Afirmação comunista
Realizado em Almada, o XVII Congresso do PCP constituiu um importante momento de afirmação do PCP, das suas propostas, análises e projecto. 1300 delegados e milhares de convidados participaram activamente nos trabalhos, mostrando uma vez mais que o PCP é e continuará a ser, por vontade dos seus militantes, o que sempre foi: Um grande partido comunista.
O Congresso foi um grande momento de afirmação do projecto do PCP
«Camaradas, há muita gente lá fora. Vamos abrir as portas dos delegados para que os convidados que não conseguiram entrar o possam fazer», anunciou Paulo Raimundo, da Comissão Política, que dirigia os trabalhos da última sessão do Congresso. E foram muitos os que entraram para assistir, entusiasticamente, à apresentação do novo Comité Central, eleito na véspera, e à intervenção de encerramento do novo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa. Muitos que se juntaram aos outros muitos que já enchiam – e encheram durante os três dias – por completo as bancadas do pavilhão de Almada.
E todos, delegados e convidados, puderam presenciar também um dos mais emocionantes momentos do Congresso: O abraço entre o novo secretário-geral, Jerónimo de Sousa, e o seu antecessor, Carlos Carvalhas, que prometeu que o Partido pode continuar a contar com o seu «empenho e militância».
Ligado à vida e à luta
Tal como a sua fase preparatória, o Congresso do PCP decorreu ligado à vida e à luta dos trabalhadores e do povo. Pela tribuna passaram diversas intervenções de delegados que falaram dos mais variados temas da actualidade internacional, nacional e partidária. Intervenções todas elas escutadas atentamente pelos delegados e convidados. Como afirmou Jerónimo de Sousa na intervenção de encerramento, «por aqui não passou aquele penoso ambiente de oradores a falar para umas dezenas de delegados devido à ausência dos chefes, dos candidatos a chefes ou dos zangados com os chefes».
Os jovens estiveram em destaque. Pela sua participação activa nos trabalhos do Congresso (vários militantes da JCP falaram sobre os problemas que afectam a juventude e muitos jovens intervieram em nome de organizações partidárias) e pela energia e vitalidade com que se entregaram a este importante momento da vida do Partido. Jovens intimamente ligados ao movimento juvenil e às suas lutas e aspirações e que são, como alguém disse a partir da tribuna, não só o futuro mas também o presente do PCP. E o Congresso provou-o. Tal como o provou também a significativa renovação e rejuvenescimento nos organismos dirigentes do Partido: para o Comité Central (eleito por 95 por centos dos delegados) entraram 27 membros com menos de 30 anos.
De braço do ar e punho cerrado
Poucos minutos antecediam as onze horas da manhã de sexta-feira e já o pavilhão dos Desportos de Almada se enchia de delegados e convidados ao XVII Congresso do PCP. O rebuliço da entrada e da escolha dos lugares deu lugar à calma atenta do início dos trabalhos. Após A Internacional, cantada a plenos pulmões por milhares de pessoas, começou o Congresso.
Na primeira sessão, dirigida por Rosa Rabiais, da Comissão Política, foram postas à votação diversas matérias: O regulamento, a mesa da presidência, a ordem de trabalhos, o horário e os órgãos do Congresso. Todas estas votações conduziram à aprovação, pela esmagadora maioria dos 1300 delegados, das propostas apresentadas pela mesa: O regulamento com 2 votos contra e nove abstenções; a mesa por unanimidade, a ordem de trabalhos com dois votos contra e o horário também por unanimidade. Quanto aos órgãos do Congresso (ver texto na página seguinte), o secretariado, a Comissão de Redacção da Resolução Política e a Comissão de Verificação de Mandatos foram aprovados por unanimidade. A Comissão Eleitoral teve um voto contra e a Comissão de Redacção das Propostas de Alteração aos Estatutos teve a oposição de dois delegados.
Sabendo que iriam eleger, no dia seguinte, por voto secreto, o Comité Central – por imposição da antidemocrática lei dos partidos –, os delegados fizeram das restantes votações, todas efectuadas de braço no ar, actos de luta e autonomia partidária. Nas bancadas, os convidados cerravam os punhos, manifestando a sua concordância com a decisão dos delegados, que contribuíram para eleger.
A segunda sessão, na tarde de sexta-feira, foi dirigida por António Abreu. No sábado, a sessão da manhã foi dirigida por José Soeiro, enquanto a direcção da sessão da tarde, a quarta, esteve a cargo de Conceição Morais. No domingo, coube a Paulo Raimundo dirigir os trabalhos.
Mensagem de Álvaro Cunhal
Ausente do Congresso, Álvaro Cunhal não deixou de transmitir uma mensagem aos delegados e convidados. Lida na sexta-feira, a mensagem do antigo secretário-geral comunista foi recebida entusiasticamente pelos presentes, que aplaudiram de pé durante largos minutos. Eis, na íntegra, a mensagem:
«Queridos camaradas delegados e convidados ao XVII Congresso do PCP:
«Por razões de idade e saúde não me é possível participar nos trabalhos do Congresso. Permitam-me que vos saúde e expresse a minha confiança em que as decisões do Congresso, em todos seus aspectos, constituirão uma importante vitória e um grande incentivo à continuação da luta do Partido e do povo português.
«Vitória do Partido que é por si mesma uma vitória da classe operária, das massas trabalhadoras, dos intelectuais, da juventude (em particular da JCP), das mulheres e de todas as outras forças progressistas.
«É pois com sã alegria comunista e redobrada confiança no futuro do Partido, que transmito ao Congresso, um vibrante: Viva o marxismo-leninismo!»
E todos, delegados e convidados, puderam presenciar também um dos mais emocionantes momentos do Congresso: O abraço entre o novo secretário-geral, Jerónimo de Sousa, e o seu antecessor, Carlos Carvalhas, que prometeu que o Partido pode continuar a contar com o seu «empenho e militância».
Ligado à vida e à luta
Tal como a sua fase preparatória, o Congresso do PCP decorreu ligado à vida e à luta dos trabalhadores e do povo. Pela tribuna passaram diversas intervenções de delegados que falaram dos mais variados temas da actualidade internacional, nacional e partidária. Intervenções todas elas escutadas atentamente pelos delegados e convidados. Como afirmou Jerónimo de Sousa na intervenção de encerramento, «por aqui não passou aquele penoso ambiente de oradores a falar para umas dezenas de delegados devido à ausência dos chefes, dos candidatos a chefes ou dos zangados com os chefes».
Os jovens estiveram em destaque. Pela sua participação activa nos trabalhos do Congresso (vários militantes da JCP falaram sobre os problemas que afectam a juventude e muitos jovens intervieram em nome de organizações partidárias) e pela energia e vitalidade com que se entregaram a este importante momento da vida do Partido. Jovens intimamente ligados ao movimento juvenil e às suas lutas e aspirações e que são, como alguém disse a partir da tribuna, não só o futuro mas também o presente do PCP. E o Congresso provou-o. Tal como o provou também a significativa renovação e rejuvenescimento nos organismos dirigentes do Partido: para o Comité Central (eleito por 95 por centos dos delegados) entraram 27 membros com menos de 30 anos.
De braço do ar e punho cerrado
Poucos minutos antecediam as onze horas da manhã de sexta-feira e já o pavilhão dos Desportos de Almada se enchia de delegados e convidados ao XVII Congresso do PCP. O rebuliço da entrada e da escolha dos lugares deu lugar à calma atenta do início dos trabalhos. Após A Internacional, cantada a plenos pulmões por milhares de pessoas, começou o Congresso.
Na primeira sessão, dirigida por Rosa Rabiais, da Comissão Política, foram postas à votação diversas matérias: O regulamento, a mesa da presidência, a ordem de trabalhos, o horário e os órgãos do Congresso. Todas estas votações conduziram à aprovação, pela esmagadora maioria dos 1300 delegados, das propostas apresentadas pela mesa: O regulamento com 2 votos contra e nove abstenções; a mesa por unanimidade, a ordem de trabalhos com dois votos contra e o horário também por unanimidade. Quanto aos órgãos do Congresso (ver texto na página seguinte), o secretariado, a Comissão de Redacção da Resolução Política e a Comissão de Verificação de Mandatos foram aprovados por unanimidade. A Comissão Eleitoral teve um voto contra e a Comissão de Redacção das Propostas de Alteração aos Estatutos teve a oposição de dois delegados.
Sabendo que iriam eleger, no dia seguinte, por voto secreto, o Comité Central – por imposição da antidemocrática lei dos partidos –, os delegados fizeram das restantes votações, todas efectuadas de braço no ar, actos de luta e autonomia partidária. Nas bancadas, os convidados cerravam os punhos, manifestando a sua concordância com a decisão dos delegados, que contribuíram para eleger.
A segunda sessão, na tarde de sexta-feira, foi dirigida por António Abreu. No sábado, a sessão da manhã foi dirigida por José Soeiro, enquanto a direcção da sessão da tarde, a quarta, esteve a cargo de Conceição Morais. No domingo, coube a Paulo Raimundo dirigir os trabalhos.
Mensagem de Álvaro Cunhal
Ausente do Congresso, Álvaro Cunhal não deixou de transmitir uma mensagem aos delegados e convidados. Lida na sexta-feira, a mensagem do antigo secretário-geral comunista foi recebida entusiasticamente pelos presentes, que aplaudiram de pé durante largos minutos. Eis, na íntegra, a mensagem:
«Queridos camaradas delegados e convidados ao XVII Congresso do PCP:
«Por razões de idade e saúde não me é possível participar nos trabalhos do Congresso. Permitam-me que vos saúde e expresse a minha confiança em que as decisões do Congresso, em todos seus aspectos, constituirão uma importante vitória e um grande incentivo à continuação da luta do Partido e do povo português.
«Vitória do Partido que é por si mesma uma vitória da classe operária, das massas trabalhadoras, dos intelectuais, da juventude (em particular da JCP), das mulheres e de todas as outras forças progressistas.
«É pois com sã alegria comunista e redobrada confiança no futuro do Partido, que transmito ao Congresso, um vibrante: Viva o marxismo-leninismo!»