Favorecer interesses privados
O PCP requereu a presença do Ministro da Saúde no Parlamento para dar «explicações rigorosas e pormenorizadas» sobre a recente substituição do conselho de administração do Hospital de S. João, no Porto.
Em causa, na nomeação da nova direcção, presidida por Fernandes Tato, ex alto quadro do Grupo bancário Millenium-BCP, que tomou posse segunda-feira, estão os critérios a que terá obedecido esta dança de cadeiras, os quais, ao que tudo o indica, terão sido determinados não por razões de saúde ou de gestão hospitalar mas apenas pelo propósito de favorecer os interesses privados daquela instituição bancária face aos interesses públicos do Hospital de S. João.
É o que se depreende do facto de, por um lado, não ter sido avançada qualquer justificação para a controversa substituição da anterior administração (nomeada pelo actual Governo, que ainda há quinze dias reafirmara nela a sua confiança), e, por outro lado, existirem um conjunto de factos que concorrem objectivamente para a existência do referido favorecimento expresso àquele grupo financeiro.
Entre esses factos, elencados pelo deputado comunista Honório Novo no requerimento em que pede a presença do Luís Filipe Pereira no Parlamento, está, por exemplo, a oposição manifestada pela anterior administração do Hospital S. João a aspectos do contrato de concessão que permitiu a uma empresa privada – a BragaParques – construir em terrenos hospitalares um empreendimento (hotel, centro comercial e parque de estacionamento) erigido com o financiamento do Banco Comercial Português (BCP).
Honório Novo, no texto que envia ao presidente da comissão parlamentar do Trabalho e dos Assuntos Sociais, manifesta igualmente a sua estranheza por a Entidade Reguladora da Saúde não ter feito ouvir a sua voz perante a substituição de um órgão de gestão hospitalar onde o conflito de interesses públicos e privados não é devidamente assegurado por padrões de transparência.
Em causa, na nomeação da nova direcção, presidida por Fernandes Tato, ex alto quadro do Grupo bancário Millenium-BCP, que tomou posse segunda-feira, estão os critérios a que terá obedecido esta dança de cadeiras, os quais, ao que tudo o indica, terão sido determinados não por razões de saúde ou de gestão hospitalar mas apenas pelo propósito de favorecer os interesses privados daquela instituição bancária face aos interesses públicos do Hospital de S. João.
É o que se depreende do facto de, por um lado, não ter sido avançada qualquer justificação para a controversa substituição da anterior administração (nomeada pelo actual Governo, que ainda há quinze dias reafirmara nela a sua confiança), e, por outro lado, existirem um conjunto de factos que concorrem objectivamente para a existência do referido favorecimento expresso àquele grupo financeiro.
Entre esses factos, elencados pelo deputado comunista Honório Novo no requerimento em que pede a presença do Luís Filipe Pereira no Parlamento, está, por exemplo, a oposição manifestada pela anterior administração do Hospital S. João a aspectos do contrato de concessão que permitiu a uma empresa privada – a BragaParques – construir em terrenos hospitalares um empreendimento (hotel, centro comercial e parque de estacionamento) erigido com o financiamento do Banco Comercial Português (BCP).
Honório Novo, no texto que envia ao presidente da comissão parlamentar do Trabalho e dos Assuntos Sociais, manifesta igualmente a sua estranheza por a Entidade Reguladora da Saúde não ter feito ouvir a sua voz perante a substituição de um órgão de gestão hospitalar onde o conflito de interesses públicos e privados não é devidamente assegurado por padrões de transparência.