concluído em Itália.
O parlamento lituano foi o primeiro a ratificar a dita «constituição», em Novembro, sendo seguido, em Dezembro, pelo parlamento húngaro.
Na Holanda, depois de ter sido aprovado em Outubro no parlamento, a câmara alta votou favoravelmente o texto no passado dia 24. Contudo, neste país, a decisão final só será tomada após a realização de um referendo que deverá ter lugar no próximo Verão.
Quanto aos níveis de indecisão, os portugueses são os sextos, com 53 por cento a afirmarem não ter ainda uma opinião positiva ou negativa sobre o documento.
A nível europeu, nove em cada dez cidadãos (89%) afirmam não saber praticamente nada sobre o projecto e um terço (33%) declara mesmo nunca ter ouvido falar dele. A percentagem dos que o ignoram totalmente atinge em Portugal 39 por cento, enquanto 50 por cento afirmam ter ouvido falar mas conhecem muito pouco do conteúdo. Apenas 11 por cento dizem ter um conhecimento global, valor que é idêntico ao da média europeia.
Confrontados com perguntas específicas, apenas 33 por cento dos portugueses foram capazes de dar respostas correctas, resultado que é o mais baixo dos 25 países, entre os quais se destacam os finlandeses com 60 por cento das respostas correctas.
Apesar do desconhecimento, 40 por cento dos portugueses afirmam-se favoráveis ao projecto de «constituição europeia» contra sete por cento se lhe opõem. No Reino Unido, 30 por cento dos inquiridos manifestam-se contra e apenas 20 por cento apoia o documento.
Entretanto, na passada semana, o governo de Tony Blair divulgou a pergunta que será colocada aos eleitores: « Deve o Reino Unido aprovar o tratado que estabelece uma Constituição para a União Europeia?». No entanto, os britânicos terão ainda de esperar mais de um ano para se poderem pronunciar, já que o referendo ainda não foi marcada e o primeiro-ministro apenas garante que terá lugar «numa data em 2006, mas não sei quando».
Itália ratifica sem referendo
A maioria dos deputados italianos aprovaram, na terça-feira, dia 25, o texto do tratado constitucional, com os votos contra dos eleitos comunistas bem como dos da Liga do Norte, que exigiam que o projecto fosse submetido a referendo.
O texto deverá ser agora analisado e votado pelo Senado para que o processo de ratificação fique concluído em Itália.
O parlamento lituano foi o primeiro a ratificar a dita «constituição», em Novembro, sendo seguido, em Dezembro, pelo parlamento húngaro.
Na Holanda, depois de ter sido aprovado em Outubro no parlamento, a câmara alta votou favoravelmente o texto no passado dia 24. Contudo, neste país, a decisão final só será tomada após a realização de um referendo que deverá ter lugar no próximo Verão.