Governo mantém indefinição na Mandata

A assembleia de credores da cristaleira Mandata, da Marinha Grande, não teve lugar anteontem, por falta de definição do sentido de voto dos representantes da Segurança Social e do IAPMEI. Este detém um terço dos créditos, enquanto aquela possui uma hipoteca sobre as instalações da empresa, que surgiu para suceder à Manuel Pereira Roldão e está encerrada desde Outubro de 2001.
Em nota à imprensa, a Direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira recorda que os operários «têm feito incontáveis sacrifícios no sentido de se conseguir a recuperação» e, na actual fase, «privados dos seus postos de trabalho e dos seus salários, aceitaram aprovar a medida proposta, mesmo significando, para a maior parte deles, o desemprego», pois estão «convictos de que, dentro das suas possibilidades, lutam pela preservação da indústria vidreira na Marinha Grande».
O sindicato considera «lamentável que seja o próprio Governo, representado no processo pelo IAPMEI e pela Segurança Social, ao não definir imediatamente o seu sentido de voto, quem levanta obstáculos à aprovação da medida de recuperação proposta».
Deve ficar registado, reclama o STIV, que os trabalhadores, a administradora judicial, a empresa proponente e os principais credores privados tudo têm feito» para que seja aprovada a viabilização. Caso tal não suceda na próxima segunda-feira, «será o Governo o responsável directo por todas as consequências», declara o sindicato.
A assembleia de credores, que deve tomar uma decisão definitiva sobre a viabilização ou a falência da Mandata, ficou marcada para dia 12. A proposta da Canividro para reactivar a Mandata prevê, entre outras medidas, a contratação de 60 trabalhadores, dos 180 que integram o quadro da empresa.


Mais artigos de: Trabalhadores

O primeiro ACT

Ao fim de ano e meio de negociações, ficou concluído o primeiro acordo colectivo de trabalho que vincula as empresas do Grupo CGD, anunciou anteontem o STEC.

Pela contratação colectiva

Caducando os contratos colectivos, os direitos neles contemplados não desaparecem. O seu regime passa a constar nos contratos individuais de trabalho ao abrigo da Constituição, revelou Joaquim Dionisio.

Punidos por resolver

O Ministério da Educação reconhece que há 93 processos disciplinares contra professores que fazem parte de órgãos de gestão, por motivos que têm a ver com o Ensino Recorrente.

«Abuso» de um euro é pretexto para despedir

Um funcionário da Associação dos Bombeiros Voluntários da Covilhã encontra-se em risco de ser despedido, acusado de «abuso de confiança» e de ter causado um prejuízo de «um euro e 16 cêntimos», revelou anteontem o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local. O STAL, citado pela Agência Lusa, referiu ainda...

CESP denuncia boicotes na contratação

Várias associações patronais, com destaque para as do comércio automóvel, abastecedores de combustíveis, Comércio do Porto e Ensino Particular e Cooperativo, estão a boicotar a negociação de convenções colectivas de trabalho para cerca de 240 mil trabalhadores. Por seu turno, o Ministério do Trabalho boicota a emissão de...

Enfermeiros desvalorizados

«Ao invés de profissionais motivados para prestar cuidados de qualidade, estamos, afinal, perante a desvalorização do trabalho dos enfermeiros e a tentativa de exploração de mão-de-obra», protestou na semana passada a Direcção Regional de Trás-os-Montes do SEP, numa nota em que denuncia a situação actual no Hospital de...